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Lojas Pernambucanas ainda existe em Curitiba? Veja quantas unidades a rede tem na cidade e na região metropolitana
Rede fundada há mais de 110 anos continua com pelo menos sete endereços na capital paranaense, além de unidades espalhadas pela região metropolitana

Se você também caiu de paraquedas no meio de uma conversa sobre “Anita Harley” essa semana e ficou sem entender nada, calma: você não é a única. O documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley”, da Globoplay, virou um dos maiores fenômenos de audiência do streaming nacional, e trouxe de volta um nome que muita gente achava que só existia na memória afetiva: Pernambucanas.
A pergunta que mais se repete nas redes é simples e um pouco nostálgica: afinal, essas lojas ainda existem? E a resposta, pelo menos em Curitiba, é: existem, e não são poucas.
Quem é Anita Harley, a mulher por trás da história?
Anita Louise Regina Harley nasceu em 1947, no Recife, formou-se em Direito e é bisneta de Herman Lundgren, o fundador das Casas Pernambucanas. Reservadíssima durante toda a vida, ela se tornou a principal acionista da holding que controla a rede — hoje avaliada em cerca de R$ 1 bilhão em patrimônio pessoal, segundo dados de reportagens recentes. Em 2016, Anita sofreu um AVC e entrou em coma, sem deixar testamento. Foi esse vácuo que deu origem a uma briga judicial que já dura praticamente uma década, envolvendo quem seria, de fato, sua companheira — e quem teria direito a administrar (e herdar) sua fortuna.
A série documental, dirigida por Camila Appel e produzida pelo núcleo de Pedro Bial, tem cinco episódios e reúne depoimentos inéditos de parentes e pessoas próximas à empresária. De um lado está Cristine Rodrigues, ex-secretária que apresenta um testamento vital assinado por Anita antes do AVC. Do outro, Sônia Soares, conhecida como Suzuki, funcionária que viveu com Anita e alega ter sido sua esposa havia mais de três décadas — união que, em 2023, a Justiça reconheceu como estável. A disputa ganhou ainda mais camadas com a entrada de Arthur Miceli, filho de Sônia, que obteve na Justiça o reconhecimento de maternidade socioafetiva com Anita, tornando-se um dos possíveis herdeiros do patrimônio bilionário.
Entre os bens discutidos está uma mansão de R$ 50 milhões e 96 cômodos, construída por Anita no bairro da Aclimação, em São Paulo — hoje ocupada por Suzuki, que descreve o imóvel como único. “Não tinha nada igual”, diz ela no documentário, ao relembrar a escolha da casa.
E na Pernambucanas, ainda dá para comprar?
Aqui está o ponto que interessa a quem é de Curitiba: sim, a rede segue firme e forte, com lojas espalhadas pela cidade. A unidade do Jockey Plaza Shopping, no bairro Tarumã, foi a sétima inaugurada na capital e vende desde roupas femininas, masculinas e infantis até itens de tecnologia e produtos para casa. Há também lojas no Shopping Palladium, no Portão, além de endereços de rua como a Rua Francisco Derosso, no Xaxim, a Rua Marechal Floriano Peixoto, a Rua Muricy, a Praça Tiradentes e a Praça Zacarias, no Centro. Ou seja: não importa a região da cidade, dá para encontrar uma Pernambucanas por perto.
A presença da marca também avança pela região metropolitana, com lojas em cidades como Pinhais, Colombo e Araucária — sinal de que a rede, apesar de mais de um século de história, não saiu de cena nem perdeu espaço para o varejo de shopping mais recente.
Por que o nome confunde todo mundo?
Curiosidade que sempre pega as curitibanas de surpresa: apesar do nome, a Pernambucanas nunca teve lojas em Pernambuco. A marca nasceu em São Paulo, fundada por imigrantes suecos, e o nome seria uma homenagem a tecidos que os fundadores vendiam inspirados em estampas nordestinas — não uma origem geográfica. Ou seja, o “Pernambucanas” do nome e o “Pernambucanas” de Anita Harley (que é de fato pernambucana, do Recife) são coincidências que só aumentam a confusão nas redes.
Vale lembrar: Anita nunca administrou a operação do dia a dia das lojas — sua relação com a marca é de acionista, herdada por linhagem familiar. A gestão executiva da companhia é separada da disputa pessoal retratada no documentário.
Vale assistir?
Se você gosta de um bom drama de herança, segredo de família e disputa bilionária no estilo “quem é quem”, o documentário entrega. E de quebra, ainda deixa aquele gostinho de “ah, então é por isso que a loja perto de casa se chama assim”. Dá pra assistir e, de brinde, aproveitar para passar numa das unidades curitibanas enquanto a treta não tem desfecho na Justiça.

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina). No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.

