{"id":35888,"date":"2026-06-04T16:00:36","date_gmt":"2026-06-04T19:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/agronamidia.com.br\/?p=35888"},"modified":"2026-06-06T14:37:23","modified_gmt":"2026-06-06T17:37:23","slug":"salvinia-molesta-fitorremedacao-reservatorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/salvinia-molesta-fitorremedacao-reservatorios\/","title":{"rendered":"A macr\u00f3fita que absorve f\u00f3sforo e nitrog\u00eanio de reservat\u00f3rios inteiros em menos de um m\u00eas e o limite que nenhum gestor pode ignorar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reservat\u00f3rios com \u00e1gua esverdeada, espuma na superf\u00edcie e cheiro caracter\u00edstico de decomposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica s\u00e3o sintomas conhecidos de um problema silencioso que afeta milhares de corpos h\u00eddricos no Brasil: o excesso de f\u00f3sforo e nitrog\u00eanio dissolvidos na \u00e1gua. Esses nutrientes chegam principalmente pelo escoamento agr\u00edcola, pelo lan\u00e7amento de efluentes dom\u00e9sticos sem tratamento adequado e pela lixivia\u00e7\u00e3o do solo, e quando se acumulam al\u00e9m de determinados limites, desencadeiam um processo chamado eutrofiza\u00e7\u00e3o, que consome o oxig\u00eanio dispon\u00edvel, elimina esp\u00e9cies nativas e compromete o uso da \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o, abastecimento e aquicultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) documentaram, em estudos de fitorremedia\u00e7\u00e3o conduzidos em reservat\u00f3rios do interior paulista, que uma planta flutuante amplamente distribu\u00edda nos ecossistemas aqu\u00e1ticos do pa\u00eds \u00e9 capaz de reverter esse quadro em per\u00edodos inferiores a 30 dias. A esp\u00e9cie \u00e9 a <em>Salvinia molesta<\/em>, conhecida popularmente como samambaia-de-\u00e1gua, e o mecanismo pelo qual ela atua vai muito al\u00e9m da simples absor\u00e7\u00e3o passiva de nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a planta remove nutrientes da \u00e1gua<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Salvinia molesta<\/em> pertence ao grupo das macr\u00f3fitas aqu\u00e1ticas flutuantes, plantas vasculares que completam seu ciclo de vida na superf\u00edcie da \u00e1gua sem precisar fixar ra\u00edzes no sedimento. O que parece ser uma limita\u00e7\u00e3o estrutural \u00e9, na pr\u00e1tica, uma vantagem metab\u00f3lica: sem a media\u00e7\u00e3o do solo, a planta acessa diretamente os nutrientes dissolvidos na coluna d&#8217;\u00e1gua por meio de estruturas filiformes que pendem abaixo de seus talos, funcionando como ra\u00edzes altamente eficientes na capta\u00e7\u00e3o de \u00edons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O f\u00f3sforo \u00e9 absorvido predominantemente na forma de fosfato inorg\u00e2nico (PO\u2084\u00b3\u207b), enquanto o nitrog\u00eanio entra na planta tanto como nitrato (NO\u2083\u207b) quanto como am\u00f4nio (NH\u2084\u207a). Uma vez internalizados, esses compostos s\u00e3o incorporados \u00e0 biomassa vegetal em prote\u00ednas, \u00e1cidos nucleicos e mol\u00e9culas estruturais, o que significa que os nutrientes deixam efetivamente o sistema aqu\u00e1tico e ficam retidos na mat\u00e9ria org\u00e2nica da planta. Esse \u00e9 o princ\u00edpio central da fitorremedia\u00e7\u00e3o: ao inv\u00e9s de filtrar ou precipitar o contaminante, a planta o incorpora ao pr\u00f3prio tecido e o remove da \u00e1gua quando a biomassa \u00e9 colhida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos conduzidos pela UFSCar em reservat\u00f3rios do estado de S\u00e3o Paulo registraram redu\u00e7\u00f5es de f\u00f3sforo total de at\u00e9 70% e de nitrog\u00eanio amoniacal acima de 60% em per\u00edodos que variaram entre 15 e 28 dias, a depender da densidade inicial do contaminante, da temperatura da \u00e1gua e da taxa de crescimento da planta. Em ambientes com alta disponibilidade de nutrientes, a <em>Salvinia molesta<\/em> pode dobrar sua biomassa em menos de uma semana, o que acelera proporcionalmente a velocidade de remo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;A efici\u00eancia da Salvinia molesta na absor\u00e7\u00e3o de nutrientes em condi\u00e7\u00f5es de eutrofiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 sua taxa de crescimento acelerado. Quanto maior o n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o, mais r\u00e1pido a planta cresce, e mais rapidamente os nutrientes s\u00e3o incorporados \u00e0 biomassa, criando um ciclo de biorremedia\u00e7\u00e3o que se retroalimenta&#8221;<\/em>, explica a professora Odete Rocha, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da UFSCar, refer\u00eancia nacional em estudos sobre macr\u00f3fitas aqu\u00e1ticas em reservat\u00f3rios brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A eutrofiza\u00e7\u00e3o que a planta combate \u2014 e pode causar<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui reside o paradoxo central da <em>Salvinia molesta<\/em> como ferramenta de gest\u00e3o h\u00eddrica. A mesma caracter\u00edstica que a torna eficaz na fitorremedia\u00e7\u00e3o, sua capacidade de crescimento exponencial em ambientes ricos em nutrientes, tamb\u00e9m a transforma em uma das esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas invasoras de maior impacto documentado no mundo, classificada pela IUCN entre as cem esp\u00e9cies invasoras mais problem\u00e1ticas do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a biomassa n\u00e3o \u00e9 colhida periodicamente e a cobertura superficial ultrapassa determinado limiar, a planta passa de agente despoluidor a fator de degrada\u00e7\u00e3o. Uma cobertura densa de <em>Salvinia<\/em> sobre a superf\u00edcie de um reservat\u00f3rio bloqueia entre 95% e 99% da luz solar que chegaria \u00e0s camadas mais profundas da \u00e1gua, inibindo a fotoss\u00edntese do fitopl\u00e2ncton e das macr\u00f3fitas submersas. Com a queda na produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio pelas algas fotossint\u00e9ticas, os n\u00edveis de oxig\u00eanio dissolvido despencam, gerando condi\u00e7\u00f5es an\u00f3xicas que matam peixes, invertebrados aqu\u00e1ticos e toda a fauna dependente da oxigena\u00e7\u00e3o por difus\u00e3o superficial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do sombreamento, a decomposi\u00e7\u00e3o da biomassa de <em>Salvinia<\/em> que morre e afunda libera de volta para a coluna d&#8217;\u00e1gua exatamente os nutrientes que a planta havia absorvido, reiniciando o ciclo de eutrofiza\u00e7\u00e3o e anulando o efeito remediador \u2014 ou piorando o quadro original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;O potencial biorremediador da Salvinia molesta existe e \u00e9 bem documentado, mas ele s\u00f3 se sustenta como solu\u00e7\u00e3o quando inserido em um protocolo de manejo ativo que inclua monitoramento da cobertura superficial e colheita regular da biomassa antes que a planta entre em senesc\u00eancia. Sem esse controle, o que come\u00e7a como solu\u00e7\u00e3o termina como novo problema&#8221;<\/em>, afirma o professor Sidinei Magela Thomaz, pesquisador da Universidade Estadual de Maring\u00e1 e um dos principais especialistas em ecologia de macr\u00f3fitas aqu\u00e1ticas da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A biomassa colhida tem destino produtivo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um aspecto que torna o uso da <em>Salvinia molesta<\/em> especialmente interessante do ponto de vista econ\u00f4mico \u00e9 que a biomassa colhida durante o processo de fitorremedia\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa ser descartada como res\u00edduo. Estudos mostram que a planta, rica em nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo incorporados ao seu tecido, tem alto potencial como insumo para compostagem e produ\u00e7\u00e3o de biofertilizantes, fecha o ciclo dos nutrientes e agrega valor ao processo de despolui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Experimentos conduzidos em propriedades rurais do interior de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m testaram a incorpora\u00e7\u00e3o de <em>Salvinia<\/em> desidratada em ra\u00e7\u00e3o para peixes e gado, com resultados promissores em termos de aceitabilidade e composi\u00e7\u00e3o nutricional, embora os protocolos ainda estejam em fase de valida\u00e7\u00e3o para uso em escala comercial. De todo modo, o potencial existe e come\u00e7a a ser mapeado como parte de uma l\u00f3gica de economia circular aplicada ao manejo de corpos h\u00eddricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aplica\u00e7\u00f5es reais e desafios de escala<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fitorremedia\u00e7\u00e3o com macr\u00f3fitas aqu\u00e1ticas j\u00e1 \u00e9 utilizada em escala piloto em alguns munic\u00edpios paulistas para tratar efluentes dom\u00e9sticos em lagoas de estabiliza\u00e7\u00e3o e para controlar a qualidade da \u00e1gua em represas de abastecimento. A <em>Salvinia molesta<\/em> n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica esp\u00e9cie empregada nesse contexto \u2014 aguap\u00e9s (<em>Eichhornia crassipes<\/em>) e taboa (<em>Typha domingensis<\/em>) tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados com efici\u00eancia documentada, cada uma com caracter\u00edsticas distintas de absor\u00e7\u00e3o e toler\u00e2ncia a diferentes tipos de contaminantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que diferencia a <em>Salvinia<\/em> nesse grupo \u00e9 a velocidade de resposta e a adaptabilidade a reservat\u00f3rios de maior superf\u00edcie, onde as macr\u00f3fitas enraizadas perdem efici\u00eancia por n\u00e3o conseguirem cobrir grandes \u00e1reas. A planta flutuante, por se dispersar naturalmente pela superf\u00edcie e crescer em qualquer ponto do espelho d&#8217;\u00e1gua, apresenta distribui\u00e7\u00e3o mais uniforme da capacidade de absor\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 especialmente relevante em lagos e represas de m\u00e9dio e grande porte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal desafio para a ado\u00e7\u00e3o em larga escala permanece sendo a log\u00edstica de colheita da biomassa e o custo operacional do monitoramento cont\u00ednuo. Sem esses dois elementos funcionando de forma integrada, o potencial da t\u00e9cnica se converte em risco, e o que poderia ser uma solu\u00e7\u00e3o de baixo custo para a despolui\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios agr\u00edcolas e urbanos passa a exigir interven\u00e7\u00f5es corretivas muito mais caras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa da UFSCar representa um avan\u00e7o concreto nessa dire\u00e7\u00e3o ao documentar com precis\u00e3o os limiares de concentra\u00e7\u00e3o em que a planta opera com maior efici\u00eancia e os pontos cr\u00edticos em que o manejo se torna indispens\u00e1vel. Com esses dados em m\u00e3os, gestores de bacias hidrogr\u00e1ficas, produtores rurais com reservat\u00f3rios pr\u00f3prios e prefeituras com sistemas de lagoas de tratamento passam a contar com um protocolo mais robusto para transformar a samambaia-de-\u00e1gua, uma das plantas mais comuns e subestimadas dos ecossistemas aqu\u00e1ticos brasileiros, em aliada real da qualidade h\u00eddrica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias para consulta<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Odete Rocha \u2014 UFSCar<\/strong> Perfil na Plataforma Lattes (CNPq): <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/<\/a> <em>(buscar por &#8220;Odete Rocha&#8221; + UFSCar)<\/em> Publica\u00e7\u00f5es indexadas: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.scielo.br<\/a> <em>(busca: &#8220;Salvinia molesta&#8221; + &#8220;fitorremedia\u00e7\u00e3o&#8221; + &#8220;reservat\u00f3rios&#8221;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sidinei Magela Thomaz \u2014 UEM<\/strong> Perfil ResearchGate: <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Sidinei-Thomaz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Sidinei-Thomaz<\/a> Plataforma Lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/<\/a> <em>(buscar por &#8220;Sidinei Magela Thomaz&#8221;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre fitorremedia\u00e7\u00e3o com macr\u00f3fitas aqu\u00e1ticas no Brasil<\/strong> SciELO Brasil: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/hb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/hb\/<\/a> <em>(Acta Limnologica Brasiliensia \u2014 principal peri\u00f3dico nacional de limnologia)<\/em> Portal de Peri\u00f3dicos CAPES: <a href=\"https:\/\/www.periodicos.capes.gov.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.periodicos.capes.gov.br<\/a> <em>(busca: &#8220;Salvinia molesta phytoremediation Brazil&#8221;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Classifica\u00e7\u00e3o da <em>Salvinia molesta<\/em> como esp\u00e9cie invasora<\/strong> IUCN Invasive Species Specialist Group: <a href=\"https:\/\/www.iucngisd.org\/gisd\/species.php?sc=45\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.iucngisd.org\/gisd\/species.php?sc=45<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reservat\u00f3rios com \u00e1gua esverdeada, espuma na superf\u00edcie e cheiro caracter\u00edstico de decomposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica s\u00e3o sintomas conhecidos de um problema silencioso que afeta milhares de corpos h\u00eddricos no Brasil: o excesso de f\u00f3sforo e nitrog\u00eanio dissolvidos na \u00e1gua. Esses nutrientes chegam principalmente pelo escoamento agr\u00edcola, pelo lan\u00e7amento de efluentes dom\u00e9sticos sem tratamento adequado e pela lixivia\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":990031,"featured_media":35889,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[705],"tags":[],"ppma_author":[],"class_list":["post-35888","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo-botanico-ciencia"],"authors":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990031"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35888"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35890,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35888\/revisions\/35890"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35888"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=35888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}