{"id":375,"date":"2026-09-01T23:53:44","date_gmt":"2026-09-02T02:53:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/?p=375"},"modified":"2026-09-01T23:53:46","modified_gmt":"2026-09-02T02:53:46","slug":"verona-o-irmao-esquecido-do-apollo-guarda-uma-historia-curiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/verona-o-irmao-esquecido-do-apollo-guarda-uma-historia-curiosa\/","title":{"rendered":"Verona, o irm\u00e3o esquecido do Apollo, guarda uma hist\u00f3ria curiosa da ind\u00fastria automotiva brasileira; entenda o motivo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe um tipo de carro que carrega mais hist\u00f3ria do que quilometragem. O Verona \u00e9 um desses casos. Ele nasceu em um momento peculiar da ind\u00fastria automotiva brasileira, quando Ford e Volkswagen decidiram unir for\u00e7as e criar a Autolatina, uma joint venture que misturou engenharia, plataformas e identidades de duas marcas rivais. O Verona foi o primeiro carro genu\u00edno dessa parceria, chegando ao mercado antes mesmo do seu irm\u00e3o de plataforma, o Volkswagen Apollo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lan\u00e7ado em dezembro de 1989, o sed\u00e3 surgiu com a miss\u00e3o de enfrentar o Chevrolet Monza, ent\u00e3o l\u00edder de um segmento que vivia seus anos mais aquecidos. Derivado da base do Ford Escort, o Verona ganhou uma carroceria pr\u00f3pria, desenvolvida especialmente para o Brasil, com tra\u00e7os que remetiam ao Ford Sierra europeu. D\u00e9cadas depois, o carro segue despertando curiosidade entre entusiastas e colecionadores que buscam pe\u00e7as raras da era p\u00f3s-redemocratiza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automotiva no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Motores que marcaram uma gera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Verona chegou \u00e0s concession\u00e1rias com duas op\u00e7\u00f5es principais de motoriza\u00e7\u00e3o. A vers\u00e3o de entrada usava o motor 1.6 CHT, com 77 cv de pot\u00eancia, suficiente para o uso urbano da \u00e9poca, mas sem grandes pretens\u00f5es esportivas. J\u00e1 a vers\u00e3o intermedi\u00e1ria trazia o lend\u00e1rio motor 1.8 AP, conhecido pela robustez e pela presen\u00e7a marcante em diversos modelos da Autolatina ao longo de d\u00e9cadas. Com ele, o Verona ia de 0 a 100 km\/h em 11,5 segundos e alcan\u00e7ava 170 km\/h de velocidade m\u00e1xima, n\u00fameros respeit\u00e1veis para um sed\u00e3 de passeio no fim dos anos 80.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"260\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_1995-jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1238\" style=\"width:597px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_1995-jpg.webp 400w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_1995-300x195.webp 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_1995-150x98.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O topo de linha, no entanto, era outra hist\u00f3ria. A vers\u00e3o equipada com motor AP 2.0 injetado entregava 120 cv de pot\u00eancia e 18,4 kgfm de torque, um salto consider\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais configura\u00e7\u00f5es. Essa variante representava o auge tecnol\u00f3gico da \u00e9poca para o segmento, com inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica substituindo o carburador e proporcionando resposta mais linear e consumo mais controlado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os pontos de aten\u00e7\u00e3o que todo comprador precisa conhecer<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carro antigo pede olhar atento, e o Verona n\u00e3o foge \u00e0 regra. A suspens\u00e3o costuma ser o ponto mais sens\u00edvel do modelo. As buchas se desgastam com o tempo e geram ru\u00eddos caracter\u00edsticos, al\u00e9m de comprometer a estabilidade em curvas e frenagens mais bruscas. A troca peri\u00f3dica desses componentes \u00e9 praticamente obrigat\u00f3ria para quem pretende manter o carro em condi\u00e7\u00f5es seguras de uso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro detalhe importante \u00e9 a altura do ve\u00edculo. O Verona \u00e9 baixo, caracter\u00edstica que refor\u00e7ava seu apelo de conforto e estabilidade na \u00e9poca, mas que hoje representa um desafio em ruas com lombadas altas, buracos e obst\u00e1culos urbanos. Raspagens no assoalho e no para-choque dianteiro s\u00e3o queixas recorrentes entre propriet\u00e1rios, principalmente em cidades com infraestrutura mais prec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conforto depende muito da vers\u00e3o escolhida<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de fechar neg\u00f3cio, vale entender que nem todo Verona oferece o mesmo n\u00edvel de conforto. As vers\u00f5es de entrada costumam vir sem ar-condicionado e sem dire\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica, itens que hoje s\u00e3o considerados b\u00e1sicos, mas que na \u00e9poca eram tratados como opcionais de luxo. Quem busca um carro para uso di\u00e1rio, e n\u00e3o apenas para exibir em encontros de cl\u00e1ssicos, deve priorizar as vers\u00f5es mais completas, geralmente equipadas com esses recursos de s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"476\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_2_wiki-jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1239\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_2_wiki-jpg.webp 640w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_2_wiki-300x223.webp 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Verona_2_wiki-150x112.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Manuten\u00e7\u00e3o exige dedica\u00e7\u00e3o, mas recompensa quem entende de mec\u00e2nica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A manuten\u00e7\u00e3o do Verona \u00e9 acess\u00edvel para quem j\u00e1 tem familiaridade com carros da era pr\u00e9-eletr\u00f4nica embarcada. As vers\u00f5es com carburador demandam ajustes peri\u00f3dicos e limpezas para manter o desempenho e a economia de combust\u00edvel dentro do esperado. Ignorar essa rotina resulta em falhas de marcha lenta e consumo elevado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vazamentos de \u00f3leo e \u00e1gua s\u00e3o outro ponto que merece inspe\u00e7\u00e3o regular, assim como o estado das mangueiras do sistema de arrefecimento. Componentes el\u00e9tricos tamb\u00e9m pedem aten\u00e7\u00e3o redobrada, j\u00e1 que pe\u00e7as originais est\u00e3o cada vez mais raras no mercado, e boa parte da reposi\u00e7\u00e3o depende de desmanches ou fornecedores especializados em carros antigos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vale a pena ter um Verona hoje?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Verona ocupa um lugar curioso na mem\u00f3ria automotiva brasileira. Ele representa um momento de transi\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional, quando duas gigantes decidiram dividir plataformas para reduzir custos e sobreviver a um mercado ainda fechado \u00e0s importa\u00e7\u00f5es. Para quem enxerga carro como patrim\u00f4nio afetivo, o Verona entrega exatamente isso: hist\u00f3ria, robustez mec\u00e2nica e um design que remete a uma \u00e9poca em que sed\u00e3s m\u00e9dios eram sin\u00f4nimo de status.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Verona, lan\u00e7ado no Brasil em 1989, foi um dos primeiros carros desenvolvidos pela Autolatina e compartilhou muitas semelhan\u00e7as com o Escort, seu irm\u00e3o menor. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[43],"class_list":["post-375","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antigos","tag-ford"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/carro-verona-capa-jpg.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=375"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/375\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14808,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/375\/revisions\/14808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/media\/379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/ellasnovolante\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}