Casa e jardim
Top 7 cafés que ainda são de verdade (provados e avaliados)

Você abre o pacote, o cheiro promete, a xícara chega à mesa e o primeiro gole já pede três colheres de açúcar. Conhece a cena? Ah, eu conheço bem, afinal, café bom dispensa açúcar!
Separei sete marcas de café que merecem lugar na sua despensa, do mais puro ao menos refinado. Paladar tem opinião própria, então meu ranking funciona como bússola para a sua próxima compra.
O Selo de Pureza da ABIC
Nem todo pacote da prateleira entrega a mesma qualidade, e existe um jeito simples de fazer a triagem antes de colocar no carrinho. Segundo a ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café, o Selo de Pureza certifica que o conteúdo é café mesmo, sem mistura de cascas, paus, grãos defeituosos ou outras impurezas. Confira o selinho na embalagem como quem confere a etiqueta de uma roupa cara.
O selo é o primeiro critério da minha avaliação, e outros detalhes completam a checagem. Cafés 100% arábica, ou com a espécie claramente informada, costumam ter perfil mais suave e adocicado. As classificações Especial e Gourmet indicam, em geral, grãos de melhor qualidade e menos defeitos. A data de torra ou fabricação pesa muito: quanto mais fresco, mais aroma e sabor na xícara. Quanto ao preço, qualidade também custa, e valor muito abaixo da média merece desconfiança.
Orfeu e Baggio: a elite da despensa
Meu primeiro lugar é do Orfeu, um café especial, isento de impurezas, que garante a certeza de ter café puro na xícara. Quem busca um glow up na rotina da manhã pode começar por aqui.

O Baggio ocupa a segunda posição e também joga no time do café de verdade. Doce, saboroso e feito com grãos selecionados, ele mostra que sabor de destaque nasce da matéria-prima bem escolhida. Sabe aquele café que você toma puro e ainda repete? Esse é o perfil.
Melitta Gourmet e L’OR: doçura que dispensa o açúcar
O Melitta Gourmet chega em terceiro, mais puro e mais doce, tão equilibrado que dispensa o açúcar. Para quem vive tentando largar o adoçante, a troca rende. Aliás, é o tipo de upgrade que você percebe no primeiro gole.

O L’OR vem em quarto, com grãos 100% arábica e sabor menos amargo e mais doce. Na minha lista, é aqui que a qualidade sobe de nível.
Melitta Especial, Iguaçu e Nescafé: o meio de campo da lista
O Melitta Especial ocupa a quinta posição e tem qualidade superior à dos tradicionais. O nome, porém, engana: apesar do “Especial” na embalagem, a ABIC o classifica em uma categoria abaixo. Por isso, leia o rótulo com atenção, porque o pessoa do marketing também toma café.

Em sexto coloquei o Iguaçu, feito com grão 100% arábica. Tem ótima qualidade e amargor mais discreto que o dos tradicionais, uma boa aposta para o dia a dia.
O Nescafé fecha o meu top 7. Também é café de verdade, preparado na fábrica e depois desidratado. A praticidade é imbatível para quem tem pressa, e o custo dessa comodidade é uma pequena perda de sabor em relação ao café fresco. Para a manhã corrida, entrega.
Meu pov: para largar o açúcar, o Melitta Gourmet é a aposta mais segura da lista. Para o café de todo dia, o Iguaçu equilibra qualidade e amargor.
Por que os tradicionais ficam mais amargos
Nas três últimas posições estão o Melitta Tradicional, o Pilão Tradicional e o Três Corações Extraforte, todos com torra mais alta. Pela legislação, o Extraforte é considerado um café de torra mais intensa, e o Melitta Tradicional segue a mesma linha, com torra mais forte para garantir a pureza exigida pela ABIC.
A torra alta acentua o amargor, e o açúcar entra em cena para equilibrar a xícara. Será que o gosto que você conhece de cor vem do seu paladar ou do pacote que você compra há anos?
Como guardar e preparar para o café render mais
Escolher bem é metade do caminho, e a outra metade está na despensa. Guarde o café em pote bem fechado, longe da luz, do calor e da umidade, para preservar aroma e sabor. Sempre que possível, prefira pó ou grão fresco e compre em quantidade que você consuma logo.
Na hora de coar, use água bem quente, sem deixar ferver, para que a bebida fique equilibrada. Dessa forma, o aroma que você pagou para ter chega inteiro à xícara. Agora a provocação: qual dessas marcas mora na sua cozinha?

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina). No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.

