{"id":1810,"date":"2026-07-14T13:54:29","date_gmt":"2026-07-14T16:54:29","guid":{"rendered":"https:\/\/petalaseflores.com.br\/?p=1810"},"modified":"2026-07-14T13:54:29","modified_gmt":"2026-07-14T16:54:29","slug":"suculenta-orelha-de-shrek-cultivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/suculenta-orelha-de-shrek-cultivo\/","title":{"rendered":"Por que a suculenta Orelha-de-Shrek \u00e9 a queridinha da minha floricultura em Curitiba"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sou Mel Maria, jardineira e dona da Mel Garden, aqui em Curitiba, e posso dizer sem exagero que a Orelha-de-Shrek \u00e9 uma das plantas que mais gera perguntas no meu balc\u00e3o. Toda semana algu\u00e9m entra na floricultura, aponta para aquelas folhas tubulares e curvadas e pergunta se \u00e9 de verdade. \u00c9, sim. E cultivar essa suculenta em casa \u00e9 mais simples do que parece, desde que voc\u00ea entenda algumas particularidades que aprendi ao longo de anos trabalhando com ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Crassula ovata &#8216;Gollum&#8217;, batizada carinhosamente de Orelha-de-Shrek pelo formato incomum de suas folhas, \u00e9 uma cultivar da j\u00e1 conhecida Crassula ovata, a cl\u00e1ssica planta-do-dinheiro. A diferen\u00e7a est\u00e1 na muta\u00e7\u00e3o que faz as folhas crescerem tubulares em vez de arredondadas, com pontas levemente afuniladas que lembram, de fato, as orelhas do personagem de anima\u00e7\u00e3o. Essa caracter\u00edstica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 est\u00e9tica. Vou explicar por qu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De onde vem essa suculenta t\u00e3o peculiar<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esp\u00e9cie de origem, Crassula ovata, \u00e9 nativa das regi\u00f5es \u00e1ridas e semi\u00e1ridas da \u00c1frica do Sul e de Mo\u00e7ambique, onde cresce naturalmente em solos rochosos e bem drenados, sob sol intenso e baix\u00edssima umidade. A cultivar &#8216;Gollum&#8217; surgiu como uma muta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea identificada por produtores da Calif\u00f3rnia na d\u00e9cada de 1970, e desde ent\u00e3o se popularizou justamente pelo formato ex\u00f3tico das folhas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suculenta-orelha-de-shrek-1-1024x1024.jpg\" alt=\"Suculenta orelha-de-shrek\" class=\"wp-image-1832\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: suculentasdatahbp <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que poucos sabem, e que gosto de explicar aqui na loja, \u00e9 que a forma tubular das folhas cumpre uma fun\u00e7\u00e3o evolutiva real. Ao reduzir a \u00e1rea de superf\u00edcie exposta ao sol e ao ar, a planta diminui a perda de \u00e1gua por transpira\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 uma vantagem enorme em ambientes de seca prolongada. Ou seja, aquilo que parece s\u00f3 uma curiosidade visual \u00e9, na verdade, uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia refinada por gera\u00e7\u00f5es no habitat de origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como toda esp\u00e9cie da fam\u00edlia Crassulaceae, a Orelha-de-Shrek utiliza o metabolismo CAM (metabolismo \u00e1cido das crassul\u00e1ceas), um mecanismo fotossint\u00e9tico que permite \u00e0 planta abrir os est\u00f4matos durante a noite, quando as temperaturas s\u00e3o mais amenas, reduzindo ainda mais a perda de \u00e1gua. \u00c9 esse metabolismo que explica por que suculentas em geral toleram t\u00e3o bem longos per\u00edodos sem rega, e \u00e9 um dado que sempre trago para quem est\u00e1 come\u00e7ando a se interessar por esse universo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A flora\u00e7\u00e3o que poucos conseguem ver<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui na Mel Garden, recebo muitos clientes que cultivam a Orelha-de-Shrek h\u00e1 anos e nunca viram uma flora\u00e7\u00e3o. Isso acontece porque a planta s\u00f3 floresce quando atinge maturidade completa, geralmente ap\u00f3s tr\u00eas a cinco anos de cultivo, e quando recebe exatamente as condi\u00e7\u00f5es de luz e temperatura de que precisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando floresce, geralmente no final do ver\u00e3o ou in\u00edcio do outono aqui no sul do pa\u00eds, a planta produz pequenas infloresc\u00eancias estreladas em tons de branco a rosa p\u00e1lido, reunidas em cachos na ponta dos ramos. \u00c9 um espet\u00e1culo discreto, mas que recompensa quem tem paci\u00eancia. Recomendo sempre aos meus clientes que n\u00e3o fiquem ansiosos com isso: a aus\u00eancia de flores n\u00e3o indica problema de sa\u00fade na planta, apenas que ela ainda est\u00e1 em fase de crescimento vegetativo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como cultivar a Orelha-de-Shrek em casa<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tudo Sobre a Crassula Ovata Gollum-Orelha de Shrek e Crassula Ovata Hobbit-Orelha da Fiona\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gomRm12xx0E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Luz: o fator mais importante<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A luz \u00e9, na minha experi\u00eancia de anos na floricultura, o elemento que mais determina o sucesso ou o fracasso no cultivo dessa suculenta. Ela precisa de bastante luminosidade para manter a colora\u00e7\u00e3o vibrante e o crescimento compacto das folhas, mas o sol do meio-dia em regi\u00f5es de clima muito quente pode queimar a folhagem, especialmente em exemplares rec\u00e9m-adaptados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ideal \u00e9 posicionar a planta em local que receba luz solar direta pela manh\u00e3 ou no fim da tarde, com sombra parcial nas horas mais intensas do dia. Uma janela voltada para leste costuma funcionar muito bem, e \u00e9 a que mais recomendo para quem cultiva em apartamento. Em ambientes internos com pouca luz natural, a planta tende a esticar os ramos em busca de claridade, um fen\u00f4meno conhecido como estiolamento, que compromete a beleza compacta caracter\u00edstica da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Substrato: a base de tudo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uso na Mel Garden uma mistura espec\u00edfica para suculentas e cactos, que combino eu mesma: terra vegetal, areia grossa lavada e perlita, em propor\u00e7\u00f5es aproximadas de 2:1:1. Essa combina\u00e7\u00e3o garante a drenagem r\u00e1pida que a raiz da Orelha-de-Shrek exige para n\u00e3o apodrecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um detalhe que costumo refor\u00e7ar para meus clientes \u00e9 a import\u00e2ncia do vaso ter furos de drenagem generosos. N\u00e3o adianta ter o substrato perfeito se a \u00e1gua ficar acumulada no fundo do vaso. Prefiro sempre vasos de barro ou cer\u00e2mica n\u00e3o vitrificada, que permitem a evapora\u00e7\u00e3o da umidade pelas paredes porosas, um cuidado extra que faz diferen\u00e7a real na longevidade da planta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Rega: menos \u00e9 mais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 o ponto onde mais vejo gente errar. A regra de ouro que sigo e ensino \u00e9 simples: espere o substrato secar completamente antes de regar novamente. Na pr\u00e1tica, isso costuma significar um intervalo de sete a catorze dias entre regas, variando conforme a esta\u00e7\u00e3o, a temperatura ambiente e a umidade do ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No inverno, aqui em Curitiba, onde as temperaturas caem bastante, reduzo a frequ\u00eancia ainda mais, regando \u00e0s vezes apenas uma vez por m\u00eas. A raiz da suculenta entra em um estado de repouso parcial no frio, e o excesso de \u00e1gua nesse per\u00edodo \u00e9 a causa mais comum de apodrecimento que vejo chegar at\u00e9 mim para diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aduba\u00e7\u00e3o e cuidados complementares<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um cuidado que costumo recomendar e que poucos guias mencionam \u00e9 a aduba\u00e7\u00e3o sazonal com fertilizante espec\u00edfico para suculentas e cactos, aplicado uma vez a cada dois ou tr\u00eas meses durante a primavera e o ver\u00e3o, per\u00edodo de crescimento ativo. Uso sempre uma dilui\u00e7\u00e3o bem mais fraca do que a recomendada na embalagem, porque suculentas s\u00e3o sens\u00edveis a excesso de nutrientes, especialmente nitrog\u00eanio, que pode causar crescimento fraco e suscet\u00edvel a pragas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto que aprendi com a pr\u00e1tica \u00e9 observar o comportamento das folhas como term\u00f4metro de sa\u00fade da planta. Folhas enrugadas e murchas geralmente indicam falta de \u00e1gua. J\u00e1 folhas transl\u00facidas, moles e amareladas quase sempre apontam para excesso de rega e in\u00edcio de apodrecimento radicular. Aprender a ler esses sinais \u00e9 o que diferencia quem cultiva suculentas com seguran\u00e7a de quem vive perdendo plantas sem entender o motivo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/cymbidium-a-orquidea-que-todo-florista-deveria-conhecer-e-poucos-cultivam-do-jeito-certo\/\">Cymbidium: A orqu\u00eddea que todo florista deveria conhecer \u2014 e poucos cultivam do jeito certo<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Propaga\u00e7\u00e3o: multiplicando sua Orelha-de-Shrek<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um insight que gosto muito de compartilhar na loja \u00e9 que essa suculenta \u00e9 extremamente f\u00e1cil de propagar, o que a torna perfeita para quem quer presentear amigos ou expandir a cole\u00e7\u00e3o sem gastar muito. Basta destacar uma folha saud\u00e1vel da planta-m\u00e3e, deixar a ferida cicatrizar por dois a tr\u00eas dias em local seco e arejado, e depois posicion\u00e1-la sobre substrato levemente \u00famido, sem enterrar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em poucas semanas, pequenas ra\u00edzes come\u00e7am a se formar na base, seguidas por uma mini roseta que dar\u00e1 origem a uma nova planta. \u00c9 um processo que costumo fazer com meus clientes na loja como demonstra\u00e7\u00e3o, porque a taxa de sucesso \u00e9 alta e o resultado \u00e9 gratificante at\u00e9 para quem nunca propagou uma planta antes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um cuidado especial com o inverno curitibano<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como trabalho e cultivo aqui em Curitiba, onde o inverno \u00e9 mais rigoroso do que na maior parte do Brasil, aprendi na pr\u00e1tica que a Orelha-de-Shrek tolera bem temperaturas baixas, desde que n\u00e3o haja geada direta sobre a folhagem. Em dias muito frios, costumo recolher os vasos que ficam em \u00e1reas externas e trazer para ambientes protegidos, j\u00e1 que a geada pode causar necrose nas pontas das folhas tubulares, comprometendo a est\u00e9tica caracter\u00edstica da planta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um cuidado que muitos guias sobre a esp\u00e9cie n\u00e3o mencionam, provavelmente por serem escritos pensando em climas mais quentes do Brasil. Mas para quem cultiva em regi\u00f5es de altitude ou de invernos mais severos, como o sul do pa\u00eds, esse detalhe faz toda a diferen\u00e7a entre uma planta exuberante e uma planta debilitada na primavera seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Orelha-de-Shrek \u00e9, para mim, uma das provas mais bonitas de como a natureza encontra solu\u00e7\u00f5es criativas para sobreviver em ambientes hostis. E cultiv\u00e1-la em casa \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de trazer um pouco dessa resili\u00eancia para dentro do nosso pr\u00f3prio espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ensino o cultivo completo da Crassula ovata &#8216;Gollum&#8217;, da escolha do substrato \u00e0 flora\u00e7\u00e3o, com dicas pr\u00e1ticas de quem trabalha com suculentas todos os dias<\/p>\n","protected":false},"author":990012,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[698],"tags":[301,306],"ppma_author":[395],"class_list":["post-1810","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jardinagem","tag-plantas-de-ambiente-interno","tag-suculenta","author-mel-maria"],"authors":[{"term_id":395,"user_id":990012,"is_guest":0,"slug":"mel-maria","display_name":"Mel Maria","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/50961e0508195fe342670c9ee218e6ab1b2463b7a360c03c14a381ba6a4ca049?s=96&d=mm&r=g","author_category":"2","first_name":"","last_name":"","user_url":"","job_title":"","description":"<b>Mel Maria<\/b> \u00e9 uma <b>jardineira e empreendedora<\/b> com mais de <b>10 anos de experi\u00eancia<\/b> no cultivo e com\u00e9rcio de plantas em <b>Curitiba<\/b>. Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1810"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1810\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36631,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1810\/revisions\/36631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1810"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}