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Ciência, poder feminino e brilho internacional: brasileiras dominam prêmio da L’Oréal

A ciência brasileira acaba de provar, mais uma vez, que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive liderando pesquisas que mudam o mundo. Cinco cientistas com trajetória ligada à FAPESP estão entre as vencedoras da edição 2025 do prêmio Para Mulheres na Ciência, iniciativa do L’Oréal que, há duas décadas, vem transformando talento em reconhecimento real. Sim, dinheiro, visibilidade e protagonismo. Tudo junto.
A premiação, realizada em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a UNESCO no Brasil, selecionou oito pesquisadoras este ano. Cada uma recebeu uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil para seguir avançando em áreas que vão das Ciências da Vida às Matemáticas, passando por Química, Física e, pela primeira vez, Engenharia e Tecnologia. Um passo que não é detalhe. É virada de chave.
Cinco nomes que merecem ser conhecidos (e celebrados)
Entre as premiadas, cinco trajetórias chamam atenção não só pela excelência científica, mas também pelo impacto social de suas pesquisas. Juliana Hipólito de Sousa, do Instituto Nacional da Mata Atlântica, e Sonaira Silva, da Universidade Federal do Acre, foram reconhecidas na área de Ciências da Vida, cada uma atuando diretamente em temas ligados à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável. Coincidência? Nada disso. É ciência com propósito.
Já Renata Rojas Guerra, da Universidade Federal de Santa Maria, levou o prêmio em Ciências Matemáticas, área ainda pouco associada ao protagonismo feminino — o que torna o reconhecimento ainda mais simbólico. Thais Azevedo Enoki Liarte, do Instituto de Física da USP, foi premiada em Ciências Físicas, enquanto Vanessa do Nascimento, da Universidade Federal Fluminense, recebeu o destaque em Ciências Químicas. Cinco mulheres. Cinco áreas estratégicas. Cinco histórias que quebram estereótipos.
Duas décadas impulsionando mulheres que fazem o impossível parecer rotina
Desde que chegou ao Brasil, o programa Para Mulheres na Ciência já premiou mais de 140 pesquisadoras, somando investimentos superiores a R$ 7 milhões. Não é só sobre bolsas. É sobre permanência na carreira científica, sobre dar fôlego a pesquisas que, muitas vezes, ficariam pelo caminho sem apoio financeiro e institucional. Quantos talentos não se perdem por falta de incentivo? Pois é.
O alcance da iniciativa também impressiona fora do país. Em escala global, o programa contempla mais de 350 jovens cientistas por ano, espalhadas por 110 países. Ou seja, não é exagero dizer que essas brasileiras agora fazem parte de uma rede internacional de mulheres que estão redesenhando o futuro da ciência.
Uma cerimônia à altura do que elas representam
A entrega do prêmio aconteceu no dia 4 de dezembro de 2025, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro. Cenário simbólico para um reconhecimento que vai muito além do protocolo. É sobre ocupar espaços, ganhar voz e mostrar que ciência também tem rosto feminino, plural e diverso.
E fica a pergunta que não quer calar: quantas meninas vão olhar para essas histórias e se imaginar ali, daqui a alguns anos? Porque representatividade não é discurso bonito. É efeito dominó.
Fonte: Fapesp / Foto: ABC/divulgação

Social Midia e crítica de cultura pop, Renata domina o mundo das fofocas e novelas como ninguém. Com uma trajetória em grandes portais de entretenimento, ela traz uma visão divertida e crítica sobre os bastidores do universo das celebridades e das tramas de novelas. Renata é conhecida pelo seu tom bem-humorado e envolvente, que leva os leitores a se sentirem parte dos acontecimentos, discutindo os detalhes de suas novelas favoritas e compartilhando curiosidades imperdíveis das estrelas.




