{"id":34918,"date":"2026-04-15T15:18:18","date_gmt":"2026-04-15T18:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=34918"},"modified":"2026-06-06T22:02:21","modified_gmt":"2026-06-07T01:02:21","slug":"drone-em-pomares-epagri-testa-tecnicas-de-pulverizacao-para-fruticultura-temperada-em-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/drone-em-pomares-epagri-testa-tecnicas-de-pulverizacao-para-fruticultura-temperada-em-santa-catarina\/","title":{"rendered":"Drone em pomares: Epagri testa t\u00e9cnicas de pulveriza\u00e7\u00e3o para fruticultura temperada em Santa Catarina"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Videira, uma das mais antigas unidades da Epagri em Santa Catarina e prestes a completar 90 anos de hist\u00f3ria, est\u00e1 no centro de uma pesquisa que pode redefinir o manejo fitossanit\u00e1rio nos pomares do Meio-Oeste catarinense. Pesquisadores da unidade testam, em parceria com outros especialistas do setor, t\u00e9cnicas de pulveriza\u00e7\u00e3o com drones aplicadas diretamente \u00e0 fruticultura de clima temperado, cultura que sustenta a economia de dezenas de munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa surgiu de uma demanda concreta do setor produtivo. Com o avan\u00e7o dos drones agr\u00edcolas no Brasil e em Santa Catarina, produtores de p\u00eassego, ameixa, nectarina e uva passaram a buscar alternativas ao modelo convencional de pulveriza\u00e7\u00e3o, limitado pela topografia irregular dos pomares, pela escassez de m\u00e3o de obra e pelos custos operacionais crescentes. A Epagri respondeu a esse cen\u00e1rio adquirindo um equipamento dedicado, que entrou em opera\u00e7\u00e3o no segundo semestre do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Par\u00e2metros t\u00e9cnicos definidos no campo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os testes n\u00e3o se restringem ao voo em si. O que a equipe de pesquisa busca definir s\u00e3o os crit\u00e9rios que determinam se a pulveriza\u00e7\u00e3o com drone ser\u00e1 ou n\u00e3o eficiente na pr\u00e1tica: altura ideal de voo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 copa das plantas, vaz\u00e3o adequada de calda, tamanho de gota gerado pelos bicos utilizados e compatibilidade entre os produtos fitossanit\u00e1rios e as condi\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Cada uma dessas vari\u00e1veis interfere diretamente na cobertura da planta e, consequentemente, na efic\u00e1cia do controle de pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os voos s\u00e3o realizados tanto nas \u00e1reas experimentais da pr\u00f3pria Esta\u00e7\u00e3o quanto em propriedades rurais parceiras, o que permite aos pesquisadores confrontar os resultados obtidos em condi\u00e7\u00f5es controladas com a realidade do campo comercial. Essa metodologia amplia a confiabilidade dos dados e acelera a valida\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas desenvolvidas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Este \u00e9 o foco: saber qual a melhor forma de usar o equipamento no dia a dia para os pomares. O drone entra como uma alternativa, e as pesquisas est\u00e3o sendo feitas para tentar otimizar esta t\u00e9cnica que j\u00e1 \u00e9 uma realidade no Brasil e Santa Catarina, mas que precisa de ajustes. Por isso, a Epagri est\u00e1 se propondo, junto a demais parceiros, a refinar esta tecnologia para que seja usada com seguran\u00e7a por todos os agricultores e fruticultores de Santa Catarina&#8221;<\/em>, afirma o engenheiro-agr\u00f4nomo Andr\u00e9 Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Videira.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defini\u00e7\u00e3o desses par\u00e2metros \u00e9 o que separa o uso seguro do uso problem\u00e1tico da tecnologia. Drones agr\u00edcolas mal calibrados podem resultar em deriva de produto, subdosagem, contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1reas vizinhas e at\u00e9 autua\u00e7\u00f5es por descumprimento das normas do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento. Assim, a pesquisa da Epagri n\u00e3o apenas orienta o produtor sobre como usar o equipamento, mas tamb\u00e9m protege juridicamente quem adota a tecnologia com respaldo t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Da videira ao p\u00eassego: culturas distintas, desafios espec\u00edficos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fruticultura de clima temperado re\u00fane culturas com arquiteturas de copa bastante diferentes entre si, o que torna a padroniza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de pulveriza\u00e7\u00e3o um desafio adicional. A videira conduzida em espaldeira, por exemplo, exige uma abordagem de voo completamente diferente da necess\u00e1ria para um pomar de pessegueiros em vaso. Essa diversidade morfol\u00f3gica obriga os pesquisadores a desenvolverem protocolos espec\u00edficos para cada cultura, adaptando altura, velocidade e \u00e2ngulo de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Valdecir Perazzoli, pesquisador da Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Videira envolvido nos estudos, ressalta que a tecnologia de drone na fruticultura exige um n\u00edvel de refinamento que vai al\u00e9m do que j\u00e1 foi desenvolvido para culturas extensivas como soja e milho. <em>&#8220;Na fruticultura, a deposi\u00e7\u00e3o do produto precisa atingir a parte interna da copa, onde as doen\u00e7as e pragas se instalam. Isso exige ajustes que ainda est\u00e3o sendo estudados e que dependem de cada cultura e de cada sistema de condu\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>, explica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ali\u00e1s, esse \u00e9 um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o da pesquisa: garantir que a calda aplicada pelo drone efetivamente alcance as partes da planta onde o problema fitossanit\u00e1rio se manifesta, e n\u00e3o apenas a superf\u00edcie foliar exposta. A cobertura interna da copa \u00e9, historicamente, o maior desafio t\u00e9cnico das pulveriza\u00e7\u00f5es em fruticultura, independentemente do equipamento utilizado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Drones tamb\u00e9m monitoram pastagens em Lages<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia de Videira integra um movimento mais amplo da Epagri no uso de tecnologias de sensoriamento remoto e voo aut\u00f4nomo na agricultura catarinense. Na Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Lages, a institui\u00e7\u00e3o conduz o projeto Pasto Remoto, que utiliza drones para estimar com mais de 70% de confiabilidade a biomassa e a altura de pastagens, reduzindo a necessidade de deslocamento e m\u00e3o de obra nas propriedades pecuaristas da Serra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ganhos ambientais dessa abordagem s\u00e3o igualmente relevantes. A otimiza\u00e7\u00e3o do manejo de pastagens via sensoriamento remoto contribui para o uso mais eficiente dos recursos naturais e para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de metano ent\u00e9rico, g\u00e1s liberado durante o processo digestivo de ruminantes como bovinos e ovinos. Nesse sentido, a tecnologia aplicada ao campo deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passa a integrar a estrat\u00e9gia de agricultura de baixo carbono que o Brasil precisa consolidar nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o das pesquisas em Videira e Lages sinaliza que Santa Catarina constr\u00f3i, de forma gradual e embasada, um protocolo t\u00e9cnico pr\u00f3prio para o uso de drones na agropecu\u00e1ria. Quando os resultados forem consolidados e disponibilizados aos produtores, o fruticultora do Meio-Oeste ter\u00e1 em m\u00e3os n\u00e3o apenas uma nova ferramenta, mas um manual validado pela ci\u00eancia para us\u00e1-la com seguran\u00e7a e retorno econ\u00f4mico real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Videira, uma das mais antigas unidades da Epagri em Santa Catarina e prestes a completar 90 anos de hist\u00f3ria, est\u00e1 no centro de uma pesquisa que pode redefinir o manejo fitossanit\u00e1rio nos pomares do Meio-Oeste catarinense. 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No Ellas Magazine, Suzana transforma sua viv\u00eancia em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets, jardinagem, natureza e dicas de beleza."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990033"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34918"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34920,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34918\/revisions\/34920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34918"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=34918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}