{"id":32676,"date":"2025-12-05T09:06:37","date_gmt":"2025-12-05T12:06:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=32676"},"modified":"2026-06-08T08:16:43","modified_gmt":"2026-06-08T11:16:43","slug":"ervilha-de-cheiro-guia-completo-para-cultivar-a-flor-perfumada-que-encanta-no-paisagismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/ervilha-de-cheiro-guia-completo-para-cultivar-a-flor-perfumada-que-encanta-no-paisagismo\/","title":{"rendered":"Ervilha-de-cheiro: guia completo para cultivar a flor perfumada que encanta no paisagismo"},"content":{"rendered":"<div class=\"lightweight-accordion bordered\"><details><summary class=\"lightweight-accordion-title\"><span>Resumo<\/span><\/summary><div class=\"lightweight-accordion-body\"><p>\n\u2022 A ervilha-de-cheiro \u00e9 uma trepadeira mediterr\u00e2nea de perfume marcante e flores delicadas, ideal para pergolados, cercas e maci\u00e7os floridos.<br \/>\n\u2022 Suas p\u00e9talas surgem em diversas cores e trazem leveza, movimento e forte apelo ornamental ao paisagismo.<br \/>\n\u2022 Prefere temperaturas amenas, solo f\u00e9rtil e bem drenado, al\u00e9m de regas frequentes que mantenham o substrato levemente \u00famido.<br \/>\n\u2022 Possui ciclo anual, florescendo intensamente por alguns meses; depois seca, devendo ser replantada por sementes a cada temporada.<br \/>\n\u2022 N\u00e3o \u00e9 comest\u00edvel e carrega simbolismo hist\u00f3rico, sendo associada \u00e0 gratid\u00e3o e hospitalidade desde a Era Vitoriana.<\/p>\n<\/div><\/details><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ervilha-de-cheiro parece ter sa\u00eddo de um jardim rom\u00e2ntico do sul da Europa, onde o perfume doce das flores se mistura ao vento fresco das manh\u00e3s costeiras. Suas p\u00e9talas delicadas, que lembram pequenas borboletas, surgem em tons que v\u00e3o do rosa ao vermelho, passando por brancos suaves e varia\u00e7\u00f5es bicolores que iluminam qualquer composi\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica. Embora delicada na apar\u00eancia, trata-se de uma esp\u00e9cie surpreendentemente vigorosa, capaz de revestir cercas, pergolados e \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o no jardim, criando massas floridas que chamam aten\u00e7\u00e3o pelo colorido e pela fragr\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o engenheiro agr\u00f4nomo <strong><a href=\"https:\/\/br.linkedin.com\/in\/eduardo-funari-450942275\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eduardo Funari<\/a><\/strong>, a ervilha-de-cheiro tem uma aptid\u00e3o natural para o uso ornamental, sobretudo como trepadeira de suporte leve. \u201c\u00c9 uma planta muito indicada para pergolados, cercas-vivas e \u00e1reas de divisa, onde podem ser formados maci\u00e7os vegetais. Por apresentar comportamento de trepadeira, desde que haja uma estrutura de apoio adequada, \u00e9 poss\u00edvel conduzi-la facilmente como cerca-viva\u201d, explica o especialista \u00e0 frente do Funari Paisagismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, como observa o arquiteto e urbanista <strong>F\u00e1bio Assef<\/strong>, a planta tamb\u00e9m pode ganhar protagonismo em grandes maci\u00e7os floridos, oferecendo um preenchimento vibrante e arom\u00e1tico ao jardim. Esse uso mais expansivo refor\u00e7a o car\u00e1ter ornamental da esp\u00e9cie e amplia as possibilidades de composi\u00e7\u00e3o para quem deseja destacar cores e texturas de forma natural.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Origem mediterr\u00e2nea e caracter\u00edsticas marcantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome cient\u00edfico <em>Lathyrus odoratus<\/em> n\u00e3o foi escolhido por acaso. A palavra <em>lathyros<\/em> faz refer\u00eancia ao formato das vagens t\u00edpico das leguminosas, enquanto <em>odoratus<\/em> destaca uma das maiores virtudes da esp\u00e9cie: o aroma inconfund\u00edvel de suas flores. O nome popular, por sua vez, deriva da semelhan\u00e7a entre a planta e a ervilha tradicional, tanto pela forma das vagens quanto pelo perfume suave que surge com a flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32678\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-300x300.jpg 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-768x768.jpg 768w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-96x96.jpg 96w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-75x75.jpg 75w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-350x350.jpg 350w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2-750x750.jpg 750w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-2.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nativa das regi\u00f5es costeiras da It\u00e1lia e da Sic\u00edlia, a ervilha-de-cheiro prefere temperaturas amenas e ciclos de luz abundante. Trata-se de uma esp\u00e9cie de pequeno porte, que pode variar entre 60 cent\u00edmetros e 2 metros conforme a variedade, mantendo sempre um aspecto leve e delicado que funciona muito bem em jardins rom\u00e2nticos ou em composi\u00e7\u00f5es mais exuberantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como cuidar da ervilha-de-cheiro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cultivo da ervilha-de-cheiro exige aten\u00e7\u00e3o especialmente ao clima, \u00e0 luminosidade e \u00e0 estrutura de sustenta\u00e7\u00e3o. Por ser uma esp\u00e9cie t\u00edpica de regi\u00f5es mediterr\u00e2neas, ela se desenvolve melhor quando as temperaturas permanecem frescas, sem extremos de calor. A bi\u00f3loga e paisagista <strong>Melina Alvarez<\/strong> refor\u00e7a essa necessidade ao explicar que \u201ctemperaturas mais frescas incentivam o desenvolvimento r\u00e1pido e a flora\u00e7\u00e3o abundante, enquanto o calor excessivo pode reduzir a durabilidade das flores e encurtar o ciclo da esp\u00e9cie. Ela aprecia ambientes bem iluminados, com sol da manh\u00e3 ou meia-sombra em regi\u00f5es mais quentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O solo ideal deve ser f\u00e9rtil, leve e bem drenado, rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica, o que garante nutri\u00e7\u00e3o e estrutura adequadas para o crescimento da planta. No entanto, apesar de detestar encharcamento \u2014 j\u00e1 que suas ra\u00edzes s\u00e3o sens\u00edveis a fungos \u2014 a esp\u00e9cie gosta de umidade constante. Por isso, as regas precisam ser frequentes, mantendo o substrato levemente \u00famido, mas nunca saturado de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por ter ciclo anual, a ervilha-de-cheiro germina, cresce, floresce intensamente e forma sementes em poucos meses. \u201cEm climas mais amenos, o ciclo completo costuma durar de 4 a 6 meses, desde o plantio ao fim da flora\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, a planta seca, e o ideal \u00e9 plantar a partir das sementes para uma nova flora\u00e7\u00e3o no ano seguinte\u201d, orienta Eduardo Funari.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atributos ornamentais e usos no paisagismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do perfume doce e marcante, a ervilha-de-cheiro se destaca pela enorme variedade de cores, incluindo tons rosados, vermelhos profundos, brancos, roxos e at\u00e9 padr\u00f5es bicolores raros. Essa diversidade permite criar composi\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas, vibrantes ou delicadas, conforme a inten\u00e7\u00e3o do projeto paisag\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32679\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-150x150.jpg 150w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-768x768.jpg 768w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-96x96.jpg 96w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-75x75.jpg 75w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-350x350.jpg 350w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3-750x750.jpg 750w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ervilha-de-cheiro-3.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No paisagismo, funciona como uma esp\u00e9cie vers\u00e1til, ideal para revestir estruturas verticais, formar maci\u00e7os coloridos ou criar passagens floridas ao longo de caminhos e limites do jardim. Sua presen\u00e7a traz movimento visual, leveza e um discreto perfume que se espalha ao entardecer, refor\u00e7ando o car\u00e1ter sensorial das \u00e1reas externas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curiosidades e cuidados adicionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora perten\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia das leguminosas, a ervilha-de-cheiro <strong>n\u00e3o \u00e9 comest\u00edvel<\/strong>. Suas sementes e vagens cont\u00eam subst\u00e2ncias potencialmente t\u00f3xicas a humanos e animais quando ingeridas, podendo interferir em processos metab\u00f3licos importantes. Por isso, recomenda-se aten\u00e7\u00e3o em jardins frequentados por crian\u00e7as e pets.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de seu apelo ornamental, a esp\u00e9cie carrega uma longa hist\u00f3ria simb\u00f3lica. <strong>Melina Alvarez<\/strong> destaca que a ervilha-de-cheiro esteve presente em cerim\u00f4nias europeias por s\u00e9culos. \u201cNo per\u00edodo vitoriano, simbolizava boas-vindas e gratid\u00e3o. O perfume suave e o aspecto delicado das flores refor\u00e7aram essa ideia de hospitalidade e afeto, por isso era comum encontr\u00e1-la em arranjos colocados na entrada das casas ou oferecida como lembran\u00e7a em reuni\u00f5es sociais\u201d, explica a paisagista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ervilha-de-cheiro parece ter sa\u00eddo de um jardim rom\u00e2ntico do sul da Europa, onde o perfume doce das flores se mistura ao vento fresco das manh\u00e3s costeiras. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32676"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32676\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32680,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32676\/revisions\/32680"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32677"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32676"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=32676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}