{"id":35001,"date":"2026-04-23T10:46:29","date_gmt":"2026-04-23T13:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=35001"},"modified":"2026-06-07T09:31:24","modified_gmt":"2026-06-07T12:31:24","slug":"nova-especie-da-caatinga-leva-nome-de-niede-guidon-e-amplia-mapa-botanico-do-semiarido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/nova-especie-da-caatinga-leva-nome-de-niede-guidon-e-amplia-mapa-botanico-do-semiarido\/","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie da Caatinga leva nome de Ni\u00e8de Guidon e amplia mapa bot\u00e2nico do semi\u00e1rido"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma trepadeira lenhosa sem espinhos, com folhas em formato de cora\u00e7\u00e3o e frutos dispersos pelo vento. Essas caracter\u00edsticas definem a Machaerium guidone, nova esp\u00e9cie de planta descrita por pesquisadores brasileiros a partir de an\u00e1lises de cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e expedi\u00e7\u00f5es realizadas entre 2020 e 2023. O estudo foi publicado em abril de 2026 na revista Kew Bulletin, refer\u00eancia internacional em taxonomia vegetal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esp\u00e9cie ocorre em cinco estados do Nordeste e em Minas Gerais, sempre em \u00e1reas de Caatinga ou em zonas de transi\u00e7\u00e3o com o Cerrado. Al\u00e9m de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do semi\u00e1rido, a descoberta traz uma homenagem direta \u00e0 arque\u00f3loga Ni\u00e8de Guidon, cuja trajet\u00f3ria est\u00e1 entrela\u00e7ada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Serra da Capivara, onde um dos exemplares foi coletado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aus\u00eancia de espinhos revela diferencial morfol\u00f3gico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Machaerium guidone pertence \u00e0 fam\u00edlia das leguminosas e se destaca por caracter\u00edsticas que a diferenciam de outras esp\u00e9cies do g\u00eanero. Os ramos cil\u00edndricos n\u00e3o apresentam espinhos, estrutura comum em trepadeiras que utilizam essa adapta\u00e7\u00e3o para se fixar em plantas vizinhas. As folhas compostas re\u00fanem entre 9 e 13 fol\u00edolos, com textura firme e base levemente arredondada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Um dos aspectos que me chamou a aten\u00e7\u00e3o logo no in\u00edcio foi a beleza dessa esp\u00e9cie&#8221;<\/em>, observa Valner Matheus Milanezi Jord\u00e3o, doutorando da Escola Nacional de Bot\u00e2nica Tropical do Instituto de Pesquisas Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro e um dos autores do estudo. <em>&#8220;As trepadeiras geralmente apresentam espinhos para se agarrar em outras plantas, e essa n\u00e3o tem, sendo uma caracter\u00edstica bem marcante&#8221;<\/em>, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"924\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/leguminosa-caatinga.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-35003\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/leguminosa-caatinga.avif 1000w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/leguminosa-caatinga-300x277.jpg 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/leguminosa-caatinga-768x710.jpg 768w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/leguminosa-caatinga-150x139.jpg 150w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/leguminosa-caatinga-750x693.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Flora do Brasil JBJR\/Valner Matheus Milanezi Jord\u00e3o\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As flores s\u00e3o pequenas e de colora\u00e7\u00e3o clara, enquanto os frutos do tipo s\u00e2mara possuem estrutura alada que permite a dispers\u00e3o pelo vento. Dessa forma, a esp\u00e9cie n\u00e3o depende de animais para espalhar suas sementes, adapta\u00e7\u00e3o que favorece sua ocorr\u00eancia em ambientes de vegeta\u00e7\u00e3o sazonal seca, como florestas dec\u00edduas e \u00e1reas de carrasco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A flora\u00e7\u00e3o acontece entre outubro e janeiro, per\u00edodo que antecede as chuvas no semi\u00e1rido. J\u00e1 a frutifica\u00e7\u00e3o se estende de fevereiro a agosto, acompanhando o regime clim\u00e1tico da regi\u00e3o e garantindo que os frutos amadure\u00e7am durante a esta\u00e7\u00e3o mais seca, quando os ventos s\u00e3o mais intensos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas revelam registros dispersos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro ind\u00edcio da nova esp\u00e9cie surgiu em 2020, durante an\u00e1lise de materiais depositados no herb\u00e1rio da Universidade de Bras\u00edlia. Na \u00e9poca, Matheus desenvolvia seu mestrado na Universidade Estadual Paulista e estudava outro grupo vegetal dentro do mesmo g\u00eanero. Ao examinar exemplares coletados ao longo de anos por diferentes pesquisadores, identificou caracter\u00edsticas que n\u00e3o correspondiam a nenhuma esp\u00e9cie j\u00e1 descrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Come\u00e7amos a olhar esses materiais que os pesquisadores coletaram ao longo de v\u00e1rios anos e achamos essa esp\u00e9cie, mas n\u00e3o havia nomes, nem uma descri\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Ela estava ali na cole\u00e7\u00e3o, mas ainda n\u00e3o tinha sido descrita&#8221;<\/em>, explica o pesquisador. A confirma\u00e7\u00e3o veio ap\u00f3s contato com Fabiana Luiza Ranzato Filardi, tamb\u00e9m pesquisadora do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, que j\u00e1 trabalhava com esp\u00e9cies do mesmo grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 2020 e 2022, o trabalho avan\u00e7ou com a compara\u00e7\u00e3o dos exemplares depositados em herb\u00e1rios de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. A revis\u00e3o incluiu an\u00e1lise de fotografias disponibilizadas em plataformas digitais que re\u00fanem acervos de institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras. <em>&#8220;Come\u00e7amos a olhar foto por foto para ver se ach\u00e1vamos essa esp\u00e9cie de novo. Fomos encontrando registros em diferentes lugares do pa\u00eds&#8221;<\/em>, conta Matheus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse levantamento mostrou que a planta j\u00e1 havia sido coletada anteriormente em estados como Piau\u00ed, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o e Minas Gerais, por\u00e9m permanecia sem identifica\u00e7\u00e3o adequada. Em 2023, durante trabalho de campo na Bahia, foi poss\u00edvel observar a esp\u00e9cie em seu ambiente natural e registrar flores, frutos e outras caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas que confirmaram a descri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Chave de identifica\u00e7\u00e3o organiza esp\u00e9cies da Caatinga<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A etapa final do estudo envolveu a elabora\u00e7\u00e3o de uma chave de identifica\u00e7\u00e3o para as 14 esp\u00e9cies do g\u00eanero Machaerium que ocorrem na Caatinga. Essa ferramenta auxilia na diferencia\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies a partir de aspectos morfol\u00f3gicos, como h\u00e1bito de crescimento, presen\u00e7a ou aus\u00eancia de espinhos, n\u00famero de fol\u00edolos e caracter\u00edsticas dos frutos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"631\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/imagens-campo2.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-35002\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/imagens-campo2.avif 1000w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/imagens-campo2-300x189.jpg 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/imagens-campo2-768x485.jpg 768w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/imagens-campo2-150x95.jpg 150w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/imagens-campo2-750x473.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00a0Foto: Retirada do artigo &#8220;Machaerium guidone (Leguminosae: Papilionoideae: Dalbergieae) \u2014 uma nova esp\u00e9cie not\u00e1vel do nordeste do Brasil, com uma chave revisada para as esp\u00e9cies de Machaerium da Caatinga&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chave \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o desse tipo de trabalho cient\u00edfico. <em>&#8220;Esse material \u00e9 o que ir\u00e1 referenciar a esp\u00e9cie. \u00c9 ap\u00f3s a an\u00e1lise conjunta da chave e do material-tipo que um novo exemplar encontrado pode ser identificado como pertencente a uma determinada esp\u00e9cie ou n\u00e3o, de acordo com a apresenta\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas compat\u00edveis com aquilo que \u00e9 descrito&#8221;<\/em>, explica Matheus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material-tipo, depositado em herb\u00e1rio, serve como refer\u00eancia permanente para futuras identifica\u00e7\u00f5es e estudos. No caso da Machaerium guidone, o exemplar escolhido foi coletado na Serra da Capivara, regi\u00e3o que concentra n\u00e3o apenas riqueza biol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico de relev\u00e2ncia internacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conserva\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel no semi\u00e1rido<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de rec\u00e9m-descrita, a esp\u00e9cie apresenta situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel do ponto de vista da conserva\u00e7\u00e3o. Foi classificada na categoria de menor preocupa\u00e7\u00e3o, segundo crit\u00e9rios da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza. A ocorr\u00eancia em diferentes estados e ambientes reduz, por enquanto, o risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Essa esp\u00e9cie n\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada, e isso \u00e9 uma coisa muito boa, porque n\u00e3o \u00e9 algo muito frequente. Muitas vezes a gente descobre esp\u00e9cies que j\u00e1 est\u00e3o em risco&#8221;<\/em>, ressalta Matheus. Ainda assim, os pesquisadores destacam que avalia\u00e7\u00f5es podem mudar com o tempo, especialmente diante da press\u00e3o sobre \u00e1reas naturais da Caatinga e do avan\u00e7o de atividades antr\u00f3picas sobre zonas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a da esp\u00e9cie em unidades de conserva\u00e7\u00e3o, como o Parque Nacional da Serra da Capivara, contribui para sua prote\u00e7\u00e3o e permite que novos estudos sejam realizados em ambientes preservados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nome que reconhece ci\u00eancia e territ\u00f3rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha do nome guidone \u00e9 uma homenagem \u00e0 arque\u00f3loga Ni\u00e8de Guidon, cuja trajet\u00f3ria est\u00e1 profundamente ligada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da Serra da Capivara. Foi nessa regi\u00e3o que o exemplar utilizado como material-tipo foi coletado, refor\u00e7ando a conex\u00e3o entre a descoberta bot\u00e2nica e o territ\u00f3rio que Ni\u00e8de ajudou a proteger.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Foi uma escolha tamb\u00e9m pol\u00edtica, de reafirmar a import\u00e2ncia dela e da Serra da Capivara. \u00c9 uma regi\u00e3o muito rica, tanto do ponto de vista cultural quanto biol\u00f3gico&#8221;<\/em>, afirma Matheus. A ideia de prestar a homenagem surgiu ainda quando a arque\u00f3loga estava viva, por\u00e9m o artigo acabou sendo publicado posteriormente, transformando a nomea\u00e7\u00e3o em uma homenagem p\u00f3stuma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os pesquisadores respons\u00e1veis pela descri\u00e7\u00e3o, nomear uma esp\u00e9cie tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de reconhecer trajet\u00f3rias que ajudaram a construir o conhecimento cient\u00edfico no pa\u00eds e valorizar territ\u00f3rios que continuam revelando novas descobertas. A Serra da Capivara, conhecida mundialmente por suas pinturas rupestres e vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos, agora integra tamb\u00e9m a hist\u00f3ria bot\u00e2nica brasileira com uma esp\u00e9cie que leva o nome de quem dedicou d\u00e9cadas \u00e0 sua prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma trepadeira lenhosa sem espinhos, com folhas em formato de cora\u00e7\u00e3o e frutos dispersos pelo vento. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35001"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35001\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35005,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35001\/revisions\/35005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35004"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35001"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=35001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}