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Galpão da WePink, empresa de Virginia Fonseca, foi interditado e produto alimentício tinha rótulo irregular

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O nome WePink voltou a circular nos noticiários por razões que vão além dos lançamentos de beleza. Segundo informações apuradas pelo G1, um produto alimentício encontrado em um galpão ligado à empresa da influenciadora Virginia Fonseca apresentou rotulagem insatisfatória, de acordo com a Vigilância Sanitária de Anápolis, em Goiás.

O caso se desdobra a partir de uma interdição que já havia movimentado a internet em abril, e agora ganha novos detalhes.

O que a Vigilância Sanitária encontrou

A Prefeitura de Anápolis interditou o depósito no dia 17 de abril, localizado na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João. No momento da fiscalização, o local não tinha alvará de funcionamento, alvará sanitário, certificado do Corpo de Bombeiros e autorização de funcionamento de empresa (AFE). Além da ausência de documentação obrigatória, os fiscais encontraram condições inadequadas de armazenamento, indícios de insalubridade, sujeira e presença de mofo, caracterizados como risco à saúde pública.

O imóvel funcionava como centro de distribuição regional, recebendo produtos em escala nacional sem a devida regularização para operar no município. No local eram armazenados e distribuídos cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares ligados à marca.

O resultado das análises até agora

A Secretaria Municipal de Saúde encaminhou sete produtos da WePink para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo três de cosméticos e quatro de alimentos. Segundo a pasta, estão sendo analisados rótulo, padrão de identidade e qualidade dos produtos, com foco em análise microbiológica.

Até o momento, a única irregularidade confirmada foi a rotulagem insatisfatória de um produto alimentício. O nome do item não foi divulgado. Daniel Soares, diretor da Vigilância em Saúde, foi direto ao ponto em declaração ao G1: “Somente houve algumas inconsistências no rótulo. Ainda tem que ser feito a notificação da empresa para adequar. Em questão de risco do produto não existe. É questão de legalidade, questão de adequar o que a legislação prevê em relação ao rótulo.”

Ou seja: a Vigilância Sanitária confirma que não há risco para os consumidores. A questão é de adequação legal, e a WePink ainda será notificada formalmente para realizar as correções necessárias.

Situação atual do galpão

O galpão interditado continua com a interdição mantida, mas os produtos foram transferidos para uma nova área regularizada. Segundo Daniel Soares ao G1, “o local está regularizado, tem toda documentação e responsável técnico. No galpão onde aconteceu o fato, a empresa está fazendo a reforma e organização, de acordo com os requisitos da legislação.”

Ou seja, as operações seguiram, mas em um endereço dentro das normas.

O que a WePink disse

Quando a interdição veio a público, em abril, a WePink emitiu nota afirmando que o centro de distribuição interditado era operado por outra empresa, não diretamente pela marca. Agora, com o novo desdobramento sobre a rotulagem, o G1 entrou em contato com a defesa da empresa, que informou que irá apurar o caso.

A situação ainda está em curso. As análises do Lacen seguem em andamento, e a notificação formal à empresa ainda deve acontecer. Por enquanto, o que se sabe é que a irregularidade identificada é de natureza documental, e não representa risco sanitário para quem comprou ou usa os produtos da marca.

Nota da Prefeitura de Anápolis

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária, informa que foram encaminhadas para o Lacen sete apresentações, sendo três de cosméticos e quatro de alimentos, dos produtos da marca WePink — que estavam armazenados em galpão sem condições adequadas. Estão sendo analisados rótulo, padrão de identidade e qualidade do produto, principalmente análise microbiológica.

Até o momento, o Lacen encaminhou o laudo de apenas um produto alimentício, cujo resultado apontou como insatisfatório para rotulagem. A expectativa é que os laudos dos demais produtos cheguem na próxima semana.

A pasta ressalta ainda que o galpão localizado na Avenida Brasil Sul segue interditado. Já os produtos foram transferidos para uma nova área, empresa terceira devidamente regular perante a vigilância Sanitária.

Nota da WePink

“Em respeito aos seus consumidores, franqueados e parceiros, A WEPINK esclarece ponto a ponto os recentes rumores sobre a fiscalização na unidade logística de Anápolis – GO:

1- Responsabilidade: O Centro de Distribuição é operado e pertencente a TP DISTRIBUIÇÕES, não a WEPINK. Vale ressaltar que a TP Distribuições atua de maneira independente e tem responsabilidade integral sobre a gestão do local. OBS: Sim, Thiago Stabile está presente em ambos os quadros societários, assim como em outras empresas por ser um empresário ativo e atuante em diversas frentes de negócios.

2- Natureza da Unidade: O local é um Centro de Distribuição destinado exclusivamente ao armazenamento e envio de mercadorias, excluindo qualquer tipo de fabricação no local. A produção da marca é feita por fábricas terceirizadas com indústrias e licenças próprias. Importante pontuar que este Centro de Distribuição não atende o E-commerce da WEPINK e WPINK.

3- Regularidade Fiscal e Documental: A fiscalização não constatou irregularidades fiscal ou documental. Pelo contrário, confirmou que a operação encontra-se dentro dos prazos legais para adequação e obtenção de licenças acessórias, motivo pelo qual não houve aplicação de multas, autuações ou notificações.

4- Interdição Cautelar: A interdição pela Vigilância Sanitária é estrutural e cautelar, devido a melhorias físicas pendentes que já estão em projeto aprovado e foram entendidas como não concluídas.

5- Próximos Passos: A TP DISTRIBUIÇÕES irá concluir as adequações estruturais em breve e apresentará ao órgão competente.

A WEPINK mantém seu compromisso com a conformidade regulatória e ressalta que toda e qualquer responsabilidade será resolvida pela TP DISTRIBUIÇÕES o mais breve possível.”

Fonte: G1