Midia
Do Brasil para Nova Iorque: as mulheres que estão levando o combate à violência doméstica para outro nível
A violência de gênero no Brasil já ultrapassou números que nenhuma planilha deveria normalizar. E um grupo de brasileiras decidiu que está na hora de levar essa conta para o mundo
Tem algo acontecendo em março que merece atenção total. Entre os dias 12 e 18, um grupo de lideranças femininas brasileiras vai ocupar dois dos espaços mais simbólicos de Nova Iorque: o City Hall, sede da prefeitura, e a NYC Chamber of Commerce. Não é turismo. É política. É estratégia. É o Instituto Por Elas em ação.
A iniciativa nasce de uma parceria inédita entre a prefeitura de Nova Iorque e o instituto brasileiro, e coloca o Brasil em um lugar que ele raramente ocupa nas conversas globais sobre proteção à mulher: o lugar de quem propõe soluções, não apenas de quem registra tragédias.
O número que ninguém consegue ignorar
Em 2025, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública registrou 1.470 feminicídios no Brasil. Mais do que no ano anterior. Mais do que o aceitável. Mais do que qualquer estatística deveria suportar sem que algo mudasse de verdade.
É esse dado que impulsiona a missão do Instituto Por Elas e de sua fundadora, a advogada Rizzia Froes. Para ela, cruzar fronteiras para entender o que funciona em outras metrópoles não é opção, é urgência. “Este intercâmbio não é apenas uma visita institucional, mas um compromisso de levar o clamor das mulheres brasileiras para instâncias globais”, afirma a presidente do instituto.
A proposta é direta: absorver as tecnologias sociais e políticas públicas que têm funcionado no ecossistema de proteção nova-iorquino e adaptar essas soluções à realidade brasileira. Sem romantismo, sem protocolo vazio. Metodologias que funcionam, na prática.
O que vai acontecer dentro do City Hall
A agenda em solo americano vai muito além de apertos de mão e fotos institucionais. As discussões previstas envolvem diretrizes de cooperação que vão do monitoramento de agressores ao suporte psicológico de longo prazo para vítimas.
Um dos focos centrais do intercâmbio é a autonomia financeira da mulher. Rizzia Froes é enfática nesse ponto: sem independência econômica, o ciclo de abuso raramente se rompe. Estar dentro da prefeitura de Nova Iorque significa acessar metodologias de acolhimento que colocam essa autonomia no centro do processo de proteção.
A violência doméstica não escolhe CEP. Não escolhe classe social. E as soluções também não podem ser pensadas de forma fragmentada. A proposta do instituto é construir, como a própria advogada define, “uma ponte sólida onde o conhecimento flua e salve vidas.”
Quem pode fazer parte dessa comitiva
Aqui vem a parte que interessa diretamente a você. O Instituto Por Elas oferece a um grupo seleto de executivas e empreendedoras a oportunidade de integrar sua Delegação Oficial em Nova Iorque.
Fazer parte da comitiva significa acesso direto aos bastidores das decisões que moldam políticas globais de proteção feminina, além de networking de alto nível com lideranças americanas e brasileiras que atuam nesse ecossistema. Não é um evento qualquer. É um momento de inflexão real.
Ao final da agenda, o grupo vai consolidar um relatório de boas práticas que será apresentado a gestores públicos brasileiros, com o objetivo de influenciar novas legislações. A intenção é clara: tirar as mulheres do papel de estatística e colocá-las como prioridade absoluta nas agendas governamentais.
Por que isso importa agora
Iniciativas como essa representam uma virada de chave. O Brasil já tem leis. O que falta é a implementação inteligente, conectada ao que já funciona em outros contextos. Levar lideranças brasileiras para dentro das estruturas de poder americanas é uma forma de acelerar esse processo com dados, vivências e pressão política qualificada.
A pergunta que fica é simples: quantas vidas poderiam ser salvas se boas práticas cruzassem fronteiras com mais velocidade?
Essa comitiva está tentando responder a isso na prática.
Para participar ou saber mais sobre o Instituto Por Elas e a missão em Nova Iorque, o contato é direto: porelas.org ou @institutoporelas no Instagram. Vale acompanhar de perto.
Fonte: Rizzia Froes – Advogada e Presidente e fundadora do Instituto Por Elas.

Social Midia e crítica de cultura pop, Renata domina o mundo das fofocas e novelas como ninguém. Com uma trajetória em grandes portais de entretenimento, ela traz uma visão divertida e crítica sobre os bastidores do universo das celebridades e das tramas de novelas. Renata é conhecida pelo seu tom bem-humorado e envolvente, que leva os leitores a se sentirem parte dos acontecimentos, discutindo os detalhes de suas novelas favoritas e compartilhando curiosidades imperdíveis das estrelas.
