{"id":12608,"date":"2025-09-14T13:28:39","date_gmt":"2025-09-14T16:28:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/?p=12608"},"modified":"2025-09-14T13:28:41","modified_gmt":"2025-09-14T16:28:41","slug":"brasil-importa-mais-da-china-do-que-da-argentina-pela-1a-vez-e-isso-afeta-diretamente-o-setor-automotivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/brasil-importa-mais-da-china-do-que-da-argentina-pela-1a-vez-e-isso-afeta-diretamente-o-setor-automotivo\/","title":{"rendered":"Brasil importa mais da China do que da Argentina pela 1\u00aa vez \u2014 e isso afeta diretamente o setor automotivo"},"content":{"rendered":"\n<p>Em um movimento in\u00e9dito, o Brasil passou a importar <strong>mais ve\u00edculos e autope\u00e7as da China do que da Argentina<\/strong>. Esse dado, registrado em agosto, representa mais do que um simples ajuste no com\u00e9rcio exterior: trata-se de um <strong>divisor de \u00e1guas para a ind\u00fastria automotiva nacional<\/strong>, especialmente diante da crescente presen\u00e7a de <strong>montadoras chinesas<\/strong> em solo brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o chin\u00eas \u00e9 vis\u00edvel nos portos, nas concession\u00e1rias e, cada vez mais, nas f\u00e1bricas. Marcas como <strong>GWM<\/strong> e <strong>BYD<\/strong> n\u00e3o apenas ganharam for\u00e7a nas vendas de modelos 100% el\u00e9tricos e h\u00edbridos, como tamb\u00e9m deram in\u00edcio \u00e0 <strong>produ\u00e7\u00e3o local de ve\u00edculos em regime SKD<\/strong>, com montagem de unidades semidesmontadas e baixo conte\u00fado nacional \u2014 ao menos por enquanto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">GWM, BYD e GM: produ\u00e7\u00e3o local muda o cen\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>A lideran\u00e7a da China nas importa\u00e7\u00f5es ser\u00e1, aos poucos, equilibrada com a <strong>nacionaliza\u00e7\u00e3o parcial da produ\u00e7\u00e3o<\/strong> de seus ve\u00edculos. A GWM j\u00e1 est\u00e1 operando em Iracem\u00e1polis (SP), enquanto a BYD avan\u00e7a com a convers\u00e3o da antiga f\u00e1brica da Ford, em Cama\u00e7ari (BA), para iniciar a montagem local de modelos como o Dolphin e o Seal. A GM, por sua vez, se prepara para produzir, ainda neste semestre, o compacto <strong>Spark EV<\/strong> no Cear\u00e1, em parceria com a Comexport, no mesmo polo onde era feito o Troller T4.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora todas essas f\u00e1bricas estejam come\u00e7ando com o sistema <strong>SKD (semi knock-down)<\/strong> \u2014 ou seja, pe\u00e7as importadas que s\u00e3o montadas aqui \u2014 a expectativa \u00e9 de que, com o tempo, haja <strong>maior incorpora\u00e7\u00e3o de componentes nacionais<\/strong>, o que diminuir\u00e1 a depend\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es e poder\u00e1 gerar reflexos no custo final dos ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeito domin\u00f3: impacto nos emplacamentos e nas metas de vendas<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto as montadoras se adaptam, o <strong>mercado interno de ve\u00edculos novos<\/strong> continua crescendo, mas em ritmo mais lento que o previsto no in\u00edcio do ano. De janeiro a agosto, foram <strong>emplacadas 1,668 milh\u00e3o de unidades<\/strong> entre leves e pesados \u2014 um aumento de apenas <strong>2,8%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024. A <strong>alta dos juros<\/strong> \u00e9 o principal vil\u00e3o, freando os financiamentos e postergando decis\u00f5es de compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com essa desacelera\u00e7\u00e3o, a expectativa da <strong>Anfavea<\/strong> permanece otimista: a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um crescimento de <strong>5% nas vendas totais at\u00e9 o fim de 2025<\/strong>, sustentada pelo tradicional aquecimento do segundo semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o cen\u00e1rio \u00e9 desigual entre segmentos. O <strong>mercado de caminh\u00f5es<\/strong> enfrenta retra\u00e7\u00e3o, enquanto os ve\u00edculos beneficiados pelo programa <strong>Carro Sustent\u00e1vel<\/strong> registraram alta de <strong>26% nas vendas<\/strong>, apesar das margens apertadas para as montadoras. Esse incentivo, contudo, tem data para acabar: <strong>dezembro de 2026<\/strong>, quando entra em vigor a <strong>reforma tribut\u00e1ria<\/strong> e o <strong>IPI ser\u00e1 extinto<\/strong>, mudando mais uma vez as regras do jogo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Motoriza\u00e7\u00e3o flex ainda reina, mas os el\u00e9tricos avan\u00e7am lentamente<\/h2>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o do mercado por tipo de motoriza\u00e7\u00e3o mostra que, apesar do barulho feito pelos el\u00e9tricos, o <strong>motor flex<\/strong> continua soberano, com <strong>74,8% de participa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Na sequ\u00eancia aparecem os ve\u00edculos a <strong>diesel (10,2%)<\/strong>, <strong>gasolina (4,6%)<\/strong>, <strong>h\u00edbridos convencionais (4%)<\/strong>, <strong>h\u00edbridos plug-in (3,5%)<\/strong> e, por \u00faltimo, os <strong>el\u00e9tricos puros<\/strong>, que somam apenas <strong>2,9%<\/strong> do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento dos ve\u00edculos el\u00e9tricos no Brasil ainda \u00e9 t\u00edmido. Mesmo com <strong>isen\u00e7\u00f5es fiscais<\/strong> e incentivos diretos \u00e0 importa\u00e7\u00e3o, a <strong>penetra\u00e7\u00e3o dos el\u00e9tricos subiu apenas 0,4 ponto percentual<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A expectativa \u00e9 que esse cen\u00e1rio mude com a produ\u00e7\u00e3o nacional em escala e a expans\u00e3o da infraestrutura de recarga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um movimento in\u00e9dito, o Brasil passou a importar mais ve\u00edculos e autope\u00e7as da China do que da Argentina. 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