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3 filmes que ensinam a colocar você em primeiro lugar depois de anos cuidando dos outros

Tem mulher que passa a vida inteira resolvendo problema dos outros e esquece de perguntar o que ela mesma quer. Atende todo mundo, sustenta todo mundo emocionalmente, e no fim do dia não sobra nem um minuto para lembrar quem ela era antes de virar sinônimo de solução. Soa familiar?
Esses três filmes conversam direto com essa mulher. Eles provam que amor próprio é lembrar de você mesma, antes de qualquer outra coisa. Guarda essa lista, porque ela serve de roteiro para o fim de semana.
A Que Horas Ela Volta?: o espaço que ninguém te deu, você reivindica
Val passou décadas aceitando o lugar que a família decidiu para ela. Trabalhou, sustentou, cuidou, e se acostumou a ocupar apenas o espaço que sobrava. O filme muda de tom quando a própria filha, que cresceu longe dela, chega questionando tudo aquilo que parecia natural. É a filha quem devolve para Val a pergunta que ela havia deixado de fazer a si mesma: o que você quer para a sua vida?
O longa escancara algo que muita mulher vive até hoje: esse despertar quase sempre vem de fora, de alguém que enxerga de longe o tamanho da entrega que a própria pessoa normalizou.
Adoráveis Mulheres: escolher a própria história dói, e vale a pena
Jo March recebe o pedido de casamento perfeito e recusa. A cena incomoda porque contraria tudo que se espera de uma protagonista romântica. Jo escolhe a escrita, escolhe a própria voz, escolhe não se encaixar no papel que todo mundo já tinha desenhado para ela. Essa escolha custa caro, ela mesma reconhece isso. Abrir mão de si mesma custaria ainda mais, e é esse o ponto que o filme deixa claro.
Jo nunca foi feita para caber em molde nenhum, e é exatamente isso que faz dela uma referência tão atual, décadas depois da história ter sido escrita. Essa é a hora de mandar esse texto para aquela amiga que também se perdeu de vista cuidando dos outros.
Alice Não Mora Mais Aqui: o sonho interrompido ainda espera
Alice largou a música para virar mãe e esposa. Anos depois, viúva e sozinha, ela recomeça do zero, e é nesse recomeço que reencontra a cantora que havia deixado para trás. O filme leva seu tempo para mostrar essa virada, exibe o quanto ela demorou para admitir que aquele sonho continuava vivo, esperando. Alice prova que abrir mão de uma parte de si mesma não apaga essa parte para sempre. Ela fica guardada, até o momento certo de ser resgatada.
Os três filmes contam a mesma história sob ângulos diferentes: mulheres que pararam de se perguntar quem elas eram fora das funções que exerciam, e que só voltaram a se enxergar quando alguém, ou alguma circunstância, forçou essa pausa. Assiste esse fim de semana e repara em quanto de Val, de Jo e de Alice ainda mora em você. Qual dessas três histórias é a sua?

Suzana é mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Formada em Administração e Pedagogia, leciona e dedica parte de sua rotina à proteção animal, além de comandar sua própria loja, a MF Feminina. No Ellas Magazine, assina os conteúdos sobre moda, beleza, comportamento, maternidade, pets e os mais variados temas do universo feminino.





