Tecnologia
Antes da Apple entrar no jogo, Huawei e Xiaomi mostram seus dobráveis mais avançados: confira specs, preços e data de vendas

A China acabou de ganhar dois novos protagonistas na guerra dos celulares dobráveis. Huawei e Xiaomi anunciaram seus modelos mais recentes na última segunda-feira (07), dois dias antes do evento que a Apple promove nesta quarta-feira (09). O timing não é coincidência.
As marcas chinesas correram para marcar território antes que os holofotes se voltem para Cupertino, onde a expectativa é de que a Apple finalmente mostre seu primeiro iPhone dobrável. Será que dá tempo de a Apple ainda surpreender depois de tanta antecipação?
Huawei aposta em três dobras e telas maiores que um tablet
A Huawei apresentou a linha Mate XT2, um aparelho que se dobra duas vezes até se transformar em uma tela do tamanho de um tablet pequeno. É um formato ambicioso, já testado na geração anterior, mas que agora chega com mecanismo de dobragem redesenhado e maior resistência à água.
O novo Kirin 9050 Pro comanda o aparelho e entrega um salto de desempenho de 42% em relação ao modelo anterior, segundo testes internos da própria fabricante. A Huawei também incluiu uma opção de tela com filtro de privacidade, pensada para dificultar que outras pessoas vejam o conteúdo por cima do ombro do usuário. É o tipo de detalhe que separa quem só copia a concorrência de quem realmente escuta o usuário.
Os preços começam em 19.999 yuans, o equivalente a cerca de US$ 2.980, e vão até 24.999 yuans, próximo de US$ 3.725. As vendas começam em 12 de setembro, poucos dias depois do evento da Apple.
O domínio da marca no segmento chinês já é consolidado. No segundo trimestre deste ano, a Huawei respondeu por 68% de todas as remessas de dobráveis no país, um número que explica por que a companhia segue investindo pesado nessa categoria enquanto outras marcas ainda tentam ganhar espaço.
Xiaomi entrega um dobrável mais fino e voltado à multitarefa
A Xiaomi seguiu outro caminho com o Xiaomi 18 Fold. Em vez de múltiplas dobras, a aposta foi em um design mais compacto quando fechado, mas que se abre para permitir três aplicativos rodando ao mesmo tempo na tela. É um recurso pensado para quem usa o aparelho como substituto de notebook em tarefas rápidas, e mostra que a Xiaomi entende exatamente para quem está vendendo.
O smartphone roda com o processador próprio XRing O3, desenvolvido internamente pela Xiaomi, e chega ao mercado por valores entre 10.999 e 14.999 yuans, o que equivale a algo entre US$ 1.540 e US$ 2.100. É um preço bem mais competitivo que o da Huawei, prova de que a estratégia da marca é disputar espaço com um produto mais acessível dentro do segmento premium.
Outro destaque técnico é o peso de apenas 219 gramas e a espessura de 5,02 milímetros quando aberto. São números que colocam o aparelho entre os dobráveis mais finos já lançados por uma fabricante chinesa.
O que muda com a possível entrada da Apple no mercado
Enquanto Huawei e Xiaomi já colocam seus modelos nas prateleiras, a Apple chega ao evento de 09 de setembro sob grande expectativa. Analistas apostam que a empresa deve revelar um aparelho com tamanho parecido ao de um iPad mini quando aberto, embora a companhia mantenha o silêncio de sempre sobre qualquer detalhe.
A consultoria IDC projeta que a Apple pode vender mais de 17 milhões de iPhones dobráveis até 2027, caso o lançamento realmente aconteça. É um número capaz de redesenhar por completo o equilíbrio de forças em um mercado até agora dominado pelas fabricantes chinesas.
A entrada da Apple valida o formato dobrável para um público que ainda hesita em migrar da tela tradicional. É esse efeito que Huawei e Xiaomi antecipam ao lançar produtos já maduros, prontos para disputar a atenção do consumidor antes mesmo de a concorrente americana confirmar qualquer coisa. Quem chegar primeiro no bolso do consumidor pode acabar levando a melhor, mesmo com a Apple na disputa.

Social Midia e crítica de cultura pop, Renata domina o mundo das fofocas e novelas como ninguém. Com uma trajetória em grandes portais de entretenimento, ela traz uma visão divertida e crítica sobre os bastidores do universo das celebridades e das tramas de novelas. Renata é conhecida pelo seu tom bem-humorado e envolvente, que leva os leitores a se sentirem parte dos acontecimentos, discutindo os detalhes de suas novelas favoritas e compartilhando curiosidades imperdíveis das estrelas.







