{"id":36236,"date":"2026-06-18T12:54:15","date_gmt":"2026-06-18T15:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/maniadeplantas.com.br\/?p=36236"},"modified":"2026-06-18T12:54:15","modified_gmt":"2026-06-18T15:54:15","slug":"alstroemeria-durantei-nova-especie-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/alstroemeria-durantei-nova-especie-santa-catarina\/","title":{"rendered":"Uma fotografia numa trilha, uma esp\u00e9cie nova para a ci\u00eancia e uma amea\u00e7a que j\u00e1 come\u00e7a antes de qualquer prote\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2021, Jo\u00e3o Paulo Durante caminhava pela Trilha do Cabo A\u00e9reo, em Lauro M\u00fcller, no Sul de Santa Catarina, quando um conjunto de flores vermelhas chamou sua aten\u00e7\u00e3o. Guia de turismo, observador de aves e fot\u00f3grafo da natureza, ele fez o que sempre faz diante de algo que o intriga: apontou a c\u00e2mera e registrou. Naquele momento, n\u00e3o sabia que estava documentando uma esp\u00e9cie que a ci\u00eancia ainda n\u00e3o conhecia \u2014 e que levaria seu pr\u00f3prio nome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A planta batizada de <em>Alstroemeria durantei<\/em> foi oficialmente descrita em artigo publicado na revista cient\u00edfica <em>Phytotaxa<\/em>, conduzido pelos bot\u00e2nicos J\u00falia Gava Sandrini, Lu\u00eds Adriano Funez e colaboradores. O estudo demonstrou que a esp\u00e9cie encontrada em Santa Catarina, Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo era diferente da <em>Alstroemeria cunha<\/em>, com a qual vinha sendo confundida h\u00e1 d\u00e9cadas em cole\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas de todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a curiosidade antecede a ci\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante n\u00e3o estava em campo com objetivos cient\u00edficos naquela tarde de 2021. Al\u00e9m de observar aves, ele acompanha e registra com regularidade a flora catarinense, e as flores vermelhas daquela astrom\u00e9lia se destacaram o suficiente para merecer aten\u00e7\u00e3o. Os registros ficaram guardados at\u00e9 que, em 2023, ele decidiu compartilhar fotografias e anota\u00e7\u00f5es sobre a flora regional com o bot\u00e2nico Lu\u00eds Adriano Funez, curador do Herb\u00e1rio Barbosa Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Em 2023 selecionei algumas plantinhas para ele me ajudar com as identifica\u00e7\u00f5es. Entre elas estava a alstroem\u00e9ria, conhecida popularmente como astrom\u00e9lia, que ele achou diferente e interessante&#8221;<\/em>, conta Durante.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A percep\u00e7\u00e3o de Funez n\u00e3o foi imediata nem superficial. O que o chamou aten\u00e7\u00e3o foi a combina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas que n\u00e3o se encaixavam perfeitamente no perfil da <em>Alstroemeria cunha<\/em>. A partir da\u00ed, o que era uma d\u00favida informal se transformou numa investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sistem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O trabalho que transforma uma fotografia em esp\u00e9cie<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para comprovar que uma planta representa uma esp\u00e9cie in\u00e9dita, n\u00e3o basta observa\u00e7\u00e3o em campo. \u00c9 necess\u00e1rio comparar, medir, testar e documentar com rigor suficiente para suportar o escrut\u00ednio da comunidade cient\u00edfica. A bi\u00f3loga e doutoranda J\u00falia Gava Sandrini coordenou essa etapa do processo e descreve a extens\u00e3o do trabalho realizado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;N\u00f3s come\u00e7amos uma s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es para verificar se aquela identifica\u00e7\u00e3o realmente correspondia \u00e0 planta que est\u00e1vamos observando. Fizemos compara\u00e7\u00f5es entre exemplares de Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro&#8221;<\/em>, explica J\u00falia.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"658\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1000080625.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-36239\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1000080625.jpg.avif 984w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1000080625.jpg-300x201.jpg 300w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1000080625.jpg-768x514.jpg 768w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1000080625.jpg-150x100.jpg 150w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1000080625.jpg-750x502.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Jo\u00e3o Paulo Durante<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe recorreu a herb\u00e1rios f\u00edsicos e bases de dados de diversas regi\u00f5es, onde a planta aparecia catalogada como <em>Alstroemeria cunha<\/em>. As an\u00e1lises morfom\u00e9tricas \u2014 medi\u00e7\u00e3o detalhada das estruturas florais acompanhada de testes estat\u00edsticos \u2014 revelaram diferen\u00e7as consistentes e repet\u00edveis entre as duas esp\u00e9cies. A <em>A. durantei<\/em> possui t\u00e9palas mais estreitas e alongadas do que sua &#8220;prima&#8221; e uma colora\u00e7\u00e3o particular: enquanto a <em>Alstroemeria cunha<\/em> apresenta flores predominantemente vermelhas ou alaranjadas, a nova esp\u00e9cie exibe uma transi\u00e7\u00e3o que vai do vermelho na base para o amarelo e o verde nas extremidades das p\u00e9talas, criando um degrad\u00ea que funciona como assinatura visual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os herb\u00e1rios guardam que as fotografias n\u00e3o mostram<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das ferramentas centrais para chegar \u00e0 conclus\u00e3o foi algo que a maioria das pessoas raramente considera: as cole\u00e7\u00f5es de herb\u00e1rios, onde exemplares secos e preservados de plantas coletadas ao longo de d\u00e9cadas e s\u00e9culos aguardam silenciosamente por compara\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Os herb\u00e1rios guardam exemplares coletados em diferentes \u00e9pocas e locais. Eles permitem comparar plantas atuais com materiais hist\u00f3ricos, alguns coletados h\u00e1 mais de cem anos&#8221;<\/em>, explica Funez. Para o curador, sem essas cole\u00e7\u00f5es seria muito mais dif\u00edcil comprovar que uma planta representa uma esp\u00e9cie diferente. <em>&#8220;Fotografias s\u00e3o importantes, mas muitas vezes n\u00e3o registram todos os detalhes necess\u00e1rios para uma identifica\u00e7\u00e3o precisa. O herb\u00e1rio fornece uma base s\u00f3lida para esse trabalho minucioso&#8221;<\/em>, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de que herb\u00e1rios s\u00e3o reposit\u00f3rios do passado subestima o papel que eles desempenham na bot\u00e2nica contempor\u00e2nea. \u00c9 exatamente porque a <em>A. durantei<\/em> estava presente nessas cole\u00e7\u00f5es \u2014 ainda que com identifica\u00e7\u00e3o errada \u2014 que os pesquisadores conseguiram rastrear sua distribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e confirmar que a confus\u00e3o com a <em>Alstroemeria cunha<\/em> se repetia sistematicamente em diferentes estados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A homenagem mantida em segredo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o de nomear a esp\u00e9cie em homenagem a Jo\u00e3o Paulo Durante foi mantida em segredo at\u00e9 o momento da publica\u00e7\u00e3o. Na noite de 26 de maio, J\u00falia Gava Sandrini enviou a ele o artigo publicado e uma foto da planta. Durante foi direto \u00e0 se\u00e7\u00e3o onde o nome cient\u00edfico aparecia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Quando vi que eram os meus registros, fui procurar qual tinha sido o nome escolhido para a esp\u00e9cie. Quando li Alstroemeria durantei, meu cora\u00e7\u00e3o acelerou e comecei a chorar de emo\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>, relata.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, o reconhecimento vai al\u00e9m do gesto simb\u00f3lico. <em>&#8220;Representa a import\u00e2ncia de fazer com dedica\u00e7\u00e3o aquilo que eu gosto e de compartilhar experi\u00eancias que criam v\u00ednculos e amizades t\u00e3o significativas&#8221;<\/em>, diz. A homenagem tamb\u00e9m tem um peso coletivo: ao nomear a esp\u00e9cie ap\u00f3s um observador da natureza, os pesquisadores sinalizaram explicitamente o valor que a ci\u00eancia cidad\u00e3 tem para a bot\u00e2nica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;N\u00f3s observadores da natureza e cidad\u00e3os cientistas desempenhamos um papel muito importante em descobertas biol\u00f3gicas e na conserva\u00e7\u00e3o ambiental. Somos uma imensa rede de olhos e ouvidos espalhados pelo campo&#8221;<\/em>, afirma Durante.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descoberta e amea\u00e7a no mesmo instante<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A celebra\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, por\u00e9m, convive com uma preocupa\u00e7\u00e3o imediata. A <em>Alstroemeria durantei<\/em> j\u00e1 nasce para a ci\u00eancia sob risco de extin\u00e7\u00e3o. Das nove popula\u00e7\u00f5es conhecidas da esp\u00e9cie, apenas uma ocorre dentro de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o. As demais est\u00e3o em \u00e1reas privadas, pastagens ou margens de estradas, sujeitas a ro\u00e7adas e outras interven\u00e7\u00f5es humanas que comprometem seu ciclo de vida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Muitas vezes a planta \u00e9 cortada porque as pessoas n\u00e3o sabem que se trata de uma esp\u00e9cie rara e amea\u00e7ada. Ela consegue rebrotar, mas essas interven\u00e7\u00f5es afetam seu ciclo de vida e sua reprodu\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>, alerta J\u00falia Gava Sandrini. A pesquisadora destaca que ampliar \u00e1reas protegidas e investir em educa\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o medidas fundamentais para garantir a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 incomum na bot\u00e2nica brasileira, mas n\u00e3o deixa de ser perturbadora: uma planta pode ser descrita pela ci\u00eancia e entrar simultaneamente na lista de candidatas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, antes mesmo que qualquer protocolo de prote\u00e7\u00e3o seja ativado. A janela entre a descoberta e o desaparecimento pode ser mais estreita do que se imagina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Santa Catarina e os mist\u00e9rios que ainda guarda<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta refor\u00e7a algo que os especialistas repetem com frequ\u00eancia, mas que o p\u00fablico em geral ainda subestima: mesmo em estados com hist\u00f3rico bot\u00e2nico bem documentado, a biodiversidade continua surpreendendo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Santa Catarina \u00e9 um dos estados brasileiros com a flora mais bem conhecida, mas ainda encontramos esp\u00e9cies novas com frequ\u00eancia&#8221;<\/em>, afirma Funez, apontando as \u00e1reas de campos de altitude da Serra Catarinense como ambientes especialmente promissores para futuras descobertas. <em>&#8220;H\u00e1 muitas esp\u00e9cies pequenas, raras e restritas a determinadas regi\u00f5es que ainda precisam ser estudadas&#8221;<\/em>, acrescenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Jo\u00e3o Paulo Durante, que come\u00e7ou tudo com uma c\u00e2mera e a aten\u00e7\u00e3o que poucos dedicam ao que est\u00e1 ao redor, a <em>Alstroemeria durantei<\/em> \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o de que o Brasil ainda carrega segredos bot\u00e2nicos \u00e0 espera do pr\u00f3ximo observador disposto a prestar aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2021, Jo\u00e3o Paulo Durante caminhava pela Trilha do Cabo A\u00e9reo, em Lauro M\u00fcller, no Sul de Santa Catarina, quando um conjunto de flores vermelhas chamou sua aten\u00e7\u00e3o. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36236"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36236\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36240,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36236\/revisions\/36240"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36236"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=36236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}