{"id":33535,"date":"2026-01-28T14:22:16","date_gmt":"2026-01-28T17:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=33535"},"modified":"2026-06-07T18:41:24","modified_gmt":"2026-06-07T21:41:24","slug":"panc-ganham-espaco-na-agricultura-familiar-e-impulsionam-sistemas-mais-sustentaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/panc-ganham-espaco-na-agricultura-familiar-e-impulsionam-sistemas-mais-sustentaveis\/","title":{"rendered":"PANC ganham espa\u00e7o na agricultura familiar e impulsionam sistemas mais sustent\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meio aos debates sobre seguran\u00e7a alimentar, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e valoriza\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira, as Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais voltam ao centro das aten\u00e7\u00f5es como uma alternativa concreta para a agricultura familiar. Embora muitas ainda sejam vistas como \u201cmato\u201d ou plantas espont\u00e2neas, essas esp\u00e9cies carregam alto valor nutricional, rusticidade e forte conex\u00e3o com os territ\u00f3rios onde se desenvolvem. Foi justamente esse potencial que ganhou evid\u00eancia durante o Dia de Campo realizado no S\u00edtio Agroecol\u00f3gico da Embrapa Meio Ambiente, no interior paulista, reunindo agricultores, t\u00e9cnicos e gestores interessados em ampliar horizontes produtivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da programa\u00e7\u00e3o, os participantes puderam conhecer de perto \u00e1reas experimentais dedicadas \u00e0s PANC, onde pr\u00e1ticas de cultivo, propaga\u00e7\u00e3o e manejo v\u00eam sendo avaliadas de forma participativa. Al\u00e9m disso, a troca direta entre pesquisadores e agricultores refor\u00e7ou um dos pilares da agroecologia: o conhecimento constru\u00eddo coletivamente, a partir da realidade do campo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Biodiversidade e soberania alimentar no centro do debate<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As PANC englobam esp\u00e9cies nativas, naturalizadas e at\u00e9 ex\u00f3ticas bem adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais de solo e clima. Justamente por essa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, exigem menos insumos e apresentam bom desempenho mesmo em ambientes considerados adversos. Entretanto, seu uso ainda \u00e9 limitado pela falta de informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e de valoriza\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Joel Queiroga, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e um dos coordenadores do evento, o resgate dessas plantas est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de sistemas alimentares mais aut\u00f4nomos. <em>\u201cAs PANC ampliam o repert\u00f3rio alimentar, reduzem a depend\u00eancia de agricultores \u00e0s poucas culturas dominantes e fortalecem a seguran\u00e7a e a soberania alimentar. S\u00e3o esp\u00e9cies que dialogam com o territ\u00f3rio, com a cultura local e com a realidade da agricultura familiar\u201d<\/em>, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa perspectiva refor\u00e7a que diversificar n\u00e3o \u00e9 apenas uma escolha produtiva, mas tamb\u00e9m estrat\u00e9gica. Ao incorporar novas esp\u00e9cies ao sistema, o agricultor dilui riscos, melhora o aproveitamento da \u00e1rea e contribui para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade regional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do \u201cmato\u201d ao prato: mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos pontos centrais discutidos no encontro foi o desafio cultural que envolve as PANC. Muitas dessas plantas fazem parte da paisagem rural h\u00e1 d\u00e9cadas, por\u00e9m foram gradualmente exclu\u00eddas das cadeias produtivas convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Guilherme Reis Ranieri, autor de \u201cMatos de Comer\u201d, o desconhecimento ainda \u00e9 a principal barreira. <em>\u201cMuitas PANC s\u00e3o vistas como mato ou plantas sem valor, quando, na verdade, t\u00eam grande potencial nutricional e culin\u00e1rio. O trabalho de divulga\u00e7\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para mudar essa percep\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, al\u00e9m do cultivo, a capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e a valoriza\u00e7\u00e3o gastron\u00f4mica tornam-se etapas fundamentais. Durante o Dia de Campo, a degusta\u00e7\u00e3o de diferentes esp\u00e9cies evidenciou como essas plantas podem agregar sabor, identidade regional e valor comercial aos produtos da agricultura familiar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cons\u00f3rcios e sistemas integrados ampliam efici\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto relevante apresentado no evento foi a integra\u00e7\u00e3o das PANC em arranjos produtivos mais amplos. O cultivo consorciado de mandioca em faixas rotativas, por exemplo, demonstrou que a inclus\u00e3o dessas esp\u00e9cies pode aumentar a efici\u00eancia do uso da terra e melhorar a sa\u00fade do solo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diversifica\u00e7\u00e3o, nesse contexto, atua como ferramenta de equil\u00edbrio ecol\u00f3gico. Ao combinar culturas de ciclos distintos, o agricultor reduz a press\u00e3o de pragas, melhora a cobertura do solo e potencializa a produ\u00e7\u00e3o ao longo do ano. Al\u00e9m disso, sistemas agroflorestais mostraram-se especialmente promissores, integrando frut\u00edferas, esp\u00e9cies medicinais e PANC em modelos resilientes e de maior biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa abordagem evidencia que sustentabilidade e rentabilidade n\u00e3o s\u00e3o conceitos opostos. Pelo contr\u00e1rio, quando articulados de forma planejada, podem caminhar juntos e fortalecer a base produtiva da agricultura familiar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gera\u00e7\u00e3o de renda e fortalecimento local<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se por um lado as PANC ampliam o repert\u00f3rio alimentar, por outro abrem novas possibilidades de mercado. A comercializa\u00e7\u00e3o em feiras, circuitos curtos, cooperativas e at\u00e9 no processamento artesanal cria oportunidades de agrega\u00e7\u00e3o de valor. Assim, o agricultor n\u00e3o apenas diversifica a produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m amplia suas fontes de renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, o avan\u00e7o desse segmento depende da continuidade de a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o e demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Ao aproximar pesquisa cient\u00edfica, extens\u00e3o rural e saberes tradicionais, iniciativas como o Dia de Campo contribuem para consolidar as PANC como parte integrante de sistemas agr\u00edcolas mais diversos, resilientes e socialmente justos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, o que antes era considerado perif\u00e9rico na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola passa a ocupar um lugar estrat\u00e9gico. As Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais revelam que inova\u00e7\u00e3o, muitas vezes, significa redescobrir o que sempre esteve presente no territ\u00f3rio \u2014 e reconhecer, ali\u00e1s, que a sustentabilidade pode come\u00e7ar justamente pelo que brota espontaneamente no campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Embrapa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio aos debates sobre seguran\u00e7a alimentar, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e valoriza\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira, as Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais voltam ao centro das aten\u00e7\u00f5es como uma alternativa concreta para a agricultura familiar. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33535"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33535\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33536,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33535\/revisions\/33536"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28834"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33535"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=33535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}