Unhas
Aquela pelinha na lateral da unha tem nome e um motivo para não sair puxando

Você já se pegou no meio de uma reunião, cutucando disfarçadamente aquela pelinha seca na lateral da unha? Calma, quase todo mundo já fez isso.
O problema é que esse gesto automático, que parece inofensivo, é um dos maiores vilões silenciosos da manicure caseira.
Aquela pele chata tem nome (e um motivo pra existir)
A pelinha que levanta do nada se chama perimíquio. É a pele fina que protege a lateral e a base da unha, e quando ela resseca, racha e forma aquela pontinha irritante que parece pedir pra ser arrancada.
Água em excesso, produto de limpeza sem luva, clima seco e aquele álcool em gel que você usa sem parar durante o dia são os principais culpados. A pele perde oleosidade, fica frágil e sobe a bandeira branca.
Por que arrancar é a pior decisão possível
Aqui vai a real: puxar essa pele rasga o tecido além do ponto ressecado. Isso abre uma porta de entrada para bactérias, e o resultado costuma ser vermelhidão, inchaço e uma dor latejante que dura dias. Em casos mais sérios, vira uma infecção chamada paroníquia, com direito a pomada, antibiótico e, dependendo do estrago, até drenagem.
Arrancar com os dentes piora tudo. A boca carrega bactérias que vão direto pro ferimento aberto. Glow up nenhum sobrevive a essa combinação.
O truque de segundos que muda o resultado
Antes de tocar em qualquer pelinha, a pele precisa amolecer. O passo é simples: mergulhe as pontas dos dedos em água morna por três a cinco minutos. Só isso já hidrata a camada externa e evita que o tecido saudável rasgue junto.
Depois, esqueça o “puxar” e o “arrancar” de vez. Use um cortador de cutícula pequeno, afiado e higienizado, e corte rente à pele, sem torcer. Corte substitui arranco, ponto final.
Um óleo de cutícula (ou até um óleo de amêndoas simples, desses que já estão no seu nécessaire) selado logo depois do corte prolonga a hidratação e evita que a pelinha volte no dia seguinte.
Como fazer essa pelinha sumir do seu radar de vez
Hidratação diária nas mãos e cutículas é o que realmente sustenta o resultado, principalmente depois de lavar louça ou passar álcool em gel várias vezes ao dia. Luvas nas tarefas domésticas protegem a região do maior gatilho de ressecamento.
Uma esfoliação leve nas mãos, uma vez por semana, também ajuda, tirando células mortas acumuladas e deixando o hidratante trabalhar melhor. E se a manicure ainda usa alicate agressivo em vez de empurrador de cutícula, talvez seja hora de repensar essa dinâmica.
Quando a pelinha vira sinal de alerta
Vermelhidão, calor, inchaço ou pus não são mais coisa de cuidado caseiro. Esses sinais pedem avaliação médica antes que o problema se espalhe pelo dedo inteiro. Nessas horas, autocuidado é saber a hora de pedir ajuda.

Maira Morais, é Mãe, Makeup e influenciadora digital que se destaca no universo da beleza por sua criatividade e técnica refinada. No mercado a anos, decidiu compartilhar dicas de maquiagens, beleza, maternidade e demais inspirações para o universo das mulheres.



