{"id":12770,"date":"2025-09-24T08:24:11","date_gmt":"2025-09-24T11:24:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/?p=12770"},"modified":"2025-09-24T08:24:13","modified_gmt":"2025-09-24T11:24:13","slug":"placa-preta-impulsiona-mercado-de-carros-antigos-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/placa-preta-impulsiona-mercado-de-carros-antigos-no-parana\/","title":{"rendered":"Placa preta impulsiona mercado de carros antigos no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>A paix\u00e3o por carros cl\u00e1ssicos voltou a ganhar as ruas com mais for\u00e7a no Paran\u00e1. A famosa <strong>placa preta<\/strong>, que por anos simbolizou o status de rel\u00edquia automotiva, est\u00e1 novamente em destaque e puxando um movimento expressivo no setor. Segundo dados do Departamento de Tr\u00e2nsito do Paran\u00e1 (Detran-PR), a frota de <strong>ve\u00edculos de cole\u00e7\u00e3o cresceu 29%<\/strong> em apenas um ano no estado, saltando de 7.512 para 9.702 unidades entre agosto de 2024 e agosto de 2025. S\u00f3 em Curitiba, esse avan\u00e7o foi de 15,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento, por\u00e9m, n\u00e3o acontece por acaso. A combina\u00e7\u00e3o entre <strong>novas regras de certifica\u00e7\u00e3o<\/strong>, maior acesso \u00e0 placa tradicional e o <strong>amadurecimento de modelos dos anos 1990<\/strong> como eleg\u00edveis para cole\u00e7\u00e3o impulsionou um nicho que mistura nostalgia, investimento e estilo de vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A placa preta voltou com tudo \u2014 e com for\u00e7a total<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre os padr\u00f5es de placas, especialmente com a ado\u00e7\u00e3o do modelo do <strong>Mercosul<\/strong>, a tradicional identifica\u00e7\u00e3o de fundo preto e letras brancas foi substitu\u00edda por vers\u00f5es com letras cinza, menos atrativas para os colecionadores. A rea\u00e7\u00e3o negativa do p\u00fablico foi quase imediata, levando o <strong>Contran<\/strong> a aprovar, no fim de 2021, uma regulamenta\u00e7\u00e3o que permitiu a volta da cl\u00e1ssica placa preta para ve\u00edculos de cole\u00e7\u00e3o certificados a partir de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse retorno n\u00e3o foi apenas simb\u00f3lico. Ele reacendeu o desejo de muitos entusiastas de obter a certifica\u00e7\u00e3o de seus ve\u00edculos, especialmente porque <strong>a est\u00e9tica e a originalidade<\/strong> sempre foram aspectos valorizados por quem coleciona. Desde ent\u00e3o, o setor passou por uma verdadeira reanima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que os carros antigos est\u00e3o em alta?<\/h2>\n\n\n\n<p>A cada virada de calend\u00e1rio, novos modelos passam a se enquadrar nas regras da placa preta. De acordo com a resolu\u00e7\u00e3o 957\/2022 do Contran, <strong>ve\u00edculos com 30 anos ou mais<\/strong> podem ser reconhecidos como de cole\u00e7\u00e3o, desde que atendam a crit\u00e9rios espec\u00edficos. Em 2025, por exemplo, os modelos fabricados em 1995 j\u00e1 podem entrar na lista.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da idade, \u00e9 necess\u00e1rio que o carro apresente <strong>m\u00ednimo de 80% de originalidade<\/strong>, esteja em condi\u00e7\u00f5es de rodagem e possua <strong>valor hist\u00f3rico relevante<\/strong>. Pequenas altera\u00e7\u00f5es, como troca de bancos ou motor n\u00e3o original, j\u00e1 podem inviabilizar a certifica\u00e7\u00e3o. E esse cuidado com os detalhes cria um filtro natural, valorizando ainda mais os modelos que se mant\u00eam fi\u00e9is \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a certifica\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Todo o processo come\u00e7a com uma avalia\u00e7\u00e3o \u2014 geralmente feita por clubes especializados, como o <strong>Cadillac Clube do Brasil<\/strong>, que atua tamb\u00e9m como \u00f3rg\u00e3o certificador. O dono do carro envia fotos detalhadas e, se o modelo demonstrar potencial para a certifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 agendada uma vistoria presencial. Passando nos crit\u00e9rios, o ve\u00edculo recebe o <strong>Certificado de Ve\u00edculo de Cole\u00e7\u00e3o (CVCOL)<\/strong>, documento essencial para solicitar a troca da categoria no Detran.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo m\u00e9dio gira em torno de <strong>R$ 1.700<\/strong>, incluindo certifica\u00e7\u00e3o e taxas. Embora n\u00e3o seja um valor baixo, o investimento se justifica n\u00e3o apenas pela valoriza\u00e7\u00e3o de mercado, mas tamb\u00e9m por benef\u00edcios legais. Por exemplo, ve\u00edculos de cole\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisam seguir exig\u00eancias de seguran\u00e7a modernas \u2014 como cinto de tr\u00eas pontos \u2014 desde que essas obriga\u00e7\u00f5es n\u00e3o existissem na \u00e9poca de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais trocas, menos vendas: um mercado com regras pr\u00f3prias<\/h2>\n\n\n\n<p>Com mais de duas d\u00e9cadas no setor, a loja <strong>Cl\u00e1ssicos &amp; Antigos<\/strong>, localizada no bairro Cap\u00e3o da Imbuia, em Curitiba, se tornou refer\u00eancia nacional. Seu fundador, Durair do Ros\u00e1rio Filho, mais conhecido como Dura, viu o neg\u00f3cio crescer espontaneamente. Ele conta que come\u00e7ou a vender suas pr\u00f3prias rel\u00edquias como um hobby, mas logo percebeu o potencial comercial do segmento.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o perfil dos neg\u00f3cios \u00e9 bem diferente do convencional. Segundo ele, \u201co mercado de rel\u00edquias \u00e9 movido mais por trocas do que por vendas \u00e0 vista\u201d. H\u00e1 pouco tempo, por exemplo, ele trocou <strong>sete ve\u00edculos por apenas tr\u00eas<\/strong>, todos cl\u00e1ssicos. A prioridade \u00e9 sempre manter o foco em modelos antigos com potencial de valoriza\u00e7\u00e3o e identidade hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Santana, Mustang, Studebaker e mais: a nova safra de cl\u00e1ssicos<\/h2>\n\n\n\n<p>A loja Cl\u00e1ssicos &amp; Antigos abriga hoje cerca de 50 modelos \u00e0 venda ou dispon\u00edveis para troca. Entre eles, verdadeiras raridades, como um <strong>Studebaker Champion 1939 100% original<\/strong>, um <strong>Chevrolet 1933<\/strong>, al\u00e9m de v\u00e1rias unidades de <strong>Cadillac<\/strong> e <strong>Mustang<\/strong>. Essa diversidade ilustra a abrang\u00eancia do mercado atual, que inclui desde \u00edcones norte-americanos at\u00e9 modelos nacionais que marcaram \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo, modelos como o <strong>Santana, <a href=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/monza-s-r-o-esportivo-que-marcou-os-anos-80\/\">Monza<\/a>, <a href=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/adivinha-quem-esta-de-volta-ford-anuncia-o-retorno-do-escort-e-outros-classicos\/\">Escort<\/a> XR3, Gol GTI, Kadett GSi<\/strong> e at\u00e9 ve\u00edculos importados da d\u00e9cada de 1990 passaram a despertar o interesse dos novos colecionadores. Essa gera\u00e7\u00e3o, que cresceu vendo esses carros nas ruas, agora tem poder de compra e busca resgatar suas mem\u00f3rias ao volante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A paix\u00e3o por carros cl\u00e1ssicos voltou a ganhar as ruas com mais for\u00e7a no Paran\u00e1. A famosa placa preta, que por anos simbolizou o status de rel\u00edquia automotiva, est\u00e1 novamente em destaque e puxando um movimento expressivo no setor. 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