{"id":34727,"date":"2026-04-02T19:06:26","date_gmt":"2026-04-02T22:06:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=34727"},"modified":"2026-06-07T18:24:40","modified_gmt":"2026-06-07T21:24:40","slug":"apicultura-gaucha-fecha-safra-de-verao-com-boas-colheitas-no-sul-e-queda-de-producao-no-norte-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/apicultura-gaucha-fecha-safra-de-verao-com-boas-colheitas-no-sul-e-queda-de-producao-no-norte-do-estado\/","title":{"rendered":"Apicultura ga\u00facha fecha safra de ver\u00e3o com boas colheitas no sul e queda de produ\u00e7\u00e3o no norte do Estado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colheita de mel no Rio Grande do Sul se aproxima do encerramento. Com a redu\u00e7\u00e3o gradual da entrada de n\u00e9ctar nas colmeias, os apicultores ga\u00fachos concentram esfor\u00e7os no manejo p\u00f3s-colheita e na prepara\u00e7\u00e3o dos enxames para enfrentar o per\u00edodo de escassez que acompanha as temperaturas mais baixas do outono e inverno. Os dados divulgados pela Emater\/RS-Ascar nesta quinta-feira (02\/04) no Informativo Conjuntural mostram um panorama heterog\u00eaneo, com resultados positivos em parte do Estado e queda de produtividade em outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A varia\u00e7\u00e3o entre regi\u00f5es reflete, sobretudo, a disponibilidade de floradas e as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas das \u00faltimas semanas. Nas \u00e1reas onde o tempo seco prevaleceu, as abelhas campeiras mantiveram boa atividade, por\u00e9m a menor oferta de n\u00e9ctar j\u00e1 se traduz em enxames menos populosos e menor postura das rainhas, dois indicadores que sinalizam o fim da temporada produtiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sul do Estado responde com produ\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na regi\u00e3o de Pelotas, os munic\u00edpios de Amaral Ferrador e Pinheiro Machado confirmaram produ\u00e7\u00e3o superior \u00e0 do ano anterior. A elevada atividade dos enxames e a intensifica\u00e7\u00e3o da enxamea\u00e7\u00e3o indicam colmeias bem desenvolvidas, resultado de um ver\u00e3o com boas condi\u00e7\u00f5es para a apicultura. No Chu\u00ed e em Piratini, a extra\u00e7\u00e3o de mel ainda est\u00e1 em andamento, aproveitando os \u00faltimos dias favor\u00e1veis antes da queda definitiva das floradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em Bag\u00e9, os api\u00e1rios registram boas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e continuam recebendo n\u00e9ctar e p\u00f3len de esp\u00e9cies de campo nativo e de algumas variedades de eucalipto. Os apicultores da regi\u00e3o aproveitam os dias sem chuva para monitorar os enxames e realizar as \u00faltimas colheitas do mel acumulado durante os meses de ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na regi\u00e3o de Porto Alegre, a produ\u00e7\u00e3o segue elevada, sustentada pela maior movimenta\u00e7\u00e3o das abelhas e pela boa entrada de n\u00e9ctar nas colmeias, o que coloca a capital e seu entorno entre as \u00e1reas com melhor desempenho produtivo neste fechamento de safra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Queda de n\u00e9ctar pressiona regi\u00f5es de Caxias do Sul, Iju\u00ed e Frederico Westphalen<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio \u00e9 diferente na metade norte do Estado. Em Caxias do Sul, a diminui\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel na entrada de n\u00e9ctar j\u00e1 impactou diretamente a postura das rainhas, resultando em enxames menos populosos e menor produtividade para os apicultores que realizaram a colheita neste per\u00edodo. O tempo predominantemente seco at\u00e9 favoreceu o trabalho das campeiras, mas n\u00e3o foi suficiente para compensar a escassez de floradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas regi\u00f5es de Iju\u00ed e Frederico Westphalen, a colheita praticamente se encerrou. Os apicultores est\u00e3o dedicados ao manejo das colmeias, com foco na prote\u00e7\u00e3o dos enxames para o inverno, incluindo controle de enxamea\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos api\u00e1rios. Em Passo Fundo, as floradas de carqueja, mata-campo, eucalipto e cip\u00f3s ainda oferecem algum suporte nutricional, mas a redu\u00e7\u00e3o gradual j\u00e1 se reflete no menor ac\u00famulo de mel nas caixas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Plantar para as abelhas deve ser um cuidado permanente&#8221;<\/em>, orienta a bi\u00f3loga Betina Blochtein, CEO da Mais Abelhas Consultoria Ambiental e coordenadora executiva do Observat\u00f3rio de Abelhas do Brasil. Para ela, a diversifica\u00e7\u00e3o do pasto ap\u00edcola ao longo do ano \u00e9 o que garante col\u00f4nias saud\u00e1veis mesmo quando as floradas principais chegam ao fim. <em>&#8220;Algumas plantas s\u00e3o muito boas para as abelhas, como a canola e o girassol, que oferecem muitos recursos nutricionais. A canola fortalece as abelhas no inverno, quando a flora\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies j\u00e1 terminou&#8221;<\/em>, destaca a especialista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Meliponicultura ganha espa\u00e7o comercial no Estado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da apicultura convencional, a meliponicultura \u2014 cria\u00e7\u00e3o de abelhas nativas sem ferr\u00e3o \u2014 avan\u00e7a no Rio Grande do Sul e come\u00e7a a mostrar express\u00e3o comercial concreta. Na regi\u00e3o de Porto Alegre, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis e a disponibilidade de alimento contribu\u00edram para uma boa produ\u00e7\u00e3o de mel, mantendo os enxames fortes e favorecendo as multiplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Santo Ant\u00f4nio da Patrulha, o mel de Jata\u00ed j\u00e1 \u00e9 comercializado a R$ 230,00 o quilo, pre\u00e7o que varia conforme a esp\u00e9cie produtora e a oferta local. Ali\u00e1s, a pr\u00f3polis de abelhas sem ferr\u00e3o come\u00e7a a ganhar espa\u00e7o pr\u00f3prio no mercado: alguns meliponicultores j\u00e1 produzem extrato de pr\u00f3polis nativa, atraindo interesse crescente em fun\u00e7\u00e3o dos compostos bioativos e dos benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade associados ao produto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Os produtores passaram a conservar outras plantas da mata nativa que n\u00e3o d\u00e3o resultado econ\u00f4mico diretamente, mas que servem para as abelhas fazerem ninhos ou oferecem nutri\u00e7\u00e3o fora do per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o da cultura principal&#8221;<\/em>, explica o engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, doutor em Ci\u00eancia Animal \u2014 uma l\u00f3gica que se aplica diretamente \u00e0 realidade dos meliponicultores ga\u00fachos, que dependem da diversidade flor\u00edstica para manter a produtividade das esp\u00e9cies nativas ao longo do ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Campo ga\u00facho em colheita intensa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encerramento da safra ap\u00edcola ocorre em paralelo a um momento de alta demanda no campo ga\u00facho. A colheita da soja avan\u00e7a de forma acelerada, cobrindo cerca de 23% da \u00e1rea cultivada, estimada em 6,6 milh\u00f5es de hectares, com produtividade m\u00e9dia revisada em 2.871 kg\/ha pela Emater\/RS-Ascar. As jornadas foram ampliadas para o per\u00edodo noturno diante da grande concentra\u00e7\u00e3o de lavouras em ponto de matura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O milho j\u00e1 tem 76% da \u00e1rea colhida, com produtividade m\u00e9dia estimada em 7.424 kg\/ha. As \u00e1reas que passaram por restri\u00e7\u00e3o h\u00eddrica registraram menor n\u00famero de gr\u00e3os por espiga e peso final reduzido, mas as chuvas recentes favoreceram os cultivos tardios ainda em enchimento. O milho destinado \u00e0 silagem est\u00e1 com 80% da \u00e1rea colhida, e a produtividade m\u00e9dia projetada chega a 37.840 kg\/ha, em 345.299 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No arroz irrigado, metade da \u00e1rea j\u00e1 foi colhida, com produtividades gerais elevadas ao longo do ciclo. Contudo, oscila\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas durante a fase reprodutiva e epis\u00f3dios de excesso de umidade t\u00eam potencial de impactar a qualidade industrial nas \u00e1reas ainda por colher. A \u00e1rea cultivada \u00e9 de 891.908 hectares, com produtividade projetada em 8.744 kg\/ha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O feij\u00e3o de primeira safra encerrou a colheita na maior parte das regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o dos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo tardio mant\u00e9m as opera\u00e7\u00f5es ativas e a produtividade observada, em torno de 1.200 kg\/ha, ficou significativamente abaixo dos 2.400 kg\/ha projetados no in\u00edcio do ciclo. O feij\u00e3o de segunda safra, por sua vez, avan\u00e7a nos est\u00e1gios reprodutivos com desempenho dentro do esperado, sustentado pelas chuvas e temperaturas elevadas que favoreceram o enchimento de gr\u00e3os nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colheita de mel no Rio Grande do Sul se aproxima do encerramento. Com a redu\u00e7\u00e3o gradual da entrada de n\u00e9ctar nas colmeias, os apicultores ga\u00fachos concentram esfor\u00e7os no manejo p\u00f3s-colheita e na prepara\u00e7\u00e3o dos enxames para enfrentar o per\u00edodo de escassez que acompanha as temperaturas mais baixas do outono e inverno. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34727"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34728,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34727\/revisions\/34728"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34727"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=34727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}