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É a última chance: “Minha Vida em Marte” encerra a turnê em Curitiba e Mônica Martelli promete noite inesquecível no Guaíra

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credito camila cara1 - É a última chance: "Minha Vida em Marte" encerra a turnê em Curitiba e Mônica Martelli promete noite inesquecível no Guaíra

Quase uma década em cartaz. Meio milhão de espectadores. Um filme que levou mais de cinco milhões de pessoas aos cinemas. E agora, uma despedida. No dia 20 de março, o Teatro Guaíra recebe a última apresentação de “Minha Vida em Marte” em Curitiba, e se você ainda não viu, esse é o seu último chamado.

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Mônica Martelli estreou “Minha Vida em Marte” em 2017 e, desde então, a peça percorreu dezenas de cidades brasileiras com algo que a indústria do entretenimento raramente consegue garantir: sessões esgotadas em todo lugar por onde passou. Não é força de expressão. É fato.

O monólogo, com direção de Susana Garcia, gira em torno de Fernanda, uma mulher de 45 anos que está no meio de uma crise conjugal e resolve desabafar nas sessões de terapia de grupo. Soa familiar? Porque é. A rotina que esfria a paixão, a falta de libido que ninguém quer admitir, o acúmulo de mágoas pequenas que viram um abismo, o machismo que aparece até dentro de casa. Mônica não está contando uma história inventada. Ela está contando a sua história, e provavelmente a sua também.

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“A personagem luta contra o medo da separação, o medo da solidão, o medo de ressignificar sua vida e, claro, o medo de se separar com 45 anos numa sociedade machista onde a mulher não tem permissão para envelhecer”, explicou a própria Mônica em entrevistas sobre o espetáculo.

O que torna esse monólogo diferente de tudo que você já viu

“Minha Vida em Marte” não é uma comédia que faz você rir e ir embora. É uma comédia que faz você rir, chorar, e sair do teatro querendo ligar para a sua terapeuta ou para a sua melhor amiga. Às vezes as duas ao mesmo tempo.

Mônica entregou tudo nesse espetáculo porque bebeu das próprias experiências para escrevê-lo. O resultado é um monólogo que fala sobre traição, machismo, trabalho duplo da mulher, medo do recomeço e aquela pergunta que a gente evita fazer para si mesma: é possível reacender a chama, ou o amor às vezes simplesmente acaba?

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A direção é de Susana Garcia, irmã de Mônica, e a parceria entre as duas é um dos segredos mais bem guardados do sucesso da peça. Essa mesma dupla levou “Minha Vida em Marte” ao cinema, e o filme arrastou mais de cinco milhões de espectadores às salas, além de marcar a última atuação de Mônica ao lado do saudoso Paulo Gustavo, parceiro de vida e de trabalho que partiu em 2021. Para quem viu o filme, sabe o peso emocional que essa informação carrega.

Mônica Martelli: a mulher por trás do fenômeno

Nascida em Macaé, no Rio de Janeiro, Mônica Martelli construiu uma carreira que poucos conseguem sustentar com tanta coerência. Atriz, jornalista, roteirista, criadora, apresentadora. Ela é daquelas profissionais que não apenas entram em cena: elas tomam a cena.

Antes de “Minha Vida em Marte”, Mônica já havia provado que sabia do que estava falando com “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que eu Vou!”, monólogo que ficou 12 anos em cartaz, passou por 40 cidades em 20 estados brasileiros e ainda cruzou o Atlântico em temporada em Portugal. Doze anos. Isso não é carreira, é legado.

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Por nove anos, ela também foi uma das apresentadoras do “Saia Justa”, no GNT, programa que virou referência para mulheres que queriam se ver representadas em conversas reais sobre relacionamento, sociedade e comportamento. Participou de novelas na Globo, do seriado “Mandrake” na HBO, e de filmes que marcaram o humor brasileiro. Mônica Martelli é, sem exagero, uma das autoras e atrizes que melhor traduzem o comportamento feminino contemporâneo no Brasil.

Curitiba, 20 de março: a última vez

A apresentação no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, o famoso Guairão, acontece na sexta-feira, 20 de março de 2026, às 21h. A peça tem 70 minutos de duração, classificação etária de 14 anos, e os ingressos podem ser adquiridos pelo DiskIngressos ou na bilheteria do Teatro Guaíra, na Rua Conselheiro Laurindo, 175, no Centro de Curitiba.

Se você é de Curitiba ou está passando pela cidade nessa data, o recado é simples: não perde. “Minha Vida em Marte” é o tipo de espetáculo que a gente lamenta não ter visto quando ainda dava tempo. E o tempo, aqui, está oficialmente acabando.

Você vai ou vai se arrepender depois?

Fonte: AEN | Foto: Camila Car