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Leishmaniose: a doença que ainda ronda milhares de cães (e casas) no Brasil

A leishmaniose visceral está presente nas cinco regiões do Brasil e segue como um desafio real para a saúde pública. O novo Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, registrou 24.454 casos da doença em humanos entre 2015 e 2024. O número impressiona e mostra que o problema está longe de ser resolvido.
Há um dado positivo nessa história. Os novos casos caíram 69,7% entre 2017 e 2024. A queda mostra que as estratégias de controle funcionam. A ampla distribuição geográfica da doença mantém a prevenção como prioridade em todo o território nacional.
O que é a leishmaniose e como ela se espalha
A leishmaniose é causada por um protozoário do gênero Leishmania. A transmissão acontece principalmente pela picada de flebotomíneos infectados, o inseto popularmente chamado de mosquito-palha. Em áreas urbanas, o cão é considerado o principal reservatório do parasita.
Um ponto merece atenção especial: a transmissão para humanos ocorre pelo inseto vetor, não pelo contato direto com o animal infectado. O mosquito-palha pica o cão contaminado e carrega o parasita para outros animais e pessoas. Entender essa cadeia direciona corretamente os esforços de prevenção, tanto em casa quanto na comunidade.
O mês de agosto ganha relevância nesse cenário. É quando acontece o Agosto Verde-Claro, período dedicado à conscientização sobre a doença. A iniciativa reforça um ponto essencial: informação e prevenção caminham juntas o ano inteiro.
Os sinais nem sempre aparecem logo
A leishmaniose tem uma característica traiçoeira. Muitos cães permanecem infectados por longos períodos sem apresentar nenhum sintoma visível. O tutor convive com um animal doente sem perceber, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a disseminação da doença.
Quando os sinais surgem, costumam incluir emagrecimento progressivo, queda de pelos, feridas na pele de difícil cicatrização e crescimento excessivo das unhas. Apatia, perda de apetite, alterações renais e lesões oculares também fazem parte do quadro clínico em muitos casos. Qualquer mudança no comportamento ou na condição física do cão exige avaliação veterinária imediata. Só um médico-veterinário indica a necessidade de investigação e define o diagnóstico correto.
Prevenção pede ação em várias frentes ao mesmo tempo
A doença depende do inseto vetor para se espalhar. A prevenção exige uma combinação de cuidados aplicados de forma simultânea e contínua. Manter quintais e áreas externas limpas dificulta a proliferação do mosquito-palha. A redução do acúmulo de matéria orgânica no ambiente é um passo simples e eficaz nesse processo.
O acompanhamento periódico com o médico-veterinário completa esse conjunto de ações. O uso de produtos repelentes adequados para cães integra a rotina de proteção recomendada.
O Ministério da Saúde inclui o controle do vetor e o manejo ambiental entre as estratégias oficiais de enfrentamento da leishmaniose visceral. O uso de coleiras impregnadas com inseticida à base de deltametrina foi incorporado às ações voltadas a municípios prioritários. A proteção individual do animal se conecta diretamente a um esforço coletivo de saúde pública.
Cada cão precisa de uma orientação específica
A prevenção da leishmaniose funciona como um conjunto de peças que se complementam. Nenhuma medida isolada substitui as demais. O ambiente limpo, o acompanhamento veterinário regular e o uso de repelentes formam uma rede de proteção que precisa fazer parte da rotina constante do animal.
A região onde o cão vive, seu histórico de saúde e seu estilo de vida influenciam diretamente o tipo de proteção mais indicada. Conversar com o médico-veterinário sobre o perfil individual do pet transforma a prevenção genérica em cuidado eficaz.
A leishmaniose continua entre nós. O conhecimento sobre a doença nunca esteve tão acessível. Cabe a cada tutor transformar essa informação em rotina de cuidado.

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Suzana acredita que o cuidado e a empatia são as bases de qualquer desenvolvimento saudável. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina), onde faz o comercio de roupas femininas, lingeries, cosméticos, perfumaria e produtos de beleza. No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.





