Moda
Cluttercore: o estilo que te dá permissão pra errar (e acertar) na moda
Chega de guarda-roupa monocromático. A moda decidiu que misturar estampas e texturas sem dó nem piedade é a nova régua de bom gosto, e o cluttercore chegou pra provar isso.

O nome já entrega o recado: vem de “clutter”, bagunça em inglês, com aquele sufixo “core” que a geração Z ama colar em qualquer trend que vira estilo de vida. Só que aqui a bagunça é proposital. É maximalismo com estratégia por trás.
Pensa naquela vontade de sair de casa de xadrez, poá, listra e ainda por cima uma jaqueta de pelúcia por cima de tudo. Parece surto? Pra quem cresceu ouvindo “não combina”, talvez sim. Mas o cluttercore trocou essa regra por uma pergunta bem mais gostosa de responder: e se combinasse assim mesmo?
De onde vem essa vontade de misturar tudo
O cluttercore nasceu como resposta direta ao quiet luxury, aquele estilo minimalista, discreto, que a série Succession ajudou a popularizar. Depois de anos ouvindo que menos é mais, uma parte da internet cansou e decidiu que mais também é mais.
A estética tem raízes em movimentos anteriores como o maximalismo e o kitsch, mas foi o TikTok, no pós-pandemia, que deu ao cluttercore a força de trend global. Faz sentido: depois de meses trancadas em casa, muita gente saiu com vontade de se expressar sem filtro, sem uniforme, sem padrão.
Influenciadoras internacionais como Emma Chamberlain ajudaram a colocar o estilo em evidência, combinando peças vintage dos anos 60 e 70 com sobreposições e acessórios de outras décadas. O resultado tem cara de garimpo de brechó, e é exatamente esse o espírito.
Como usar sem parecer que se vestiu no escuro
Aqui mora a diferença entre cluttercore e simplesmente vestir tudo que está no armário. O estilo pede intenção. Estampas diferentes conversam entre si quando dividem uma paleta de cores parecida, e texturas contrastantes ganham força quando têm um fio condutor, seja um acessório, seja uma cor que se repete em pequenas doses.
Uma dica prática pra quem quer testar sem medo: comece com uma estampa só, misturada a peças lisas e texturizadas. Depois de pegar confiança, vá somando camadas. Xadrez com listra, floral com animal print, tudo é permitido, desde que você mantenha o olhar de quem está compondo, não empilhando.
O cluttercore não fica restrito às roupas. A tendência já invadiu penteados, maquiagem e até decoração de ambientes, sempre com a mesma lógica: acumular com propósito, não com pressa.
Vale a pena entrar nessa ou é só mais um hype passageiro
Aqui vai o meu pov: cluttercore não é pra passarela só, é pra rua sim, mas pede coragem e um pouco de curadoria. Se você trava na hora de sair de casa porque nunca sabe o que combina, talvez essa não seja sua praia agora. Mas se você tem aquela vontade de se vestir mais divertida, mais você, sem medo do julgamento alheio, essa trend é praticamente um convite.
E convenhamos: depois de tanto tempo ouvindo que moda tem regra, é revigorante ver um estilo inteiro construído sobre a ideia de que misturar sem medo também entrega tudo que a passarela promete.
Você já testou o cluttercore ou ainda tá se recuperando do quiet luxury?
Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Suzana acredita que o cuidado e a empatia são as bases de qualquer desenvolvimento saudável. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina), onde faz o comercio de roupas femininas, lingeries, cosméticos, perfumaria e produtos de beleza. No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.