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Internet cai no meio da tempestade? Entenda o que está por trás e como se proteger

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chuva wifi - Internet cai no meio da tempestade? Entenda o que está por trás e como se proteger

Se você já tentou mandar uma mensagem, abrir um app ou trabalhar durante um temporal pesado e ficou olhando para a tela sem sinal… você não está sozinha. Em 2025, quase 40% dos desligamentos na rede básica de transmissão tiveram relação direta com eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, ventos fortes e ondas de calor.

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O dado chama atenção e explica por que, em dias de crise, a sensação de isolamento digital ainda é tão real. Mas aqui vai o plot twist: o clima, sozinho, não é o grande vilão dessa história.

O problema não é só a tempestade

Segundo Carlos Duran, gerente de TI da Unentel, os eventos climáticos funcionam mais como um teste de estresse do que como a causa principal das falhas. Em outras palavras, a chuva apenas escancara fragilidades que já estavam ali, escondidas na infraestrutura.

“O clima acelera falhas que já existiam. Na prática, as interrupções estão ligadas à ausência de rotas alternativas, à exposição física de cabos e equipamentos e à falta de monitoramento contínuo da rede”, explica o especialista.

Traduzindo para a vida real: quando a rede não foi pensada para aguentar pressão, qualquer vendaval vira motivo para tudo sair do ar.

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O que as crises recentes ensinaram

As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 deixaram um alerta impossível de ignorar. Durante o período mais crítico, muitas regiões ficaram sem comunicação justamente quando ela era mais necessária. A situação reforçou um ponto essencial: sem redundância de conexão, não existe conectividade segura.

Levantamentos da Anatel mostram que as quedas costumam acontecer quando faltam caminhos alternativos para o tráfego de dados, proteção adequada da infraestrutura e visibilidade em tempo real do funcionamento da rede. Quando uma rota cai e não existe outra para assumir, o silêncio digital é imediato.

Energia e internet: uma relação mais frágil do que parece

Outro detalhe que pesa — e muito — é a dependência direta entre telecomunicações e fornecimento de energia elétrica. Quando não existe planejamento integrado entre esses dois sistemas, uma falha elétrica rapidamente vira uma falha de conectividade, ampliando o impacto e esticando o tempo de indisponibilidade.

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Resultado? Serviços fora do ar, equipes sem comunicação, atendimento comprometido e aquela sensação de caos total que ninguém quer viver de novo.

O que realmente funciona para manter a conexão viva

Para Carlos Duran, reduzir os impactos passa por três pilares bem definidos, que já estão no radar de empresas mais preparadas para crises.

O primeiro é redundância de rede, com rotas alternativas capazes de redistribuir o tráfego automaticamente quando algo sai do esperado. O segundo é a proteção física da infraestrutura, diminuindo danos diretos causados por chuva, vento e calor extremo. O terceiro envolve monitoramento inteligente, capaz de identificar riscos e degradações antes que a falha aconteça.

“Plataformas de monitoramento permitem agir antes da interrupção. Isso muda completamente o jogo”, reforça.

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Conectividade virou item de sobrevivência

Hoje, ficar sem internet em um desastre não é apenas um transtorno. A indisponibilidade afeta serviços de emergência, operações empresariais, atendimento ao público e a circulação de informações confiáveis. Por isso, a chamada resiliência digital deixou de ser luxo técnico e passou a ocupar espaço estratégico nos planos de continuidade operacional.

“Quando a rede para, o impacto é imediato: equipes ficam sem comunicação, sistemas saem do ar e serviços essenciais são afetados. Estruturar a infraestrutura para suportar esse tipo de situação custa menos e é muito mais previsível do que reagir a longos períodos de indisponibilidade em momentos críticos”, conclui Carlos.

Agora fica a pergunta que não quer calar: na próxima crise climática, sua conexão vai cair… ou vai aguentar firme?

Sobre a Unentel

A Unentel Distribuição tem mais de 40 anos de mercado, distribuindo grandes marcas com soluções de videoconferência, audiovisual, redes LAN/WLAN, cibersegurança, devices e automação em todo o território nacional. Focada no público B2B, destacou-se entre as empresas que mais cresceram no país por dois anos seguidos, no Ranking EXAME Negócios em Expansão de 2021 e 2022, tornando-se referência no setor de tecnologia brasileiro.