{"id":36419,"date":"2026-07-01T11:31:32","date_gmt":"2026-07-01T14:31:32","guid":{"rendered":"https:\/\/maniadeplantas.com.br\/?p=36419"},"modified":"2026-07-01T11:31:36","modified_gmt":"2026-07-01T14:31:36","slug":"eriope-barrinhae-nova-especie-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/eriope-barrinhae-nova-especie-mg\/","title":{"rendered":"A planta que existe em um \u00fanico ponto do mundo e carrega o apelido de um guardi\u00e3o da floresta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem esp\u00e9cies que nascem j\u00e1 correndo risco de desaparecer. \u00c9 o caso da Eriope barrinhae, planta rec\u00e9m-descoberta no entorno do Parque Estadual Caminhos dos Gerais, em Monte Azul, no Norte de Minas Gerais. Localizada especificamente no Pico da Formosa, a nova esp\u00e9cie tem algo raro mesmo entre descobertas bot\u00e2nicas: distribui\u00e7\u00e3o restrita a um \u00fanico ponto conhecido no planeta, o que a coloca automaticamente entre as candidatas a figurar em listas oficiais de esp\u00e9cies amea\u00e7adas antes mesmo de completar seus primeiros estudos populacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome escolhido para a planta \u00e9 uma homenagem direta. Eriope barrinhae remete a Alessandre Cust\u00f3dio Jorge, servidor do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e gerente da unidade, conhecido na regi\u00e3o pelo apelido de &#8220;Barrinha&#8221;. A trajet\u00f3ria dele conecta gest\u00e3o p\u00fablica e ci\u00eancia de campo: al\u00e9m de coordenar a unidade de conserva\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 reconhecido por facilitar o acesso de pesquisadores ao territ\u00f3rio e por manter um hist\u00f3rico consistente de apoio a expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma fam\u00edlia de plantas com peso econ\u00f4mico e cultural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Eriope barrinhae pertence \u00e0 fam\u00edlia Lamiaceae, grupo bot\u00e2nico que re\u00fane nomes bastante conhecidos fora do universo cient\u00edfico: manjeric\u00e3o, alecrim, hortel\u00e3 e lavanda fazem parte da mesma fam\u00edlia. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que esp\u00e9cies desse grupo estejam entre as mais utilizadas em temperos, ch\u00e1s e \u00f3leos essenciais ao redor do mundo. A Lamiaceae \u00e9 reconhecida pela alta concentra\u00e7\u00e3o de compostos arom\u00e1ticos e por propriedades qu\u00edmicas que despertam interesse tanto culin\u00e1rio quanto medicinal, o que abre uma porta relevante para o que essa nova esp\u00e9cie pode representar cientificamente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Fiquei honrado com a homenagem. Al\u00e9m da esp\u00e9cie pertencer \u00e0 fam\u00edlia Lamiaceae, que re\u00fane diversas plantas arom\u00e1ticas utilizadas em temperos e ch\u00e1s, esse reconhecimento simboliza uma trajet\u00f3ria dedicada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade mineira&#8221;<\/em>, afirma Alessandre Jorge.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gesto de nomear esp\u00e9cies em homenagem a figuras ligadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 incomum na taxonomia bot\u00e2nica, mas carrega um peso simb\u00f3lico importante. Ele transforma nomes de pessoas em registros permanentes na nomenclatura cient\u00edfica internacional, associando indefinidamente a hist\u00f3ria de um territ\u00f3rio \u00e0 pessoa que ajudou a proteg\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diferencia a nova esp\u00e9cie das j\u00e1 catalogadas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Identificar uma esp\u00e9cie nova dentro de um g\u00eanero j\u00e1 estudado exige aten\u00e7\u00e3o a detalhes que passam despercebidos a olhos n\u00e3o treinados. No caso da Eriope barrinhae, os pesquisadores encontraram um conjunto de caracter\u00edsticas que a separam claramente de parentes pr\u00f3ximos j\u00e1 descritos na literatura cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"929\" height=\"1300\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--929x1300.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36421\" srcset=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--929x1300.jpg 929w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--214x300.jpg 214w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--768x1075.jpg 768w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--150x210.jpg 150w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--360x504.jpg 360w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1--750x1050.jpg 750w, https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/986f42b46651629cc1951dd886221559-nova-descoberta-1-1-.avif 984w\" sizes=\"auto, (max-width: 929px) 100vw, 929px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Ag\u00eancia Minas\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Esta nova esp\u00e9cie possui a cor lil\u00e1s profunda das p\u00e9talas, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s tonalidades mais claras observadas em esp\u00e9cies semelhantes, al\u00e9m de apresentar uma combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de pelos distribu\u00eddos de forma irregular&#8221;<\/em>, explica o pesquisador Danilo Zavantin, um dos respons\u00e1veis pela descoberta.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tipo de diferencia\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica, combinando colora\u00e7\u00e3o e padr\u00e3o de tricomas (os pelos que revestem partes da planta), \u00e9 justamente o que sustenta a valida\u00e7\u00e3o de uma nova esp\u00e9cie diante da comunidade cient\u00edfica internacional. Publica\u00e7\u00f5es taxon\u00f4micas exigem que as diferen\u00e7as sejam consistentes e reproduz\u00edveis em m\u00faltiplos esp\u00e9cimes coletados, n\u00e3o apenas observadas em um \u00fanico indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Mais do que uma homenagem ao Barrinha, a escolha do nome simboliza o reconhecimento ao trabalho dos servidores ambientais que acreditam na conserva\u00e7\u00e3o e incentivam a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico sobre a biodiversidade mineira&#8221;<\/em>, complementa Zavantin.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o Espinha\u00e7o Setentrional concentra tantas descobertas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o onde a planta foi encontrada n\u00e3o \u00e9 uma zona qualquer do mapa brasileiro. O Espinha\u00e7o Setentrional, cadeia de montanhas que corta o Norte de Minas Gerais, \u00e9 reconhecido internacionalmente por concentrar alt\u00edssima biodiversidade em ambientes de campo rupestre, forma\u00e7\u00e3o vegetal caracterizada por solos rasos, afloramentos rochosos e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas que favorecem processos de especia\u00e7\u00e3o isolada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse isolamento geogr\u00e1fico, somado \u00e0 varia\u00e7\u00e3o de microclimas entre picos e vales da regi\u00e3o, cria uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio natural de evolu\u00e7\u00e3o. Popula\u00e7\u00f5es de plantas ficam confinadas a pequenas \u00e1reas por milhares de anos, sem interc\u00e2mbio gen\u00e9tico com popula\u00e7\u00f5es vizinhas, e esse processo favorece o surgimento de esp\u00e9cies com distribui\u00e7\u00e3o extremamente restrita, exatamente como a Eriope barrinhae.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Governo de Minas Gerais refor\u00e7a essa avalia\u00e7\u00e3o ao destacar que a descoberta consolida o Espinha\u00e7o Setentrional como uma das \u00e1reas mais relevantes do pa\u00eds para a conserva\u00e7\u00e3o da flora nacional. Levantamentos da flora brasileira j\u00e1 indicam que os campos rupestres, apesar de ocuparem uma fra\u00e7\u00e3o pequena do territ\u00f3rio nacional, respondem por uma das maiores concentra\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies end\u00eamicas do pa\u00eds, o que torna cada novo hectare preservado nessa forma\u00e7\u00e3o estrategicamente mais valioso do que a m\u00e9dia de outros biomas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O potencial que ainda est\u00e1 por descobrir<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma planta rec\u00e9m-descrita cientificamente carrega um universo de possibilidades ainda n\u00e3o exploradas. Compostos qu\u00edmicos presentes em esp\u00e9cies da fam\u00edlia Lamiaceae j\u00e1 geraram, historicamente, desde temperos populares at\u00e9 f\u00e1rmacos com aplica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica consolidada. A Eriope barrinhae entra nesse cen\u00e1rio como uma inc\u00f3gnita com potencial real.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Ao preservar uma esp\u00e9cie bot\u00e2nica espec\u00edfica, abrimos caminho para futuras pesquisas sobre poss\u00edveis propriedades culin\u00e1rias ou medicinais, com potencial para gerar benef\u00edcios socioecon\u00f4micos para as comunidades locais&#8221;<\/em>, destaca o pesquisador Renato Ramos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tipo de proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ret\u00f3rica vazia. A hist\u00f3ria da farmacologia moderna tem exemplos conhecidos de compostos isolados de plantas com distribui\u00e7\u00e3o restrita que se tornaram base para medicamentos amplamente utilizados, o que refor\u00e7a por que cientistas insistem tanto na import\u00e2ncia de catalogar e proteger esp\u00e9cies antes que desapare\u00e7am sem nunca terem sido estudadas a fundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um programa que j\u00e1 revelou mais de 15 esp\u00e9cies em tr\u00eas anos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta da Eriope barrinhae n\u00e3o \u00e9 um evento isolado. Ela \u00e9 resultado direto do Plano de A\u00e7\u00e3o Territorial para Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o do Espinha\u00e7o Mineiro (PAT Espinha\u00e7o Mineiro), programa coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas entre 2020 e 2025, com apoio do Projeto Pr\u00f3-Esp\u00e9cies e do Programa Copa\u00edbas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2023, o programa j\u00e1 revelou mais de 15 esp\u00e9cies novas na regi\u00e3o, incluindo a Barbacenia rupestris, encontrada na Serra do Pau D&#8217;Arco, e a Guapira leucophylla, localizada no Parque Estadual Serra Nova e Talhado, em Rio Pardo de Minas. O ritmo de descobertas indica que a \u00e1rea ainda est\u00e1 longe de ter sua biodiversidade totalmente mapeada, o que justifica o investimento cont\u00ednuo em expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas estruturadas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;As descobertas evidenciam a riqueza biol\u00f3gica ainda pouco conhecida do Espinha\u00e7o Setentrional e demonstram a import\u00e2ncia de fortalecer a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 pesquisa, \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a biodiversidade mineira&#8221;<\/em>, afirma a analista ambiental do IEF, Gabriela Brito.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O papel de quem cuida do territ\u00f3rio todos os dias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por tr\u00e1s de cada esp\u00e9cie nova catalogada existe uma rede de pessoas que viabiliza o trabalho cient\u00edfico no campo: gestores de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, pesquisadores, comunidades locais e servidores que conhecem o territ\u00f3rio palmo a palmo. Alessandre Jorge, natural de Monte Azul, \u00e9 parte dessa engrenagem h\u00e1 anos, defendendo o potencial biol\u00f3gico dos campos rupestres da regi\u00e3o e conectando pesquisadores ao territ\u00f3rio de forma sistem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nomear uma esp\u00e9cie em sua homenagem \u00e9, na pr\u00e1tica, um reconhecimento formal de que a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade depende tanto da ci\u00eancia quanto da gest\u00e3o territorial cotidiana, muitas vezes invis\u00edvel para quem est\u00e1 fora do circuito ambiental. A Eriope barrinhae carrega esse nome, e com ele, a lembran\u00e7a de que cada nova esp\u00e9cie descoberta \u00e9 tamb\u00e9m um registro do trabalho humano que tornou essa descoberta poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem esp\u00e9cies que nascem j\u00e1 correndo risco de desaparecer. \u00c9 o caso da Eriope barrinhae, planta rec\u00e9m-descoberta no entorno do Parque Estadual Caminhos dos Gerais, em Monte Azul, no Norte de Minas Gerais. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36419"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36419\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36422,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36419\/revisions\/36422"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36420"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36419"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=36419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}