{"id":32579,"date":"2025-12-02T08:14:21","date_gmt":"2025-12-02T11:14:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=32579"},"modified":"2026-05-19T12:13:53","modified_gmt":"2026-05-19T15:13:53","slug":"herbario-da-usp-um-museu-de-plantas-que-guarda-a-memoria-da-biodiversidade-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/herbario-da-usp-um-museu-de-plantas-que-guarda-a-memoria-da-biodiversidade-brasileira\/","title":{"rendered":"Herb\u00e1rio da USP: um museu de plantas que guarda a mem\u00f3ria da biodiversidade brasileira"},"content":{"rendered":"<div class=\"lightweight-accordion bordered\"><details><summary class=\"lightweight-accordion-title\"><span>Resumo<\/span><\/summary><div class=\"lightweight-accordion-body\"><p>\n\u2022 O Herb\u00e1rio SPF da USP re\u00fane mais de 270 mil exemplares prensados, formando uma verdadeira \u201cbiblioteca de plantas\u201d usada em pesquisas sobre biodiversidade e impacto ambiental.<br \/>\n\u2022 Sua origem remonta \u00e0 d\u00e9cada de 1930, com a cole\u00e7\u00e3o de Wilson Hoehne, e cresceu com coletas pela Mata Atl\u00e2ntica e a incorpora\u00e7\u00e3o de acervos hist\u00f3ricos como o de Goro Hashimoto.<br \/>\n\u2022 O espa\u00e7o preserva registros de esp\u00e9cies raras, algumas oriundas de \u00e1reas hoje inexistentes, tornando-se refer\u00eancia para estudos taxon\u00f4micos, biotecnol\u00f3gicos e de conserva\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2022 O fitot\u00e9rio do Instituto de Bioci\u00eancias complementa o herb\u00e1rio com cole\u00e7\u00f5es vivas, estufas e esp\u00e9cies como vit\u00f3rias-r\u00e9gias, oferecendo um ambiente did\u00e1tico para ensino e pesquisa.<br \/>\n\u2022 As visitas ao fitot\u00e9rio s\u00e3o abertas ao p\u00fablico, enquanto o herb\u00e1rio recebe apenas visitas monitoradas; parte do acervo tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel online pelo Reflora.<\/p>\n<\/div><\/details><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto de Bioci\u00eancias (IB) da USP abriga um verdadeiro museu de plantas que vai muito al\u00e9m da contempla\u00e7\u00e3o. O Herb\u00e1rio SPF, como \u00e9 conhecido internacionalmente, re\u00fane um acervo impressionante, com mais de 270 mil exemplares de esp\u00e9cies coletadas ao longo de mais de nove d\u00e9cadas de hist\u00f3ria. Cada amostra prensada e desidratada guarda, em sil\u00eancio, informa\u00e7\u00f5es sobre a flora brasileira e de outras regi\u00f5es, servindo como ponto de partida para pesquisas que ajudam a entender a biodiversidade e os impactos das a\u00e7\u00f5es humanas sobre o ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao comentar o funcionamento desse tipo de acervo, o vice-curador Ot\u00e1vio Luis Marques da Silva costuma fazer uma compara\u00e7\u00e3o que aproxima o p\u00fablico da rotina da bot\u00e2nica: o herb\u00e1rio funciona como uma biblioteca, mas em vez de livros, s\u00e3o as plantas que ocupam as \u201cprateleiras\u201d. Primeiro, elas s\u00e3o coletadas em campo, depois prensadas, secas, identificadas e registradas com todo o hist\u00f3rico de origem. Assim, qualquer pesquisador pode consultar essas \u201cp\u00e1ginas vegetais\u201d e revisitar, por meio delas, paisagens que muitas vezes j\u00e1 n\u00e3o existem mais como eram quando o material foi coletado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9, afinal, um herb\u00e1rio?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um herb\u00e1rio \u00e9 um espa\u00e7o dedicado a reunir, organizar e preservar cole\u00e7\u00f5es de plantas desidratadas, geralmente prensadas em folhas de papel especial, acompanhadas de etiquetas com dados detalhados: local de coleta, altitude, data, nome do coletor e identifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Esse cuidado transforma cada amostra em um documento hist\u00f3rico da vegeta\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitas institui\u00e7\u00f5es pelo mundo, os herb\u00e1rios concentram exemplares coletados h\u00e1 s\u00e9culos, que continuam sendo usados como refer\u00eancia at\u00e9 hoje. No caso do Herb\u00e1rio SPF, o processo n\u00e3o \u00e9 diferente: o material serve de base para estudos de taxonomia, isto \u00e9, a classifica\u00e7\u00e3o e a descri\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, mas tamb\u00e9m alimenta pesquisas em ecologia, biogeografia e biotecnologia. \u00c9 a partir desse tipo de acervo que se tornam poss\u00edveis compara\u00e7\u00f5es entre diferentes \u00e9pocas, permitindo avaliar, por exemplo, a perda de habitats, mudan\u00e7as de distribui\u00e7\u00e3o das plantas e at\u00e9 efeitos de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sobre a flora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o estudo taxon\u00f4mico apoiado em cole\u00e7\u00f5es bem documentadas abre caminho para identificar caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas que podem ser \u00fateis para aprimorar plantas de import\u00e2ncia econ\u00f4mica, seja em programas de melhoramento, seja em pesquisas que buscam novos compostos de interesse farmac\u00eautico ou agr\u00edcola. Assim, o herb\u00e1rio se consolida como um elo entre conhecimento b\u00e1sico em bot\u00e2nica e aplica\u00e7\u00f5es concretas em diversas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma hist\u00f3ria que come\u00e7a com plantas medicinais e ganha o Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria do Herb\u00e1rio SPF remonta ao in\u00edcio da d\u00e9cada de 1930. Sua origem est\u00e1 associada \u00e0 cole\u00e7\u00e3o de plantas do professor Wilson Hoehne, ent\u00e3o ligado \u00e0 antiga Faculdade de Farm\u00e1cia. Na \u00e9poca, o foco principal eram as esp\u00e9cies medicinais, que despertavam interesse tanto cient\u00edfico quanto farmac\u00eautico. Com o passar dos anos, entretanto, o acervo se expandiu para muito al\u00e9m desse recorte inicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coletas em diferentes regi\u00f5es do Estado de S\u00e3o Paulo e em \u00e1reas-chave da Mata Atl\u00e2ntica, incluindo locais como Jales e trechos da Serra do Mar, ampliaram a diversidade de esp\u00e9cies registradas. Quando o Departamento de Bot\u00e2nica foi transferido para o Instituto de Bioci\u00eancias, o herb\u00e1rio passou a funcionar no IB, e a pesquisa em bot\u00e2nica intensificou ainda mais o ritmo de crescimento da cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os epis\u00f3dios marcantes dessa hist\u00f3ria est\u00e1 a incorpora\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o do imigrante japon\u00eas Goro Hashimoto. Encantado pela flora brasileira, ele reuniu por conta pr\u00f3pria cerca de 43 mil amostras, muitas coletadas em \u00e1reas que hoje j\u00e1 n\u00e3o conservam vegeta\u00e7\u00e3o original. Um exemplo simb\u00f3lico \u00e9 o antigo Parque Nacional de Sete Quedas, no Paran\u00e1, que desapareceu sob as \u00e1guas da represa da usina hidrel\u00e9trica de Itaipu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao comentar a chegada desse acervo, o curador Jos\u00e9 Rubens Pirani sublinha a dimens\u00e3o hist\u00f3rica e cient\u00edfica desse gesto de preserva\u00e7\u00e3o. Para ele, acolher o material foi uma responsabilidade do Instituto de Bioci\u00eancias, justamente por se tratar de uma documenta\u00e7\u00e3o \u00fanica da flora de v\u00e1rias regi\u00f5es do Pa\u00eds. Ao serem incorporadas ao Herb\u00e1rio SPF, essas amostras passaram a integrar uma estrutura preparada para seu cuidado a longo prazo e, ao mesmo tempo, passaram a estar dispon\u00edveis para novas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Herb\u00e1rio, biodiversidade e impacto ambiental<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao olhar para as prateleiras cheias de pastas e caixas cuidadosamente organizadas, pode ser dif\u00edcil imaginar o alcance desse tipo de cole\u00e7\u00e3o para o futuro dos ambientes naturais. Entretanto, cada ficha catalogada se transforma em um ponto de refer\u00eancia em mapas e bancos de dados, permitindo reconstruir a distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para estudos de impacto ambiental, uma vez que ajudam a responder perguntas como: quais esp\u00e9cies ocorrem em determinada \u00e1rea antes da implanta\u00e7\u00e3o de uma obra? Quais grupos de plantas s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0 perda de habitats? Como a vegeta\u00e7\u00e3o se reorganiza depois de um grande dist\u00farbio?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, cole\u00e7\u00f5es como o Herb\u00e1rio SPF s\u00e3o essenciais para entender a diversidade real de plantas em um pa\u00eds megadiverso como o Brasil. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o conhecidas apenas a partir de poucos registros, e alguns desses registros est\u00e3o justamente em herb\u00e1rios universit\u00e1rios. Assim, quando se discute conserva\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de unidades de prote\u00e7\u00e3o, \u00e9 esse tipo de dado que ajuda a embasar decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fitot\u00e9rio: o jardim vivo que complementa as cole\u00e7\u00f5es prensadas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o herb\u00e1rio \u00e9 a mem\u00f3ria em papel da flora, o fitot\u00e9rio do Instituto de Bioci\u00eancias funciona como sua extens\u00e3o viva. Trata-se de um jardim did\u00e1tico que apoia tanto as aulas quanto as pesquisas, e que tamb\u00e9m se abre ao p\u00fablico interessado em conhecer mais de perto a diversidade de esp\u00e9cies vegetais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espa\u00e7o re\u00fane casas de vegeta\u00e7\u00e3o, estufas climatizadas, lagos e cole\u00e7\u00f5es de plantas organizadas de forma a facilitar o estudo e a observa\u00e7\u00e3o. Entre os destaques, est\u00e3o as vit\u00f3rias-r\u00e9gias trazidas do bioma amaz\u00f4nico, que despertam curiosidade pela dimens\u00e3o das folhas e pela beleza das flores. A proposta, no entanto, vai al\u00e9m da contempla\u00e7\u00e3o: ao caminhar pelo fitot\u00e9rio, \u00e9 poss\u00edvel perceber como diferentes esp\u00e9cies se adaptam a luz, umidade, solo e microclimas diversos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pirani costuma lembrar que quem visita o fitot\u00e9rio quase sempre encontra algo em flora\u00e7\u00e3o ou em fase de frutifica\u00e7\u00e3o, o que torna cada passeio diferente. Assim, al\u00e9m de servir de laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto para estudantes, o espa\u00e7o tamb\u00e9m se torna uma porta de entrada para que o p\u00fablico em geral se aproxime da bot\u00e2nica e da import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da flora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como visitar o Herb\u00e1rio SPF e o fitot\u00e9rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Herb\u00e1rio SPF e o fitot\u00e9rio est\u00e3o localizados no Instituto de Bioci\u00eancias da USP, na Rua do Mat\u00e3o, 277, na Cidade Universit\u00e1ria, bairro do Butant\u00e3, em S\u00e3o Paulo. Quem deseja conhecer o jardim did\u00e1tico pode visitar o fitot\u00e9rio de segunda a sexta-feira, das 8h \u00e0s 17h. As visitas s\u00e3o abertas ao p\u00fablico nesse hor\u00e1rio, o que permite que estudantes, fam\u00edlias e curiosos tenham contato direto com as cole\u00e7\u00f5es vivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As escolas que desejam uma experi\u00eancia mais guiada podem agendar visitas monitoradas ao fitot\u00e9rio pelo e-mail <strong><a>sec_bot@ib.usp.br<\/a><\/strong> ou pelo telefone <strong>3091-7547<\/strong>. No caso do herb\u00e1rio, a visita\u00e7\u00e3o \u00e9 exclusivamente monitorada e tamb\u00e9m exige agendamento pelos mesmos contatos, justamente porque se trata de um ambiente de trabalho cient\u00edfico, com materiais sens\u00edveis e regras espec\u00edficas de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do acervo f\u00edsico, o Instituto de Bioci\u00eancias disponibiliza informa\u00e7\u00f5es e conte\u00fados adicionais em seus canais oficiais. Mais detalhes sobre o Departamento de Bot\u00e2nica e as atividades da unidade podem ser encontrados no site <strong>ib.usp.br\/botanica<\/strong> e no Instagram <strong>@biocienciausp<\/strong>, que costuma divulgar bastidores de pesquisas, a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o e curiosidades sobre o universo das plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem n\u00e3o pode ir at\u00e9 a Cidade Universit\u00e1ria, o cat\u00e1logo do acervo tamb\u00e9m pode ser consultado digitalmente, por meio do site <strong>reflora.jbrj.gov.br<\/strong>, onde parte das informa\u00e7\u00f5es do Herb\u00e1rio SPF est\u00e1 integrada a uma plataforma ampla de registros bot\u00e2nicos do Brasil. Dessa forma, o que come\u00e7ou como uma cole\u00e7\u00e3o f\u00edsica constru\u00edda ao longo de d\u00e9cadas se abre ao mundo em formato virtual, mantendo viva a fun\u00e7\u00e3o do herb\u00e1rio como biblioteca de plantas, agora acess\u00edvel a um p\u00fablico ainda maior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Bioci\u00eancias (IB) da USP abriga um verdadeiro museu de plantas que vai muito al\u00e9m da contempla\u00e7\u00e3o. O Herb\u00e1rio SPF, como \u00e9 conhecido internacionalmente, re\u00fane um acervo impressionante, com mais de 270 mil exemplares de esp\u00e9cies coletadas ao longo de mais de nove d\u00e9cadas de hist\u00f3ria. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32579"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32579\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32581,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32579\/revisions\/32581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32579"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=32579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}