{"id":31719,"date":"2025-10-24T10:27:24","date_gmt":"2025-10-24T13:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=31719"},"modified":"2026-06-07T09:39:29","modified_gmt":"2026-06-07T12:39:29","slug":"brasil-se-torna-referencia-global-em-protecao-florestal-segundo-the-economist","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/brasil-se-torna-referencia-global-em-protecao-florestal-segundo-the-economist\/","title":{"rendered":"Brasil se torna refer\u00eancia global em prote\u00e7\u00e3o florestal, segundo The Economist"},"content":{"rendered":"<div class=\"lightweight-accordion bordered\"><details><summary class=\"lightweight-accordion-title\"><span>Resumo<\/span><\/summary><div class=\"lightweight-accordion-body\"><ul>\n<li>A revista <em>The Economist<\/em> elogiou as pol\u00edticas ambientais do Brasil sob o governo Lula, destacando a redu\u00e7\u00e3o no desmatamento da Amaz\u00f4nia e o papel ativo do Estado na fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O editorial apontou a combina\u00e7\u00e3o de repress\u00e3o a crimes ambientais e incentivos como chave para o sucesso brasileiro, defendendo que esse modelo seja replicado em outros pa\u00edses tropicais.<\/li>\n<li>A regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria \u00e9 vista como essencial para controlar o desmatamento, permitindo punir quem degrada e recompensar quem conserva a floresta.<\/li>\n<li>A publica\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica tamb\u00e9m reconheceu o protagonismo das terras ind\u00edgenas na preserva\u00e7\u00e3o ambiental e o uso de tecnologias de monitoramento como ferramentas eficazes.<\/li>\n<li>Por fim, defendeu que pa\u00edses ricos devem financiar a conserva\u00e7\u00e3o das florestas, mas criticou a resist\u00eancia global e a lentid\u00e3o na consolida\u00e7\u00e3o dos mercados de carbono.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/details><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As florestas tropicais, consideradas essenciais para a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global, t\u00eam sido alvo de degrada\u00e7\u00e3o constante. No entanto, o Brasil come\u00e7a a se destacar como um exemplo positivo nesse cen\u00e1rio. Em editorial publicado no dia 23 de outubro, a revista <em>The Economist<\/em> elogiou a condu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas ambientais brasileiras sob a lideran\u00e7a do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, e defendeu que outras na\u00e7\u00f5es com vegeta\u00e7\u00e3o nativa tropical deveriam seguir caminhos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a publica\u00e7\u00e3o, o governo brasileiro tem demonstrado que \u00e9 poss\u00edvel conter o desmatamento com uma combina\u00e7\u00e3o eficiente de fiscaliza\u00e7\u00e3o, responsabiliza\u00e7\u00e3o e incentivos. A estrat\u00e9gia, conduzida principalmente pelos minist\u00e9rios do Meio Ambiente e dos Povos Ind\u00edgenas, tem como base o fortalecimento institucional de \u00f3rg\u00e3os ambientais, a repress\u00e3o ao crime ambiental e a valoriza\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais como guardi\u00e3s da floresta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes e a\u00e7\u00e3o federal coordenada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o governo anterior, o desmatamento avan\u00e7ou de forma descontrolada, enfraquecendo estruturas de controle e promovendo um discurso que antagonizava o ambientalismo com o desenvolvimento. Em contrapartida, aponta o editorial, a atual gest\u00e3o retomou o protagonismo ambiental do pa\u00eds e aplicou medidas mais equilibradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Destaque \u00e9 dado \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de agentes federais que, armados e organizados, t\u00eam atuado de forma rigorosa para desmobilizar garimpos ilegais e prender madeireiros em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, propriedades flagradas em crimes ambientais t\u00eam perdido acesso a cr\u00e9dito rural subsidiado, o que representa um desest\u00edmulo econ\u00f4mico direto \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa atua\u00e7\u00e3o mais severa se alia a um esfor\u00e7o de reconstru\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas desmanteladas nos anos anteriores, o que inclui desde a recomposi\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento ambiental at\u00e9 a retomada do monitoramento por sat\u00e9lite \u2014 tecnologia crucial que permite identificar focos de desmatamento em poucos dias e acionar as autoridades com rapidez.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria como pilar da conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos pontos mais relevantes destacados pela <em>The Economist<\/em> diz respeito \u00e0 confus\u00e3o jur\u00eddica em torno da posse da terra na Amaz\u00f4nia. Segundo o editorial, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria promovida pelo Brasil \u00e9 uma pe\u00e7a central no combate ao desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estabelecer com clareza quem s\u00e3o os propriet\u00e1rios de cada por\u00e7\u00e3o de terra, o Estado consegue responsabilizar quem destr\u00f3i e recompensar quem preserva. Esse modelo, para a revista, deveria ser replicado por outros pa\u00edses tropicais, que muitas vezes enfrentam o mesmo desafio de sobreposi\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos e aus\u00eancia de documenta\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o governo brasileiro tem refor\u00e7ado a prote\u00e7\u00e3o aos territ\u00f3rios ind\u00edgenas \u2014 reconhecidamente os mais preservados do ponto de vista ambiental. A defesa dos direitos desses povos n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o humanit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia inteligente de conserva\u00e7\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Financiamento internacional: um desafio ainda em aberto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do sucesso brasileiro, o editorial aponta um obst\u00e1culo que persiste: o financiamento externo para pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o. Embora exista um consenso de que conservar as florestas tropicais seja um bem p\u00fablico global, o apoio financeiro por parte dos pa\u00edses ricos tem sido limitado e, por vezes, simb\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>The Economist<\/em> defende um modelo direto de pagamento por resultados, utilizando imagens de sat\u00e9lite para verificar a efetividade das a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o. Governos que conseguirem comprovar a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento poderiam receber recursos de forma transparente e direta. O Brasil, inclusive, tem tentado mobilizar interesse internacional por esse formato \u2014 um esfor\u00e7o que, at\u00e9 o momento, ainda enfrenta resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, os mercados de carbono seguem em ritmo lento, dificultando a monetiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ambientais prestados por pa\u00edses como o Brasil. A dificuldade em mensurar o impacto real das a\u00e7\u00f5es e em garantir transpar\u00eancia nos projetos ainda impede que esse mecanismo se torne uma solu\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um exemplo global em um momento cr\u00edtico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O editorial conclui que o Brasil oferece ao mundo uma prova concreta de que \u00e9 poss\u00edvel conter o desmatamento sem comprometer o desenvolvimento. Pelo contr\u00e1rio: ao proteger a Amaz\u00f4nia, o pa\u00eds tamb\u00e9m protege seu pr\u00f3prio futuro agr\u00edcola, h\u00eddrico e clim\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mensagem da <em>The Economist<\/em> \u00e9 clara: preservar florestas tropicais exige vontade pol\u00edtica, tecnologia, coer\u00eancia institucional e, acima de tudo, comprometimento real. Nesse cen\u00e1rio, o Brasil reaparece como protagonista de uma agenda ambiental cada vez mais estrat\u00e9gica para o planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As florestas tropicais, consideradas essenciais para a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global, t\u00eam sido alvo de degrada\u00e7\u00e3o constante. No entanto, o Brasil come\u00e7a a se destacar como um exemplo positivo nesse cen\u00e1rio. 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