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Comportamento

Home office virou sonho… ou armadilha silenciosa? 83% relatam sintomas psicológicos

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Você ama trabalhar de pijama, mas anda se sentindo estranhamente cansada? Não é só impressão sua. O home office realmente transformou a vida de muita gente — só que ele também trouxe um lado B que quase ninguém posta no feed.

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Um levantamento realizado pela HUG mostra que 67,7% dos profissionais afirmam que o trabalho remoto melhorou a qualidade de vida. Sim, a maioria sente que ganhou tempo, autonomia e até paz. Mas existe um dado que muda o clima da conversa: 83,6% relataram ao menos um sintoma psicológico no último ano.

Melhorou ou complicou?

O sonho do home office… que deu certo (em parte)

O que começou como improviso na pandemia virou estratégia oficial de RH. Hoje, o modelo remoto influencia retenção, engajamento e até o posicionamento das empresas como marca empregadora.

Segundo o estudo, quase 68% dos profissionais perceberam melhora na qualidade de vida. Outros 23,1% disseram que os efeitos foram mistos. Só 9,2% avaliaram a experiência como predominantemente negativa.

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Não precisar enfrentar trânsito. Poder almoçar em casa. Resolver a vida no meio do expediente. Parece glow up profissional, não parece?

Mas existe uma camada que não aparece na call do Zoom.

A conta emocional que ninguém colocou na planilha

Entre os entrevistados, 43,3% afirmam não receber nenhum tipo de apoio corporativo para saúde física ou mental. Apenas 34,3% contam com políticas estruturadas. O restante sente que o suporte é parcial — quase simbólico.

E aí vem o alerta que faz a gente engolir seco: 51,5% relataram ansiedade. 47% enfrentaram dificuldade de concentração. 39,6% mencionaram exaustão ou sinais de burnout.

Você já terminou o dia com a sensação de que trabalhou mais em casa do que trabalharia no escritório? Pois é.

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A flexibilidade existe. O suporte emocional, nem sempre.

A solidão do “sempre online”

O home office trouxe autonomia. Só que também apagou fronteiras. Horário de trabalho vira notificação às 22h. Reunião invade o almoço. A casa deixa de ser refúgio e vira escritório permanente.

O estudo ainda aponta que metade dos profissionais paga terapia com recursos próprios. Apenas 11,9% têm o benefício custeado pela empresa. Outros 26,1% já fizeram acompanhamento psicológico, mas interromperam. E 11,9% nunca buscaram apoio.

Ou seja: a saúde mental entrou na pauta, mas ainda não virou prioridade real para muitas organizações.

Será que estamos romantizando demais o “trabalhar de qualquer lugar”?

O novo critério de escolha profissional

O levantamento também revela uma mudança de mentalidade. Profissionais avaliam salário, claro. Mas analisam com o mesmo peso flexibilidade, autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

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O modelo remoto virou diferencial competitivo. Empresas que insistem exclusivamente no presencial já sentem impacto no funil de recrutamento, no tempo de contratação e na retenção de talentos.

Só que aqui vai a pergunta que não quer calar: de que adianta oferecer liberdade se não existe estrutura emocional para sustentar esse formato?

Home office não é vilão. Também não é solução mágica.

Ele melhorou a rotina de muita gente. Trouxe qualidade de vida real. Mas escancarou uma fragilidade: trabalhar sozinha, conectada o tempo todo e sem suporte psicológico não é sinônimo automático de bem-estar.

Talvez a verdadeira tendência não seja só trabalhar de casa. Talvez seja aprender a trabalhar melhor — com limites, apoio e saúde mental na agenda.

E você? O home office foi libertação ou sobrecarga disfarçada? Vamos falar sobre isso?

Fonte: Exame