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De Yasmin Brunet à Amanda Meirelles, ex-BBB’s evidenciam drama do lipedema; confira os alertas da comunidade médica

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lipedema - De Yasmin Brunet à Amanda Meirelles, ex-BBB’s evidenciam drama do lipedema; confira os alertas da comunidade médica

Após os relatos de ‘lipedema da modelo Yasmin Brunet, somados às experiências compartilhadas pela médica Amanda Meirelles (campeã do BBB 23), Carla Prata (ex-A Fazenda 8) e Amanda Djehdian (ex-BBB 15); a doença vascular crônicacaracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nos braços e pernas, passou a ganhar destaque e atenção da comunidade nacional.

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A visibilidade do tema nas redes sociais, após o relato das ‘celebs’ no Instagram, ampliou a discussão sobre a condição, que é historicamente subdiagnosticada entre as mulheres. Caracterizada pela dor, sensibilidade, inchaço e distribuição desproporcional de gordura, o ‘lipedema’ costuma ser confundido com obesidade, linfedema e alterações hormonais, dificultando um prognóstico preciso.

Ao passo em que a exposição de figuras públicas contribui para a conscientização e redução do estigma, o Dr. Octávio Guarçonireferência em medicina estética no Brasil, alerta para um efeito colateral: o aumento do autodiagnóstico e da busca por tratamentos estéticos sem avaliação médica adequada. Muitas vezes dissociada de critérios clínicos, o profissional explica que a doença vascular pode levar pacientes a interpretações equivocadas sobre sintomas e abordagens terapêuticas.

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À frente da Guarçoni Health Centerclínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integradaGuarçoni explica que o tratamento da “lipedema” exige uma condução precisa, ética, cuidadosa e individualizada. “O primeiro passo é o diagnóstico correto, que envolve avaliação clínica detalhada, histórico do paciente e, se necessário, exames complementares. Nem todo acúmulo de gordura dolorosa é lipedema, e tratar sem o critério correto pode trazer riscos graves e procedimentos desnecessários”, explica.

Segundo o Doutorum dos principais impactos do lipedema está na ‘relação do paciente com o próprio corpo’, que passa a lidar com alterações estéticas, dor crônica, limitação funcional e dificuldade de resposta a abordagens convencionais. “Muitas mulheres chegam ao consultório relatando frustração por não obterem melhora, tentando dietas genéricas e procedimentos isolados. Isso acontece porque o ‘lipedema’ tem um comportamento próprio e exige estratégias específicas, que respeitem a fisiopatologia da doença”, explica.

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Nesse cenário, Guarçoni destaca que a condução clínica adequada envolve aliviar sintomas, preservar a mobilidade e reduzir sobrecargas inflamatórias. Protocolos médicos estruturados podem ajudar a controlar edema, desconforto e sensação de peso, desde que aplicados com critério técnico e acompanhamento contínuo. “O foco é devolver a qualidade de vida e a funcionalidade. Informação correta e orientação médica são fundamentais para que a paciente tome decisões seguras e responsáveis sobre seu tratamento; cada qual tratado em sua individualidade, devido aos níveis do lipedema”, comenta.

O profissional explica que cada paciente com suspeita de ‘lipedema’ passa por uma avaliação multidisciplinar, com foco na saúde interpessoal. O objetivo é oferecer um tratamento que considere a estética, dor, mobilidade, bem-estar emocional e hábitos de vida.“Em um cenário de alta exposição do lipedema, o papel do médico é sustentar o cuidado baseado em evidência. Isso significa orientar com precisão diagnóstica, conduzir tratamentos dentro de indicações clínicas e recusar intervenções que não tragam benefício real à paciente”, conclui.