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Boticário cria “raio-x” da pele que prova rejuvenescimento de até 16 anos

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Toda mulher acima dos 40 já fez essa pergunta olhando no espelho: dá pra reverter o relógio biológico da pele de verdade, ou é só marketing bonito? O Grupo Boticário acaba de entregar uma resposta que vai muito além da promessa na embalagem. Em parceria com a Fiocruz, a marca passou sete anos desenvolvendo uma metodologia inédita para medir a idade biológica da pele com precisão molecular. O resultado saiu na Communications Biology, do grupo Nature, uma das publicações científicas mais respeitadas do planeta. E o achado é do tipo que faz até quem não entende nada de skincare prestar atenção.

O nome por trás dessa revolução é o bioéster de quinoa, ativo exclusivo e patenteado pelo Grupo Boticário. Ele promove um perfil biológico compatível com uma pele até 16 anos mais jovem. Mas o verdadeiro furo de reportagem aqui não é só o resultado. É o método que a ciência usou para provar isso com dados, não com achismo.

Chega de “parece que funciona”: agora tem prova molecular

A indústria da beleza sempre trabalhou na base da percepção. Você passa um creme, sente a pele mais macia, vê menos linhas no espelho e confia que aquilo é eficácia. Só que percepção é subjetiva. E subjetividade não sustenta uma promessa científica séria, por mais bonita que seja a campanha.

Foi aí que o Laboratório de Proteômica Estrutural e Computacional do Instituto Carlos Chagas, ligado à Fiocruz, resolveu criar uma espécie de régua molecular do envelhecimento. Usando inteligência artificial para analisar milhares de proteínas da pele ao mesmo tempo, os pesquisadores mapearam as assinaturas moleculares de cada faixa etária. Isso permitiu comparar o antes e o depois de um ativo cosmético em nível biológico, sem depender só da avaliação visual. Faz sentido, né? Afinal, a pele muda por dentro muito antes de qualquer sinal aparecer no espelho.

Essa virada de chave é praticamente um divisor de águas para o mercado de skincare. Estudos de eficácia deixam de ser só uma foto da superfície e passam a ser um raio-x completo do que acontece lá dentro.

Como o teste foi feito (e por que ele é confiável)

O protocolo foi rigoroso, sem meio-termo. Foram 61 mulheres saudáveis, entre 20 e 80 anos, em um teste clínico duplo-cego e controlado por placebo. Durante 30 dias, elas usaram o ativo numa rotina simples, parecida com aplicar um hidratante comum.

A coleta das amostras aconteceu por uma técnica não invasiva, semelhante à microdermoabrasão. E aqui está o detalhe esperto do estudo: cada participante teve os dois antebraços comparados entre si, um tratado e outro não. Isso reduz o viés da pesquisa, porque cada mulher vira o próprio parâmetro de comparação. O resultado fica muito mais confiável do que quando se compara grupos de pessoas diferentes entre si.

As amostras passaram por espectrometria de massas, tecnologia que identifica e quantifica milhares de proteínas de uma só vez. Com esse volume gigante de dados, os modelos de inteligência artificial construíram um mapa completo do comportamento molecular da pele, antes e depois do tratamento.

A origem do ativo que virou sensação

A história começa quase como um roteiro de viagem. Miguel Krigsner, fundador e presidente do Conselho do Grupo Boticário, conheceu as propriedades da quinoa numa viagem ao deserto do Atacama, no Chile. Foi ali que nasceu a curiosidade: será que esse grão poderia beneficiar a pele?

Anos de pesquisa depois, a marca desenvolveu um processo exclusivo de purificação da quinoa e criou uma versão potencializada do óleo, rica em vitamina E e ômegas 3, 6 e 9, com poder antioxidante superior ao de outros óleos usados na cosmética. O Grupo Boticário detém a patente exclusiva do ativo e tem certificação da Mintel reconhecendo a marca como a única do mundo a usar esse composto para estimular a produção de colágeno.

Os números impressionam de verdade: o bioéster de quinoa estimula a produção natural de colágeno em até 77% e tem forte ação antioxidante, agindo direto sobre proteínas ligadas à estrutura, proteção e regeneração da pele. Isso não é papo de rótulo. É dado clínico validado.

Quando isso chega no seu nécessaire

Calma, ainda não é hora de sair correndo pra loja. A dosagem usada no estudo clínico ainda não está presente na linha Nativa SPA Quinoa. A previsão é que o ativo, na concentração testada e comprovada, chegue aos produtos das marcas do Grupo Boticário a partir de 2027.

Vale a espera? Se o histórico da pesquisa continuar entregando esse nível de comprovação, sim.

O que essa descoberta muda pra você

Esse estudo fortalece o papel do Centro de Pesquisa da Mulher, área do Grupo Boticário dedicada a investigar as particularidades biológicas, hormonais e emocionais que atravessam as diferentes fases da vida feminina. O objetivo é claro: transformar ciência em produtos que entreguem resultado real, alinhados a cada momento da vida da mulher.

O envelhecimento da pele deixa de ser tratado como um processo genérico. Passa a ser entendido de forma individual, com dados que vão muito além do que qualquer espelho consegue mostrar.

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