Comportamento
Manter um plano B no relacionamento tem nome: veja o que é cushioning e os sinais de que isso está acontecendo com você

A internet adora dar nome bonito para comportamento tóxico, e o cushioning é a prova disso. O termo descreve quem está em um relacionamento sério, mas mantém uma ou mais pessoas por perto como uma espécie de colchão emocional. Se o barco afundar, já tem alguém esperando na próxima balsa.
Ter amigos ou trocar mensagem esporádica com um crush antigo entra na categoria normal da vida social. A questão do cushioning está na intenção por trás do contato: manter aquela pessoa por perto de propósito, alimentando a possibilidade, mesmo enquanto se está comprometido com outra.
Como o cushioning se manifesta no dia a dia
Quem faz cushioning geralmente é discreto. Mensagens somem do histórico, conversas ficam em segredo e a proximidade com determinada pessoa é minimizada na frente do parceiro. Curtidas estratégicas, comentários fofos, aquele “bom dia” sem motivo aparente. Tudo isso entra no jogo.
Esse vínculo paralelo funciona como válvula de escape na maioria dos casos. A pessoa está insatisfeita na relação, mas não tem coragem de terminar. Então mantém essa segunda opção como fonte de validação, o empurrãozinho no ego que o relacionamento principal parou de dar.
Os sinais de alerta que a leitora não pode ignorar
Vale ficar de olho quando uma amizade específica precisa ser escondida. Parceiro que apaga conversas, fica na defensiva ao ser questionado sobre alguém ou evita explicar por que tal pessoa está tão presente na vida dele está entregando um dado importante sobre a relação.
O nome bonito não muda o efeito prático: alguém está sendo mantido em standby dentro dessa dinâmica, e o parceiro oficial está sendo enganado sobre o nível real de comprometimento da relação.
O que realmente está em jogo aqui
Rótulo de trend do TikTok é só isso, rótulo. Cushioning é uma versão remodelada de um comportamento antigo: a falta de transparência dentro de um relacionamento.
O ponto central é perguntar diretamente sobre os limites da relação e observar se as respostas fazem sentido com as atitudes, sem precisar vasculhar celular ou caçar fantasma em curtida de Instagram. Combinado é combinado, e cushioning só existe onde a transparência foi deixada de lado.
Será que essa é só mais uma palavra da internet ou finalmente um jeito de nomear aquele comportamento que a gente sempre sentiu, mas não sabia explicar? Isso é para a leitora decidir.

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina). No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.







