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Comprar carro elétrico fica mais em conta: Geely cria venda direta do EX2 e EX5 com juros a partir de 0,99%

A Geely deu início a um novo modelo de negociação no Brasil. A marca chinesa passou a vender os elétricos EX2 e EX5 diretamente para pessoas jurídicas, taxistas e pessoas com deficiência, com descontos que chegam a 11% sobre o preço de tabela.
A montadora também oferece financiamento em 36 meses, com taxa de juros mensal a partir de 0,99%. A modalidade amplia o leque de opções para quem busca eletrificar a frota ou trocar de carro com condições facilitadas.
Como funciona a venda direta da Geely
O programa é voltado para três públicos específicos. Empresas conseguem comprar o EX2 e o EX5 com preços reduzidos em relação à tabela pública. Taxistas contam com o maior desconto entre as categorias, aproveitando a isenção de impostos aplicada a esse tipo de comprador. Pessoas com deficiência também têm acesso a valores diferenciados, embora essa condição ainda não esteja disponível para todas as versões do EX5.
A Geely mantém, paralelamente, a participação no programa Move Brasil, do governo federal, que oferece incentivos para a compra de elétricos. Aliás, vale destacar que as duas condições não se somam: quem optar pelo desconto do Move Brasil não acumula o benefício da venda direta, e vice-versa.
Quanto custam o EX2 e o EX5 na venda direta
Os valores variam conforme o modelo, a versão e a categoria do comprador. No EX2 Pro, o preço de tabela de R$ 123.800 cai para R$ 104.212 na venda para taxistas. Já o EX5 EM-i Ultra, versão híbrida plug-in mais completa, sai de R$ 234.990 por R$ 184.085 para esse mesmo público.
| Modelo/Versão | Preço de tabela | Taxistas | Venda direta (PJ) | PcD |
|---|---|---|---|---|
| Geely EX2 Pro | R$ 123.800 | R$ 104.212 | R$ 116.372 | R$ 120.580 |
| Geely EX2 Max | R$ 136.800 | R$ 115.155 | R$ 128.592 | R$ 133.242 |
| Geely EX5 Pro | R$ 205.800 | R$ 167.505 | R$ 183.162 | n/d |
| Geely EX5 Max | R$ 225.800 | R$ 185.840 | R$ 212.252 | n/d |
| Geely EX5 EM-i Pro | R$ 189.990 | R$ 148.833 | R$ 174.791 | R$ 172.210 |
| Geely EX5 EM-i Ultra | R$ 234.990 | R$ 184.085 | R$ 216.191 | n/d |
O compacto que já é sucesso de vendas
O Geely EX2 é o carro elétrico mais vendido da China e figura entre os cinco modelos do tipo mais emplacados no Brasil. O motor elétrico traseiro entrega 115 cv e 15,3 kgfm de torque, número suficiente para um compacto urbano com resposta ágil no dia a dia.
A bateria de lítio-ferro-fosfato tem 39,4 kWh e garante autonomia de 289 quilômetros pelo ciclo PBEV, medida usada oficialmente no Brasil para estimar o alcance real dos elétricos.
EX5: um SUV com duas identidades
O Geely EX5 chega ao mercado em duas propostas distintas. A versão totalmente elétrica usa motor dianteiro síncrono de 218 cv e 32,6 kgfm, com bateria de 60,2 kWh. A autonomia varia conforme a versão: 413 km na configuração Pro e 349 km na Max, mais pesada em equipamentos.
Já a versão híbrida plug-in, batizada de EM-i, reúne três motores em um único conjunto. Um motor a combustão 1.5 aspirado, com 100 cv e 12,7 kgfm, funciona como gerador de energia para o sistema elétrico. O motor elétrico principal traciona as rodas dianteiras e entrega 218 cv e 26,7 kgfm, resultando em potência combinada de 262 cv e torque de 38,7 kgfm.
A bateria de lítio-ferro-fosfato também varia por versão. A configuração Pro tem 18,4 kWh e roda até 65 km apenas no modo elétrico. A Ultra sobe para 29,8 kWh e alcança 112 km sem acionar o motor a combustão, número relevante para quem faz trajetos urbanos e quer economizar combustível na maior parte do trajeto.
Produção no Brasil muda o cenário
A Geely vai fabricar o EX2 e o EX5 em território nacional, na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. A decisão está ligada à compra de 26,4% das ações da Renault do Brasil pela montadora chinesa, movimento que deu origem à Renault Geely do Brasil em novembro de 2025.
Com o acordo, a marca francesa assumiu a distribuição e os serviços de pós-venda da Geely no país. A fabricação local tende a reduzir custos de importação ao longo do tempo, o que pode se refletir em preços mais competitivos para o consumidor final nos próximos lançamentos da marca.





