{"id":55020,"date":"2026-11-04T10:46:24","date_gmt":"2026-11-04T13:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/?p=55020"},"modified":"2026-11-04T10:46:26","modified_gmt":"2026-11-04T13:46:26","slug":"nova-planta-marina-silva-jalapao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/nova-planta-marina-silva-jalapao\/","title":{"rendered":"Cientistas batizam esp\u00e9cie rara do Tocantins em homenagem a Marina Silva; veja por que ela est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma planta que cresce nos areais do Jalap\u00e3o passou anos confundida com outra esp\u00e9cie at\u00e9 ser reconhecida como algo completamente novo para a ci\u00eancia. O achado resultou em um nome que une bot\u00e2nica e ativismo ambiental: Chamaecrista marinasilvae, batizada em homenagem \u00e0 ambientalista e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta foi publicada em 21 de outubro de 2026 na revista cient\u00edfica Nordic Journal of Botany e re\u00fane pesquisadores da Embrapa Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia e da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). O estudo \u00e9 assinado por K\u00e9sia Ramos Miranda, Raiana Rocha de Souza, Marcelo Fragomeni Simon e Juliana Gastaldello Rando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a planta foi encontrada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A identifica\u00e7\u00e3o come\u00e7ou durante uma expedi\u00e7\u00e3o de campo na regi\u00e3o do Jalap\u00e3o, quando a equipe coletou um exemplar que despertou d\u00favidas sobre sua classifica\u00e7\u00e3o. Depois da coleta, os pesquisadores passaram a vasculhar herb\u00e1rios em busca de registros semelhantes e encontraram outros exemplares da mesma planta, catalogados havia anos sob um nome equivocado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora principal do estudo, a bi\u00f3loga K\u00e9sia Ramos Miranda, mestranda em Ci\u00eancias Ambientais pela UFOB, conduziu a pesquisa em parceria com colegas de outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o nome escolhido homenageia Marina Silva<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisadora, a escolha reconhece a trajet\u00f3ria de Marina Silva como ambientalista e sua atua\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente brasileiro. A esp\u00e9cie ocorre em uma \u00e1rea cercada por regi\u00f5es que v\u00eam passando por mudan\u00e7as intensas no uso do solo, mas parte de sua distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Serra Geral do Tocantins, unidade de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, e nos arredores do Parque Estadual do Jalap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na publica\u00e7\u00e3o que descreve a nova esp\u00e9cie, K\u00e9sia destaca que esse contexto refor\u00e7a a import\u00e2ncia das unidades de conserva\u00e7\u00e3o e do trabalho de ambientalistas dedicados a preservar o que resta da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marina Silva comentou a homenagem em suas redes sociais. Ela disse ter recebido a not\u00edcia com emo\u00e7\u00e3o e descreveu dar nome a uma esp\u00e9cie como uma das maiores honrarias que uma pessoa ligada ao ambientalismo pode receber. Essa n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que um organismo brasileiro recebe seu nome: em anos anteriores, pesquisadores j\u00e1 haviam batizado um marsupial rec\u00e9m-descoberto como Marmosops marina, em reconhecimento \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do desmatamento registrada durante sua gest\u00e3o no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada antes mesmo de ser totalmente conhecida<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo detalha caracter\u00edsticas f\u00edsicas da planta, per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o e frutifica\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m seu estado de conserva\u00e7\u00e3o. A Chamaecrista marinasilvae tem distribui\u00e7\u00e3o restrita ao Tocantins e j\u00e1 nasce sob risco, classificada como amea\u00e7ada pela perda de habitat.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a de parte da popula\u00e7\u00e3o dentro de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 apontada pelos pesquisadores como fator importante para a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie. Fora dessas \u00e1reas protegidas, o avan\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o e das mudan\u00e7as no uso da terra no entorno do Jalap\u00e3o representa a principal press\u00e3o sobre a planta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A diferen\u00e7a entre a marinasilvae e uma esp\u00e9cie parecida<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de ser reconhecida como nova, a planta era confundida com a Chamaecrista juruenensis, que tamb\u00e9m ocorre na regi\u00e3o. A pesquisa identificou diferen\u00e7as que passavam despercebidas em registros anteriores, como a colora\u00e7\u00e3o e os pelos dos ramos, o tamanho de estruturas florais e a apar\u00eancia do ov\u00e1rio e dos frutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho publicado tamb\u00e9m traz uma chave de identifica\u00e7\u00e3o para todas as esp\u00e9cies do g\u00eanero j\u00e1 registradas no Tocantins, ferramenta que deve facilitar o reconhecimento de outras plantas do grupo em futuras expedi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um g\u00eanero pouco conhecido, mas extremamente diverso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O g\u00eanero Chamaecrista est\u00e1 entre os mais ricos da flora brasileira, com mais de 260 esp\u00e9cies catalogadas, a maior parte delas encontrada exclusivamente no pa\u00eds. O Jalap\u00e3o, em particular, j\u00e1 rendeu outras descobertas semelhantes nos \u00faltimos anos, caso da Chamaecrista tocantinensis e da Chamaecrista pauciflora, descritas em estudos anteriores sobre a flora da regi\u00e3o. O padr\u00e3o refor\u00e7a o status do Cerrado tocantinense como um dos ambientes menos estudados e mais ricos em esp\u00e9cies end\u00eamicas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada nova esp\u00e9cie descrita no Jalap\u00e3o, cresce tamb\u00e9m o alerta sobre o tempo que resta para conhecer plantas que podem desaparecer antes mesmo de serem catalogadas. Batizar uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada com o nome de uma ambientalista reconhecida funciona, para os pesquisadores envolvidos, como um lembrete de que ci\u00eancia e defesa do meio ambiente caminham juntas quando o assunto \u00e9 proteger o que ainda resta do Cerrado brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma planta que cresce nos areais do Jalap\u00e3o passou anos confundida com outra esp\u00e9cie at\u00e9 ser reconhecida como algo completamente novo para a ci\u00eancia. O achado resultou em um nome que une bot\u00e2nica e ativismo ambiental: Chamaecrista marinasilvae, batizada em homenagem \u00e0 ambientalista e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. A descoberta foi publicada em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":990034,"featured_media":55021,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard","override":[{"template":"2","parallax":"1","fullscreen":"1","layout":"no-sidebar","sidebar":"single-post","second_sidebar":"default-sidebar","sticky_sidebar":"1","share_position":"top","share_float_style":"share-monocrhome","show_share_counter":"1","show_view_counter":"1","show_featured":"1","show_post_meta":"1","show_post_author":"1","show_post_author_image":"1","show_post_date":"1","post_date_format":"default","post_date_format_custom":"Y\/m\/d","show_post_category":"1","show_post_reading_time":"0","post_reading_time_wpm":"300","post_calculate_word_method":"str_word_count","show_zoom_button":"0","zoom_button_out_step":"2","zoom_button_in_step":"3","show_post_tag":"1","show_comment_section":"1","number_popup_post":"1","show_author_box":"0","show_post_related":"1"}],"image_override":[{"single_post_thumbnail_size":"crop-500","single_post_gallery_size":"crop-500"}],"trending_post_position":"meta","trending_post_label":"Trending","sponsored_post_label":"Sponsored by","disable_ad":"0","subtitle":"Identificada durante expedi\u00e7\u00e3o na Serra Geral do Tocantins, a Chamaecrista marinasilvae tem distribui\u00e7\u00e3o restrita e sofre com a perda de habitat na regi\u00e3o do Jalap\u00e3o.","source_name":"G1 Tocantins"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":{"view_counter_number":"0","share_counter_number":"0","like_counter_number":"0","dislike_counter_number":"0"},"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[705],"tags":[],"ppma_author":[710],"class_list":["post-55020","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo-botanico-ciencia","author-suzanamachado"],"authors":[{"term_id":710,"user_id":990033,"is_guest":0,"slug":"suzanamachado","display_name":"Suzana Machado","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/34744d3f8b3d8a95e0f9e2e4eb3bd970696971266240a79032684ab62a41bbaf?s=96&d=mm&r=g","avatar_alt":"","avatar_decorative":"","author_category":"","first_name":"Suzana","last_name":"Machado","user_url":"","job_title":"","description":"M\u00e3e, empreendedora, educadora e apaixonada por plantas e animais. Suzana acredita que o cuidado e a empatia s\u00e3o as bases de qualquer desenvolvimento saud\u00e1vel. Formada em Administra\u00e7\u00e3o e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, comanda sua pr\u00f3pria loja (MF Feminina) e cuida de suas plantas. No Ellas Magazine, Suzana transforma sua viv\u00eancia em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets, jardinagem, natureza e dicas de beleza."}],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/planta-marina-silva.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990034"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55020"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55020\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55024,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55020\/revisions\/55024"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55020"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=55020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}