{"id":32036,"date":"2025-11-06T12:03:35","date_gmt":"2025-11-06T15:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=32036"},"modified":"2026-06-08T11:54:40","modified_gmt":"2026-06-08T14:54:40","slug":"brasil-celebra-mariangela-hungria-referencia-internacional-em-microbiologia-do-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/brasil-celebra-mariangela-hungria-referencia-internacional-em-microbiologia-do-solo\/","title":{"rendered":"Brasil celebra Mariangela Hungria, refer\u00eancia internacional em microbiologia do solo"},"content":{"rendered":"<div class=\"lightweight-accordion bordered\"><details><summary class=\"lightweight-accordion-title\"><span>Resumo<\/span><\/summary><div class=\"lightweight-accordion-body\"><ul>\n<li>Mariangela Hungria recebeu a Medalha de M\u00e9rito Apol\u00f4nio Salles por sua trajet\u00f3ria na Embrapa e por liderar o uso de bioinsumos em grande parte da agricultura brasileira.<\/li>\n<li>Suas tecnologias, como a inocula\u00e7\u00e3o e coinocula\u00e7\u00e3o de microrganismos, est\u00e3o presentes em 85% da \u00e1rea de soja cultivada no pa\u00eds, gerando economia e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/li>\n<li>A cientista foi a primeira brasileira a vencer o World Food Prize, o \u201cNobel da Agricultura\u201d, e entrou na lista TIME100 Climate 2025 pelas contribui\u00e7\u00f5es ao meio ambiente.<\/li>\n<li>Com mais de 500 publica\u00e7\u00f5es e 30 tecnologias lan\u00e7adas, Mariangela dedicou sua carreira \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de fertilizantes qu\u00edmicos por solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis.<\/li>\n<li>Sua atua\u00e7\u00e3o ser\u00e1 destaque na COP30, em Bel\u00e9m, onde defender\u00e1 o uso de bioinsumos como solu\u00e7\u00e3o eficaz para a seguran\u00e7a alimentar e redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/details><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cerim\u00f4nia realizada no Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria, em Bras\u00edlia, marcou mais do que a entrega de uma medalha. Ao conceder a <strong>Medalha de M\u00e9rito Apol\u00f4nio Salles<\/strong> \u00e0 pesquisadora da Embrapa Soja <strong>Mariangela Hungria<\/strong>, o ministro Carlos F\u00e1varo reconheceu uma trajet\u00f3ria que ajudou o Brasil a sair da depend\u00eancia de insumos qu\u00edmicos e a se tornar protagonista mundial no uso de tecnologias biol\u00f3gicas para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encontro, realizado no audit\u00f3rio Olacyr de Moraes, destacou que se trata de uma carreira constru\u00edda com coer\u00eancia cient\u00edfica, resultados no campo e impacto direto na seguran\u00e7a alimentar. Ao discursar, F\u00e1varo fez quest\u00e3o de relacionar o pr\u00eamio \u00e0 hist\u00f3ria da pr\u00f3pria Embrapa. \u201cA Embrapa \u00e9 orgulho do Brasil e refer\u00eancia mundial. Em todas as agendas internacionais, todos querem parceria com a Embrapa. Esta medalha entregue \u00e0 Mariangela representa tamb\u00e9m 52 anos de hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o ministro, lembrando que a pesquisadora foi respons\u00e1vel por desenvolver tecnologias que hoje est\u00e3o presentes na maior parte das lavouras de soja do pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele tamb\u00e9m anunciou que esta ser\u00e1 a \u00fanica entrega da honraria em seu mandato, refor\u00e7ando o car\u00e1ter excepcional da homenagem: \u201c\u00c9 uma homenagem verdadeira, de grandeza equivalente \u00e0 grandeza da homenageada. O Brasil lidera hoje o avan\u00e7o dos bioinsumos no mundo, e isso tem o dedo da Mariangela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reconhecimento que vem de dentro da casa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu agradecimento, Mariangela Hungria evidenciou o peso simb\u00f3lico de ser reconhecida pela institui\u00e7\u00e3o \u00e0 qual dedicou sua vida profissional. Segundo ela, receber a medalha no pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria e tendo a Embrapa como base t\u00e9cnica e institucional torna a conquista ainda mais significativa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu sempre digo que considero a Embrapa o bra\u00e7o de ci\u00eancia e tecnologia do Mapa, ent\u00e3o sempre me senti muito \u00e0 vontade aqui. Ser reconhecida dentro da nossa pr\u00f3pria casa tem um valor imenso\u201d, afirmou. A pesquisadora fez quest\u00e3o de dividir o pr\u00eamio com equipes de pesquisa, estudantes e colegas que ajudaram a consolidar a agricultura baseada em microrganismos no Brasil. \u201cEsse pr\u00eamio n\u00e3o \u00e9 meu, \u00e9 de todos que trabalharam comigo. Dedico esta medalha \u00e0s mulheres da ci\u00eancia e da agricultura, muitas vezes invis\u00edveis, mas essenciais para a seguran\u00e7a alimentar do pa\u00eds\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse olhar coletivo fica ainda mais expressivo quando se considera o momento em que a medalha foi entregue. A homenagem ocorreu poucos dias depois de Mariangela ter recebido, em Des Moines, nos Estados Unidos, o <strong>World Food Prize 2025<\/strong>, conhecido como o \u201cNobel da Agricultura\u201d. Ao conquistar o pr\u00eamio, ela se tornou a primeira brasileira e apenas a d\u00e9cima mulher no mundo a alcan\u00e7ar esse patamar, o que reafirma o lugar da ci\u00eancia brasileira no debate global sobre produ\u00e7\u00e3o de alimentos e sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A cientista que fez do solo uma fonte de fertilidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Formada em Engenharia Agron\u00f4mica pela Esalq\/USP, com mestrado em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas e doutorado em Ci\u00eancia do Solo, Mariangela ingressou na Embrapa em 1982 e desde ent\u00e3o dirigiu seus esfor\u00e7os \u00e0 <strong>microbiologia do solo<\/strong>. Seu objetivo era claro: mostrar que microrganismos bem selecionados podem substituir total ou parcialmente os fertilizantes nitrogenados, reduzir custos de produ\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente. Esse caminho permitiu ao Brasil consolidar um modelo de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que alia alta produtividade com redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tecnologias que ajudou a desenvolver est\u00e3o hoje em aproximadamente <strong>85% da \u00e1rea de soja cultivada no pa\u00eds<\/strong>, al\u00e9m de terem sido adaptadas para culturas como feij\u00e3o, milho, trigo e pastagens. A ado\u00e7\u00e3o em larga escala da <strong>inocula\u00e7\u00e3o com bact\u00e9rias fixadoras de nitrog\u00eanio<\/strong>, especialmente Bradyrhizobium, tornou poss\u00edvel que o produtor alcan\u00e7asse altos rendimentos sem recorrer ao uso de adubos nitrogenados, tradicionalmente caros e dependentes do mercado externo. Em 2024, somente a substitui\u00e7\u00e3o desses fertilizantes por bioinsumos gerou uma economia estimada de <strong>US$ 25 bilh\u00f5es<\/strong> para o Brasil e evitou a emiss\u00e3o de mais de <strong>230 milh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 equivalentes<\/strong> na atmosfera, resultados que traduzem a dimens\u00e3o ambiental e econ\u00f4mica da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inova\u00e7\u00f5es que chegam ao produtor<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de mais de quatro d\u00e9cadas de trabalho, Mariangela participou do lan\u00e7amento de mais de <strong>30 tecnologias<\/strong> com foco na fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio e no uso de bact\u00e9rias promotoras de crescimento de plantas. A inocula\u00e7\u00e3o anual da soja, mesmo em \u00e1reas j\u00e1 inoculadas anteriormente, garante em m\u00e9dia <strong>8% de incremento na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os<\/strong>, o que \u00e9 expressivo quando se pensa em milh\u00f5es de hectares. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a cientista foi uma das respons\u00e1veis por introduzir, no Brasil, a <strong>coinocula\u00e7\u00e3o<\/strong> de soja, combinando Bradyrhizobium com <strong>Azospirillum brasilense<\/strong> para potencializar o desenvolvimento da planta. Em pouco mais de uma d\u00e9cada, essa tecnologia j\u00e1 alcan\u00e7ou cerca de 35% da \u00e1rea total de soja cultivada, o que demonstra o grau de confian\u00e7a do produtor rural nas solu\u00e7\u00f5es da Embrapa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o n\u00e3o ficou restrito \u00e0 oleaginosa. A pesquisadora coordenou trabalhos que permitiram recomendar riz\u00f3bios e coinocula\u00e7\u00e3o para o feijoeiro e ampliar o uso de Azospirillum para o milho, o trigo e pastagens de braqui\u00e1ria. Em 2021, sua equipe apresentou uma inova\u00e7\u00e3o que possibilita reduzir em <strong>25% a aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada de cobertura no milho<\/strong> por meio da inocula\u00e7\u00e3o com Azospirillum, gerando ganhos diretos ao produtor e reduzindo a pegada de carbono da cultura. Esse tipo de resultado ajuda a explicar por que a ci\u00eancia p\u00fablica brasileira \u00e9 hoje refer\u00eancia quando o assunto \u00e9 agricultura de baixo carbono.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A for\u00e7a da ci\u00eancia p\u00fablica brasileira<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presidente da Embrapa, <strong>Silvia Massruh\u00e1<\/strong>, ressaltou na solenidade que a medalha repousa sobre o nome de uma pesquisadora, mas representa o esfor\u00e7o de d\u00e9cadas da empresa em provar que \u00e9 poss\u00edvel produzir mais com menos impacto ambiental. \u201cEsta medalha repousa sobre os ombros da Mariangela, mas suas ra\u00edzes est\u00e3o fincadas em quatro d\u00e9cadas de pesquisa e milh\u00f5es de hectares transformados. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela mostrou ao Brasil e ao mundo que o solo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ch\u00e3o, \u00e9 vida\u201d, afirmou. Para Massruh\u00e1, que \u00e9 a primeira mulher a presidir a Embrapa, o reconhecimento internacional de Mariangela refor\u00e7a o papel da empresa como indutora de inova\u00e7\u00e3o e garante que novas gera\u00e7\u00f5es de cientistas possam seguir o mesmo caminho. \u201cCom ci\u00eancia p\u00fablica e compromisso social, a Embrapa seguir\u00e1 formando muitas outras Mariangelas\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria da pesquisadora tamb\u00e9m se conecta a nomes que marcaram a ci\u00eancia tropical. No doutorado, ela foi orientada pela refer\u00eancia mundial <strong>Johanna D\u00f6bereiner<\/strong>, que abriu as portas para a fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio em culturas agr\u00edcolas e mostrou que os tr\u00f3picos poderiam ter um modelo de produ\u00e7\u00e3o distinto do adotado em pa\u00edses de clima temperado. A partir dessa base, Mariangela aprofundou a pesquisa, firmou parcerias nacionais e internacionais, realizou p\u00f3s-doutorados em universidades dos Estados Unidos e Espanha e hoje contabiliza <strong>mais de 500 publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, t\u00e9cnicas e em livros<\/strong>, al\u00e9m de ter orientado mais de 200 alunos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00eamios, proje\u00e7\u00e3o internacional e agenda clim\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O reconhecimento conquistado nos \u00faltimos anos mostra que a contribui\u00e7\u00e3o da pesquisadora ultrapassou a fronteira da agronomia e passou a ser vista tamb\u00e9m como uma a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para o clima. Mariangela integra a <strong>Ordem Nacional do M\u00e9rito Cient\u00edfico<\/strong>, \u00e9 membro da <strong>Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/strong>, da <strong>Academia Brasileira de Ci\u00eancia Agron\u00f4mica<\/strong> e da <strong>Academia Mundial de Ci\u00eancias<\/strong>, al\u00e9m de figurar, desde 2020, entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo em levantamento da Universidade de Stanford. Em 2025, voltou ao topo das \u00e1reas de Fitotecnia, Agronomia e Microbiologia em listas internacionais que monitoram impacto cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, ela recebeu o <strong>Pr\u00eamio Mulheres e Ci\u00eancia<\/strong>, promovido pelo CNPq em parceria com o Minist\u00e9rio das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina e Caribe, e passou a integrar a <strong>lista TIME100 Climate 2025<\/strong>, que re\u00fane as 100 personalidades mais influentes na agenda clim\u00e1tica global. Ao comentar a inclus\u00e3o, Mariangela destacou que trabalhar com bioinsumos \u00e9 uma forma concreta de defender o planeta: \u201cTrabalhar com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos almejando a seguran\u00e7a alimentar usando pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis que permitem \u2018defender\u2019 o planeta \u00e9 um privil\u00e9gio. Passei a vida pesquisando sobre a substitui\u00e7\u00e3o de qu\u00edmicos por biol\u00f3gicos na agricultura, sempre que poss\u00edvel. Esse reconhecimento tem um valor enorme, pois valoriza a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis na agricultura\u201d, comemorou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa atua\u00e7\u00e3o ter\u00e1 continuidade na <strong><a href=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/noticias\/cop30-deve-consolidar-caminho-para-neutralidade-climatica-e-protecao-da-amazonia\/\">COP30<\/a><\/strong>, em Bel\u00e9m (PA), onde a pesquisadora participar\u00e1 das<a href=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/noticias\/agrizone-conecta-inovacao-e-tradicao-em-espaco-da-embrapa-na-cop30\/\"> a\u00e7\u00f5es da Embrapa na Agrizone<\/a>. A proposta \u00e9 apresentar, para governos e institui\u00e7\u00f5es internacionais, evid\u00eancias de que a agricultura tropical consegue mitigar emiss\u00f5es de gases de efeito estufa quando adota inoculantes e tecnologias microbiol\u00f3gicas. \u201cEspero transmitir a mensagem sobre a viabilidade do uso de produtos biol\u00f3gicos para substituir agroqu\u00edmicos. Com isso, mitigamos a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa e tamb\u00e9m aumentamos o acesso a alimentos de qualidade\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma trajet\u00f3ria coerente com o futuro do agro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascida em S\u00e3o Paulo em 1958 e criada em Itapetininga (SP), Mariangela sempre declarou que sua motiva\u00e7\u00e3o veio da curiosidade sobre os elementos que sustentam a vida no campo: o solo, a \u00e1gua e o ar. Essa curiosidade se transformou em linha de pesquisa e, depois, em pol\u00edtica p\u00fablica, j\u00e1 que hoje os inoculantes fazem parte da rotina de plantio da soja brasileira. \u201cSempre acreditei na vida no solo, nos microrganismos restaurando a fertilidade, em uma agricultura altamente produtiva que n\u00e3o prejudica o meio ambiente. Nunca me desviei nem um mil\u00edmetro do que eu acreditava\u201d, ressaltou. Essa fidelidade cient\u00edfica permitiu que suas descobertas chegassem ao produtor e fossem incorporadas pelas principais cadeias produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Medalha de M\u00e9rito Apol\u00f4nio Salles<\/strong>, criada em 1987 para distinguir personalidades que prestam servi\u00e7os relevantes \u00e0 agricultura brasileira, ganha, portanto, um novo significado ao ser entregue a uma pesquisadora que transformou milh\u00f5es de hectares com ci\u00eancia. A solenidade contou com a presen\u00e7a do secret\u00e1rio-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, al\u00e9m de representantes do setor produtivo, da academia e de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, todos reconhecendo que o avan\u00e7o brasileiro em bioinsumos tem nome, m\u00e9todo e resultados concretos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cerim\u00f4nia realizada no Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria, em Bras\u00edlia, marcou mais do que a entrega de uma medalha. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32036","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32036"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32036\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32038,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32036\/revisions\/32038"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32036"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=32036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}