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“Não aceitem menos”: ela saiu de um relacionamento abusivo, postou flores nas redes e a internet inteira se reconheceu

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Às vezes, um vídeo simples diz o que muitas mulheres passaram anos tentando colocar em palavras. Foi exatamente isso que aconteceu com Yasmin Heinen, 27 anos, mãe de dois filhos e moradora de Sorocaba, no interior de São Paulo. Ela postou flores que ganhou do namorado atual, deixou um recado curto e direto ao ponto, e a internet simplesmente parou.

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Mais de 40 mil curtidas depois, o que ficou não foi só o número. Ficou a história. E ela é pesada.

Seis anos dentro de um ciclo que desgasta tudo

Yasmin viveu por seis anos uma relação marcada por traições, ausência e falta de respeito. Não havia parceria, não havia carinho nas datas importantes, não havia presença real. O ex-companheiro, pai de seus filhos, gastava dinheiro em apostas e cigarros, saía para baladas e a deixava sozinha com as crianças. Datas como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados passavam em branco.

“Fui traída várias vezes. Não tínhamos uma relação de parceria, era muita falta de respeito. Isso me desgastou muito”, contou Yasmin em entrevista ao G1.

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Foram muitos términos, muitas idas e vindas. O tipo de ciclo que quem já esteve lá dentro sabe exatamente como funciona: a esperança de que vai mudar, o cansaço que vai acumulando, a autoestima que vai minguando sem que a gente perceba direito.

O luto que acontece ainda dentro do relacionamento

O que Yasmin viveu tem um nome. A psicologia chama de luto antecipatório, e é mais comum do que parece em relações abusivas. A mulher vai, aos poucos, processando a perda ainda dentro da relação. Quando o fim chega de verdade, ela já não está mais tão inteira naquele vínculo.

Veja o vídeo que fez sucesso nas redes sociais:

“Quando eu terminei de fato, não foi tão difícil sair, porque eu já tinha vivido o meu luto ainda dentro do relacionamento”, disse Yasmin.

Faz um ano que o ex-companheiro não vê os filhos. Ela seguiu em frente.

Por que a internet se reconheceu tanto nesse vídeo?

Porque a história de Yasmin não é só dela. Nos comentários do vídeo, os relatos se multiplicaram. Uma seguidora contou que, no último Dia das Mães, ouviu do próprio marido: “Dia das Mães é para minha mãe, você é apenas minha esposa.” Dali, ela pegou as malas, a filha, e foi embora.

Esse é o ponto que a internet captou com força total: o reconhecimento coletivo de que existe uma linha entre relacionamento com problemas e relacionamento que te apaga. E muitas mulheres passaram anos do lado errado dessa linha sem ter vocabulário para nomear o que sentiam.

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O recado que virou título, legenda e tatuagem emocional

“Não aceitem menos.” Três palavras. Sem enrolação, sem filosopia barata. Yasmin não estava dando palestra. Estava mostrando flores e dizendo o óbvio que, para muitas mulheres, nunca foi tão óbvio assim.

O namorado atual respeita, lembra das datas, trata bem os filhos, é parceiro. Ela mesma define como um relacionamento sem medo, sem ansiedade constante, sem a sensação de precisar merecer atenção básica.

“Agora vivo um relacionamento saudável, sem medo de ser traída o tempo todo. Estou em paz”, contou.

Reconstruir a autoestima depois do abuso é um processo, não um clique

Sair de um relacionamento abusivo não termina no término. O impacto psicológico fica. A autoestima que foi sendo minada ao longo dos anos não se reconstrói da noite para o dia, e reconhecer isso é o primeiro passo.

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Retomar interesses abandonados, se aproximar de pessoas de confiança e redescobrir o próprio valor fora de uma relação são movimentos essenciais nesse caminho. Acompanhamento psicológico, tanto para a mulher quanto para os filhos envolvidos, faz diferença real nesse processo.

O que estava em jogo no relacionamento de Yasmin vai além de mágoas pontuais. Era o encerramento de um ciclo marcado por desgaste emocional, frustração de expectativas e pela sensação de não ter sido escolhida ou priorizada. Organizar esses sentimentos, identificar o que foi associado ao afeto mas que na prática era ansiedade e sofrimento, faz parte de se reconstruir de verdade.