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Mulheres & Negócios

FAS para Elas: encontro leva 100 mulheres de Curitiba a vagas na hotelaria e em casas-lares nesta temporada de Natal

Programa da Fundação de Ação Social apresentou oportunidades em hotéis da capital e na função de mãe social em casas-lares, com alta de vagas prevista para o fim do ano

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fas elas - FAS para Elas: encontro leva 100 mulheres de Curitiba a vagas na hotelaria e em casas-lares nesta temporada de Natal

Curitiba está prestes a entrar em um dos períodos de maior movimento turístico do ano, entre a programação de Natal da prefeitura e as férias de verão, e isso significa uma coisa muito concreta para quem procura emprego: vagas. Foi exatamente esse gancho que o programa FAS para Elas, da Fundação de Ação Social (FAS), usou para reunir, nesta terça-feira (20/10), 100 mulheres atendidas pela instituição em um encontro voltado a oportunidades profissionais na hotelaria e no acolhimento institucional de crianças e adolescentes.

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O evento, realizado na sede da FAS, trouxe representantes de dois setores que, à primeira vista, parecem distantes, mas têm algo em comum: a cidade precisa de mão de obra qualificada em ambos, e boa parte dessas vagas pode ser preenchida por mulheres que já vivem um momento de reconstrução profissional.

Hotelaria deve acelerar contratações entre novembro e janeiro

Quem abriu a conversa sobre o setor hoteleiro foi Cris Vicentini, sócia-proprietária da b2bhotel, plataforma especializada em intermediar mão de obra para hotéis da capital paranaense. Segundo ela, Curitiba vive uma característica pouco explorada quando se fala em emprego: a cidade é turística o ano todo, mas tem um pico bem definido de contratações a partir de meados de novembro, puxado pela chegada de visitantes para o Natal e, na sequência, pelas férias de verão.

“Curitiba é uma cidade turística e, com isso, tem o setor de hotelaria que oferece muitas oportunidades de emprego em várias áreas e para pessoas com diferentes níveis de escolaridade e experiência”, explicou Cris durante a palestra.

Atualmente, a cidade conta com 120 hotéis em funcionamento, somando dezenas de vagas abertas simultaneamente — da recepção à governança, passando por áreas de alimentos e bebidas e manutenção. Dessa forma, o setor costuma funcionar como porta de entrada para quem está há pouco tempo no mercado ou busca recomeçar depois de um afastamento, já que boa parte das funções não exige formação específica, apenas disposição para aprender.

Além da apresentação do panorama do setor, as participantes também saíram do encontro sabendo como acessar a plataforma da b2bhotel e se inscrever em cursos de qualificação oferecidos pela própria empresa. Em novembro, elas ainda serão organizadas em quatro grupos para visitas técnicas a hotéis parceiros — uma forma de conhecer a rotina de perto antes mesmo de iniciar o processo seletivo.

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O que faz uma mãe social, profissão pouco conhecida nas casas-lares

A segunda frente apresentada no encontro foge do senso comum sobre vagas de emprego: a função de mãe social, voltada ao cuidado diário de crianças e adolescentes acolhidos em casas-lares. Essa modalidade de acolhimento institucional recebe meninos e meninas de 0 a 17 anos que precisaram ser afastados temporariamente de suas famílias por situação de risco, abandono ou negligência.

Quem explicou o funcionamento da rotina foi Renan Ferreira, presidente da Rede de Acolhimento Institucional (RIA). Segundo ele, o trabalho vai muito além da supervisão: envolve proteção, orientação e apoio para que as crianças desenvolvam autonomia, em um ambiente pensado para se aproximar o máximo possível de uma estrutura familiar.

“É uma grande família, onde todos se cuidam”, resumiu Renan, ao descrever o dia a dia nas casas-lares. Durante a conversa, ele também detalhou as habilidades esperadas de quem exerce a função e como funciona o regime de trabalho, que costuma ser diferente da lógica tradicional de jornada, já que a mãe social vive junto às crianças acolhidas.

Histórias que mostram o que está em jogo

Por trás dos números e das explicações técnicas, o encontro reuniu mulheres em momentos bem diferentes da vida. Tatiane Bicudo Vieira, de 44 anos, atendida pelo Cras Santa Quitéria, acompanhou as duas palestras e se identificou com o trabalho nas casas-lares, mesmo estando afastada por questão de saúde no momento. “Quando melhorar, penso que poderia trabalhar em uma casa-lar, é um trabalho bonito”, contou.

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Já Erly Pontes, de 37 anos, atendida pelo Cras Bairro Alto, enxergou no encontro a chance de retomar uma experiência que já tinha antes de chegar a Curitiba. Natural de Manaus, ela trabalhou como camareira e migrou para o Paraná há dois anos em busca de melhores condições de saúde, educação e desenvolvimento pessoal.

Hoje, já atua em diárias na rede contratada pela FAS para atendimento à população em situação de rua — e vê na hotelaria formal um próximo passo. “Eu tenho certeza que é uma oportunidade muito grande, não só para mim, mas também para minha filha, que está entrando na fase adulta. É uma ajuda”, disse.

Por que esse tipo de iniciativa importa para quem mora em Curitiba

Para além da pauta de empregabilidade, encontros como esse reforçam algo que diz respeito à cidade como um todo: setores como turismo e acolhimento social dependem diretamente de mão de obra qualificada, e iniciativas que conectam quem precisa de oportunidade a quem precisa de profissionais tendem a gerar impacto nos dois lados.

Como destacou Renan de Oliveira Rodrigues, presidente da FAS, ao abrir o encontro, a proposta do programa vai além de apresentar vagas: é fortalecer a autoestima, a autonomia financeira e o protagonismo dessas mulheres dentro da cidade em que vivem.

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Mulheres atendidas pelos Cras de Curitiba e interessadas em participar de futuras edições do FAS para Elas podem buscar informações diretamente na unidade de referência do bairro onde residem.