{"id":36554,"date":"2026-07-08T14:37:24","date_gmt":"2026-07-08T17:37:24","guid":{"rendered":"https:\/\/maniadeplantas.com.br\/?p=36554"},"modified":"2026-07-08T14:37:24","modified_gmt":"2026-07-08T17:37:24","slug":"formigas-inteligencia-coletiva-ufpr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/formigas-inteligencia-coletiva-ufpr\/","title":{"rendered":"O Brasil tem 1.737 esp\u00e9cies de formigas catalogadas \u2014 e cada uma delas guarda uma li\u00e7\u00e3o de engenharia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem cerca de 20 quatrilh\u00f5es de formigas espalhadas pelo planeta. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, isso equivale a 2,5 milh\u00f5es de indiv\u00edduos para cada ser humano vivo hoje. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel visualizar essa escala, mas \u00e9 justamente dentro dela que pesquisadores brasileiros encontraram um dos modelos de organiza\u00e7\u00e3o mais sofisticados da natureza, um sistema que j\u00e1 inspira algoritmos usados em log\u00edstica, redes de dados e rob\u00f3tica aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto de partida dessa investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 o livro <em>Brazilian Myrmecology: Exploring the World&#8217;s Richest Ant Fauna<\/em>, publicado no fim de 2025 e organizado por Rodrigo Machado Feitosa, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), ao lado de Carla Rodrigues Ribas, da Universidade Federal de Pernambuco, e Fernando Augusto Schmidt, da Universidade Federal do Acre. A obra re\u00fane 144 cientistas de 48 institui\u00e7\u00f5es diferentes e consolida d\u00e9cadas de pesquisa sobre a mirmecologia, a ci\u00eancia dedicada ao estudo das formigas, com foco especial na fauna brasileira, reconhecida como a mais diversa do mundo: s\u00e3o 1.737 esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies j\u00e1 registradas at\u00e9 2025.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um c\u00e9rebro sem dono<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aspecto mais intrigante documentado no livro \u00e9 o modo como col\u00f4nias inteiras tomam decis\u00f5es complexas sem que exista qualquer autoridade central coordenando o processo. <em>&#8220;Na chamada intelig\u00eancia coletiva, decis\u00f5es complexas emergem da coopera\u00e7\u00e3o entre muitos indiv\u00edduos, e n\u00e3o do controle exercido por um s\u00f3 organismo&#8221;<\/em>, explica Feitosa em entrevista \u00e0 Ci\u00eancia UFPR.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse modelo de organiza\u00e7\u00e3o distribu\u00edda se manifesta de formas not\u00e1veis diante de situa\u00e7\u00f5es extremas. No Pantanal, onde as inunda\u00e7\u00f5es sazonais transformam o territ\u00f3rio de maneira dr\u00e1stica, algumas esp\u00e9cies desenvolveram a migra\u00e7\u00e3o vertical: a col\u00f4nia inteira se desloca temporariamente para o topo das \u00e1rvores at\u00e9 que o n\u00edvel da \u00e1gua baixe, sem que nenhuma formiga em particular comande essa decis\u00e3o coletiva. Em situa\u00e7\u00f5es de ataque predat\u00f3rio, outras esp\u00e9cies executam evacua\u00e7\u00f5es em massa, retirando ovos e larvas do ninho em quest\u00e3o de minutos atrav\u00e9s de uma coordena\u00e7\u00e3o que emerge do comportamento simult\u00e2neo de milhares de indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coopera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ultrapassa os limites de uma \u00fanica esp\u00e9cie. A Camponotus femoratus e a Crematogaster levior compartilham trilhas e ninhos em uma rela\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio m\u00fatuo, somando for\u00e7as na defesa do territ\u00f3rio e na busca por recursos. Esse tipo de alian\u00e7a interesp\u00e9cie \u00e9 raro no reino animal e refor\u00e7a o quanto a sobreviv\u00eancia das formigas depende de arranjos sociais complexos, e n\u00e3o apenas de instinto individual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A matem\u00e1tica escondida nas trilhas de ferom\u00f4nio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comportamento das formigas quando saem em busca de alimento \u00e9 o que mais interessa aos cientistas da computa\u00e7\u00e3o. As oper\u00e1rias da esp\u00e9cie Acromyrmex crassispinus ajustam continuamente o uso do espa\u00e7o nas trilhas entre o ninho e as fontes de comida, compartilhando rotas por meio de contato t\u00e1til e ferom\u00f4nios, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que funcionam como sinais de orienta\u00e7\u00e3o para as demais. Esse sistema reduz drasticamente os erros de navega\u00e7\u00e3o em bifurca\u00e7\u00f5es e evita congestionamentos, um problema que engenheiros de tr\u00e1fego humano ainda enfrentam diariamente nas grandes cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 as formigas do g\u00eanero Pachycondyla utilizam uma t\u00e9cnica batizada de corrida em tandem, na qual uma formiga experiente conduz fisicamente outra at\u00e9 a fonte de alimento, ensinando o trajeto de forma direta. \u00c9 um mecanismo de transmiss\u00e3o de conhecimento que se assemelha, guardadas as propor\u00e7\u00f5es, a sistemas de treinamento supervisionado em intelig\u00eancia artificial, onde um agente com informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via orienta o aprendizado de outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses mecanismos biol\u00f3gicos deram origem a uma fam\u00edlia inteira de algoritmos computacionais conhecida como otimiza\u00e7\u00e3o por col\u00f4nia de formigas, hoje aplicada em sistemas de log\u00edstica ao redor do mundo. Empresas de entrega e transporte simulam milhares de formigas digitais explorando diferentes rotas poss\u00edveis. Conforme caminhos mais eficientes s\u00e3o identificados, eles recebem um refor\u00e7o digital equivalente \u00e0s trilhas qu\u00edmicas reais, fazendo com que o sistema inteiro convirja progressivamente para as op\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas e de menor custo. O resultado pr\u00e1tico \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do tempo de deslocamento e do consumo de combust\u00edvel em frotas de transporte, al\u00e9m de aplica\u00e7\u00f5es em bancos de dados que precisam localizar informa\u00e7\u00f5es sem percorrer rotas redundantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">B\u00fassolas biol\u00f3gicas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ferom\u00f4nios e contato f\u00edsico n\u00e3o esgotam o repert\u00f3rio de navega\u00e7\u00e3o das formigas. Dependendo da esp\u00e9cie e do ambiente, elas combinam m\u00faltiplas ferramentas sensoriais para se orientar com precis\u00e3o. Algumas utilizam o padr\u00e3o de luz formado pelo dossel das \u00e1rvores ou a luz polarizada do sol como refer\u00eancia visual. Outras, como a Mayaponera constricta, carregam part\u00edculas magn\u00e9ticas no pr\u00f3prio corpo, o que lhes permite perceber o campo magn\u00e9tico terrestre e funcionar como uma b\u00fassola biol\u00f3gica embutida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa combina\u00e7\u00e3o de sistemas de orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje objeto de estudo direto na rob\u00f3tica. Pesquisas em sistemas aut\u00f4nomos e enxames de rob\u00f4s, \u00e1rea conhecida como swarm robotics, t\u00eam buscado replicar exatamente essa multiplicidade de sinais sensoriais para permitir que grupos de rob\u00f4s se desloquem em ambientes complexos sem depender de GPS ou de comunica\u00e7\u00e3o centralizada, algo especialmente relevante para opera\u00e7\u00f5es em locais de dif\u00edcil acesso, como cavernas, escombros ap\u00f3s desastres ou at\u00e9 mesmo miss\u00f5es espaciais em outros planetas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Peritos com seis patas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A contribui\u00e7\u00e3o das formigas para a ci\u00eancia vai al\u00e9m da inspira\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e alcan\u00e7a at\u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o criminal. <em>&#8220;Determinadas esp\u00e9cies visitam cad\u00e1veres em diferentes est\u00e1gios de decomposi\u00e7\u00e3o e o conhecimento sobre esse comportamento pode auxiliar peritos a interpretar evid\u00eancias e reconstruir circunst\u00e2ncias relacionadas a investiga\u00e7\u00f5es criminais&#8221;<\/em>, afirma Feitosa. Essa \u00e1rea, conhecida como entomologia forense, utiliza o padr\u00e3o previs\u00edvel de visita\u00e7\u00e3o de insetos a corpos em decomposi\u00e7\u00e3o para ajudar peritos a estimar o intervalo de tempo desde a morte, uma informa\u00e7\u00e3o frequentemente decisiva em investiga\u00e7\u00f5es policiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sensibilidade das formigas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais tamb\u00e9m as transforma em bioindicadores valiosos da sa\u00fade dos ecossistemas. <em>&#8220;Como praticamente todas as esp\u00e9cies dependem da temperatura e da umidade para realizar suas atividades, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem modificar profundamente sua distribui\u00e7\u00e3o e abund\u00e2ncia&#8221;<\/em>, observa o pesquisador. Al\u00e9m de sinalizar altera\u00e7\u00f5es ambientais precocemente, elas desempenham fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas essenciais: dispersam sementes, reciclam nutrientes, controlam popula\u00e7\u00f5es de outros insetos, modificam a estrutura f\u00edsica do solo e servem de alimento para uma ampla cadeia de predadores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Agricultoras antes da agricultura humana<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito antes da esp\u00e9cie humana desenvolver a agricultura, algumas formigas j\u00e1 dominavam uma forma primitiva de cultivo. As dos g\u00eaneros Atta e Acromyrmex, conhecidas popularmente como sa\u00favas e quenqu\u00e9ns, coletam e processam grandes quantidades de material vegetal para manter verdadeiros jardins de fungos, cultivados de forma organizada e protegidos ativamente contra pat\u00f3genos que poderiam comprometer a col\u00f4nia inteira. Estudos de filogenia molecular indicam que esse comportamento de fungicultura remonta a dezenas de milh\u00f5es de anos, tornando as formigas cortadeiras uma das primeiras formas de vida a desenvolver algo pr\u00f3ximo de uma pr\u00e1tica agr\u00edcola sistem\u00e1tica no planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o com o reino vegetal tamb\u00e9m aparece de outra forma: algumas esp\u00e9cies incorporam sementes de plantas diretamente \u00e0s paredes de seus ninhos. \u00c0 medida que essas plantas germinam e crescem, oferecem sustenta\u00e7\u00e3o estrutural e recursos alimentares para a col\u00f4nia, enquanto recebem em troca nutrientes concentrados e prote\u00e7\u00e3o contra herb\u00edvoros. \u00c9 um exemplo raro de mutualismo arquitet\u00f4nico, no qual a pr\u00f3pria estrutura f\u00edsica do ninho se torna parte de um ecossistema vivo em constante equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que est\u00e1 em jogo com o aquecimento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Feitosa alerta que esse equil\u00edbrio \u00e9 fr\u00e1gil diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso. Regi\u00f5es que se tornam mais quentes e secas tendem a favorecer um n\u00famero reduzido de esp\u00e9cies generalistas, altamente adapt\u00e1veis, enquanto esp\u00e9cies mais especializadas ou restritas a ambientes espec\u00edficos correm risco real de desaparecimento local. Essa perda reduz a diversidade das comunidades de formigas e compromete cadeias ecol\u00f3gicas inteiras que dependem delas, dos ciclos de nutrientes no solo at\u00e9 a dispers\u00e3o de sementes de \u00e1rvores nativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Compreender como as formigas respondem \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas pode ajudar a identificar \u00e1reas priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o e antecipar os efeitos sobre outros grupos de organismos&#8221;<\/em>, conclui o pesquisador. A frase resume o valor duplo desse tipo de pesquisa: as formigas n\u00e3o s\u00e3o apenas fonte de inspira\u00e7\u00e3o para tecnologia, s\u00e3o tamb\u00e9m um sistema de alerta precoce para o que pode acontecer com ecossistemas muito maiores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma escala que a ci\u00eancia ainda est\u00e1 decifrando<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale destacar um dado que amplia a dimens\u00e3o dessa descoberta: estima-se que as formigas, em conjunto, representem uma biomassa total compar\u00e1vel \u00e0 de todos os vertebrados terrestres selvagens somados, segundo estimativas publicadas em estudos internacionais de ecologia de popula\u00e7\u00f5es. Isso significa que, embora individualmente min\u00fasculas, coletivamente elas exercem um peso ecol\u00f3gico equivalente ao de todo o conjunto de mam\u00edferos, aves, r\u00e9pteis e anf\u00edbios selvagens do planeta combinados. \u00c9 esse contraste entre o tamanho microsc\u00f3pico do indiv\u00edduo e o impacto colossal do coletivo que torna o modelo organizacional das formigas t\u00e3o atraente para cientistas da computa\u00e7\u00e3o, engenheiros e bi\u00f3logos ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil, detentor da maior diversidade de formigas j\u00e1 catalogada no mundo, ocupa uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica nesse campo de pesquisa. Cada uma das 1.737 esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies registradas carrega um repert\u00f3rio pr\u00f3prio de solu\u00e7\u00f5es evolutivas para problemas de navega\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o social e sobreviv\u00eancia, um acervo biol\u00f3gico que a ci\u00eancia brasileira est\u00e1 apenas come\u00e7ando a converter em conhecimento aplic\u00e1vel para al\u00e9m da biologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem cerca de 20 quatrilh\u00f5es de formigas espalhadas pelo planeta. 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Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36554"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36555,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36554\/revisions\/36555"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36554"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=36554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}