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Maratona de fim de semana: 4 séries que prendem do início ao fim e a dica de livro que fecha com chave de ouro

Chega mais, porque hoje o papo é sobre aquelas séries que a gente começa “só para dar uma olhada” e termina três horas depois, no sofá, sem noção de tempo. Fim de semana chegando e você sem ideia do que colocar na tela?
Relaxa! Reuni quatro produções que testei, aprovei e recomendo sem pingo de culpa, além de uma dica de livro que ficou na minha memória desde 2022. Bora entender por que cada uma dessas séries merece um lugar na sua lista.
Navillera entrega emoção sem pressa e conquista pelo inesperado
Começando pela mais gostosinha de assistir: Navillera, disponível na Netflix desde 2021. É uma produção coreana e, sim, eu sei que às vezes o k-drama assusta quem nunca assistiu, mas essa aqui é porta de entrada perfeita.
A história acompanha um senhor que decide, já em idade avançada, aprender balé com um professor jovem e talentoso. Parece simples, quase óbvio, mas é exatamente aí que a série entrega tudo. A relação entre os dois vai se desenrolando devagar, sem pressa nenhuma, e o roteiro guarda a virada mais bonita para o final, quando a gente entende o real motivo por trás daquela decisão tardia. Aliás, esse tipo de reviravolta emocional é o que separa uma série boa de uma série inesquecível. Fluida, tocante e daquelas que deixam aquele nó na garganta no episódio final.
Tremembé divide opiniões, mas ninguém desvia o olhar da tela
Agora vem a polêmica da lista. Tremembé, do Prime Video, é ficção, porém constrói seus personagens a partir de criminosos reais que ficaram marcados nas páginas policiais do país. E foi exatamente esse detalhe que gerou discussão nas redes: parte do público acusou a série de glamorizar crimes horrorosos.
Entendo o desconforto. Contudo, separar ficção de realidade faz parte do exercício de assistir esse tipo de produção, e Tremembé cumpre seu papel de entreter enquanto expõe a dinâmica psicológica desses personagens. Gostei, recomendo, mas com o aviso: prepare-se para sair da série incomodada com algumas cenas. Essa é a proposta.
Territórios explica o crime organizado com clareza e ritmo certo
Se você é do time que gosta de documentário, mas cansa daqueles excessivamente técnicos, Territórios é o equilíbrio perfeito. A produção do Globoplay tem cinco episódios e mergulha na organização do crime, mostrando como diferentes engrenagens se conectam.

Didático do começo ao fim, entrega profundidade sem exigir que você tenha diploma em ciências criminais para acompanhar. Encaixa tanto para quem já domina o assunto quanto para quem está começando a se interessar por esse universo. Recomendo de olhos fechados, inclusive para quem normalmente foge de documentário.
Big Little Lies mostra como pequenas mentiras se transformam em bola de neve
Fechando a lista das séries, uma que já assisti há um tempinho, mas que continua na memória: Big Little Lies, da HBO Max. O incômodo que essa série provoca é proposital e certeiro. A trama mostra como mentiras pequenas do cotidiano vão se acumulando, camada sobre camada, até formarem um problema gigante.
São mentiras usadas para disfarçar relações desgastadas, preconceitos mal resolvidos e dificuldades que ninguém quer encarar de frente. Logo no início parecem inofensivas, quase engraçadas, mas o desenrolar mostra o preço de guardar tanta coisa embaixo do tapete. Essa é a série que você assiste e depois passa dias analisando suas próprias mentirinhas do dia a dia. Cutucou, né?
O Fio das Missangas é a leitura que ainda ecoa na minha cabeça
Depois de tanta tela, chega a hora do livro. O Fio das Missangas, do escritor moçambicano Mia Couto, é daquelas obras que a gente carrega junto com o coração. Li durante as férias de 2022 e até hoje lembro do impacto do primeiro conto, que deixa qualquer leitor de queixo caído.

O livro reúne contos curtos, mas com uma força narrativa enorme: começo, meio e fim entregues de forma rápida e certeira. É nele que está aquela frase que já circulou em tantas redes sociais, dita por uma avó ao neto sobre o significado de cozinhar como forma de amar o outro. Um livro que se lê rápido, mas que fica devagar na memória.

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina). No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.






