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Carreta da Mulher encontra alterações em 58 pacientes e vira projeto permanente no Paraná

Vamos combinar? Nem toda mulher consegue parar a rotina, pegar transporte, enfrentar filas e ainda lidar com o medo de exames preventivos. Agora imagine quando o cuidado simplesmente estaciona perto de casa. Foi exatamente isso que aconteceu no Paraná — e os números explicam por que essa história merece atenção.
Entre setembro e dezembro de 2025, a Carreta Saúde da Mulher percorreu cidades do Estado e atendeu mais de 10 mil mulheres. Resultado? Quase 20 mil consultas e exames realizados. E, no meio desse movimento todo, 58 mulheres tiveram alterações detectadas a tempo de iniciar investigação e tratamento. Um dado que pesa. E muito.
Os números impressionam — e tranquilizam ao mesmo tempo
Foram mais de 14 mil exames preventivos, incluindo mamografias, ultrassonografias e coletas de Papanicolau. O mais interessante aqui é o detalhe que muita gente passa batido: a taxa de alterações encontradas ficou abaixo do esperado pelos parâmetros nacionais. Traduzindo para a vida real? Menos alarmes falsos, mais precisão e acompanhamento responsável.
No rastreamento do câncer de mama, por exemplo, mais de 5.500 mamografias foram feitas. Apenas uma pequena parcela exigiu exames complementares, e o número de indicações para biópsia foi consideravelmente menor do que o estimado. Isso não é acaso. É tecnologia, protocolo bem aplicado e equipe preparada.
Quando o diagnóstico chega cedo, a história muda
A história de Lorete da Luz, de 53 anos, resume tudo. Moradora de Cerro Azul, ela descobriu um câncer de mama justamente durante o atendimento na carreta — e no lado que não doía. Já parou pra pensar nisso? Quantas mulheres deixam de investigar porque “não sentem nada”?
Lorete não só descobriu a doença em estágio inicial como já passou pela cirurgia e segue em tratamento. Tudo rápido. Tudo acompanhado. Sem aquele limbo que tantas pacientes relatam. O tipo de agilidade que salva vidas e também a saúde emocional.
O que parecia ação pontual virou compromisso permanente
O impacto foi tão evidente que a estrutura da carreta não será mais temporária. A decisão já está tomada: ela passa a ser patrimônio definitivo do Estado e seguirá rodando outras regiões a partir de 2026. Isso muda o jogo, especialmente para mulheres que vivem longe dos grandes centros.
Regionalizar o acesso à saúde feminina deixa de ser discurso bonito e vira prática. E isso, convenhamos, faz toda a diferença.
Prevenção que conversa com a realidade feminina
Outro ponto que chama atenção é o cuidado em olhar o corpo da mulher como um todo. Além de mama e colo do útero, exames identificaram alterações na tireoide, em exames transvaginais e ultrassonografias mamárias. Nada foi ignorado. Nenhuma paciente ficou sem acompanhamento.
Todas as mulheres com resultados alterados já estão inseridas na rede pública de atenção oncológica, com garantia de tratamento gratuito e início dentro do prazo legal. Segurança, acolhimento e continuidade — três palavras que deveriam andar sempre juntas quando o assunto é saúde feminina.
Fonte: AEN / Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Social Midia e crítica de cultura pop, Renata domina o mundo das fofocas e novelas como ninguém. Com uma trajetória em grandes portais de entretenimento, ela traz uma visão divertida e crítica sobre os bastidores do universo das celebridades e das tramas de novelas. Renata é conhecida pelo seu tom bem-humorado e envolvente, que leva os leitores a se sentirem parte dos acontecimentos, discutindo os detalhes de suas novelas favoritas e compartilhando curiosidades imperdíveis das estrelas.




