Jardinagem
Áster: a planta perene que continua florida quando o resto do jardim já murchou

Todo jardim tem aquela fase de transição. As flores de verão começam a cair, os canteiros perdem o viço e sobra aquela sensação de espaço “pela metade”. É exatamente nesse momento que o áster entra em cena e resolve.
O áster é uma planta perene conhecida por florescer justamente quando a maioria das espécies já está de saída. Suas flores lembram pequenas margaridas, com pétalas finas em tons de roxo, azul, rosa e branco, concentradas ao redor de um miolo amarelo vibrante. O nome vem do grego e significa “estrela”, referência direta ao formato da flor.
A grande vantagem dele está no timing. Enquanto o jardim tradicional segue o roteiro previsível de florescer na primavera e murchar no outono, o áster inverte a lógica. Dessa forma, ele guarda seu melhor momento justamente para a floração tardia, entregando cor em um período em que o jardim mais precisa disso.
Onde plantar para o áster prosperar
O áster gosta de sol pleno. Prefere posições com pelo menos seis horas de luz direta por dia e solo bem drenado, sem acúmulo de água. Solo encharcado é o principal vilão dessa planta, capaz de comprometer as raízes e travar o desenvolvimento.
Em regiões de clima mais quente, vale posicionar o áster em um local que receba sombra leve durante o horário mais intenso do sol, entre meio-dia e três da tarde. A planta tolera calor, porém floresce com mais intensidade quando não sofre estresse térmico extremo.
Cuidados que realmente fazem diferença
A rega deve ser regular, mas moderada. O solo precisa ficar levemente úmido, nunca encharcado. Nos meses mais quentes, a frequência aumenta, contudo o critério é sempre o mesmo: verificar se a camada superior do solo já secou antes de regar novamente.
A poda é outro ponto que separa um áster mediano de um áster espetacular. Cortar as pontas dos ramos durante o início do verão estimula a planta a ramificar mais, resultando em uma floração mais densa e compacta no outono. Sem essa poda, o áster tende a crescer alto e desengonçado, com menos flores distribuídas por uma haste mais longa.
Além disso, a adubação orgânica a cada dois ou três meses mantém o solo nutrido sem forçar um crescimento acelerado demais, que enfraquece a planta a longo prazo.
Um curinga para paisagismo e jardins de baixa manutenção
O áster funciona muito bem combinado com outras plantas de floração de outono, como crisântemos e sedum, criando composições que fogem do óbvio. Também se adapta bem a vasos, o que o torna uma opção viável para quem tem varanda ou espaço reduzido.
É uma planta rústica, resistente a pragas comuns e que não exige manejo complicado. Logo, essa característica faz dela uma escolha estratégica para quem busca cor prolongada no jardim sem precisar de uma rotina intensa de cuidados.
O resultado prático é um jardim de outono colorido, que mantém personalidade mesmo fora do pico da primavera. Enquanto outras espécies encerram o ciclo, o áster garante que ainda haja algo florescendo, algo vivo, algo que vale a pena admirar pela janela.

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Suzana acredita que o cuidado e a empatia são as bases de qualquer desenvolvimento saudável. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina), onde faz o comercio de roupas femininas, lingeries, cosméticos, perfumaria e produtos de beleza. No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.




