{"id":9955,"date":"2026-08-28T15:59:37","date_gmt":"2026-08-28T18:59:37","guid":{"rendered":"https:\/\/petalaseflores.com.br\/?p=9955"},"modified":"2026-08-28T15:59:38","modified_gmt":"2026-08-28T18:59:38","slug":"tipos-de-maranta-cultivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/tipos-de-maranta-cultivo\/","title":{"rendered":"Plantas rezadeiras: os principais tipos de maranta e o segredo por tr\u00e1s das folhas que se dobram \u00e0 noite"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda noite, sem exce\u00e7\u00e3o, existe uma planta na minha loja que se move sozinha. As folhas sobem, se dobram para cima e ficam paradas naquela posi\u00e7\u00e3o at\u00e9 o sol voltar a nascer. Quem v\u00ea pela primeira vez costuma achar que ela est\u00e1 doente. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na verdade, \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio: esse movimento \u00e9 um sinal de que a planta est\u00e1 funcionando como deveria. Estou falando da maranta, uma das plantas de interior mais procuradas nos \u00faltimos anos, e que re\u00fane esp\u00e9cies com personalidades bem diferentes entre si.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A fam\u00edlia das plantas que rezam<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As marantas pertencem \u00e0 fam\u00edlia Marantaceae e dividem esse comportamento noturno com parentes pr\u00f3ximas, como as calateias e as ctenanthes. O nome cient\u00edfico do fen\u00f4meno \u00e9 nictinastia, palavra que vem do grego e significa, literalmente, &#8220;fechar durante a noite&#8221;. A explica\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s disso \u00e9 mais interessante do que parece. Na base de cada folha existe uma pequena estrutura chamada pulvino, que funciona como uma dobradi\u00e7a viva. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tipos-de-marantas-1.jpg\" alt=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: nathmezzalira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo do dia, c\u00e9lulas dentro do pulvino absorvem \u00e1gua e mant\u00eam a folha aberta, captando o m\u00e1ximo de luz poss\u00edvel. Quando a noite chega, essas mesmas c\u00e9lulas liberam \u00e1gua e a folha se ergue, num movimento que ajuda a planta a reduzir a perda de umidade e a se proteger do relento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse comportamento n\u00e3o \u00e9 exclusividade da maranta. Faz parte de uma resposta que a planta desenvolveu ao longo de milhares de anos vivendo sob a copa de \u00e1rvores maiores, em florestas tropicais da Am\u00e9rica do Sul e da Am\u00e9rica Central, onde a luz chega filtrada e a umidade \u00e9 praticamente constante. Entender essa origem ajuda a explicar quase tudo sobre como cuidar dela em casa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os tipos de maranta mais cultivados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as dezenas de esp\u00e9cies existentes, algumas se destacam pela facilidade de cultivo e pela beleza das folhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Maranta leuconeura<\/strong>, tamb\u00e9m chamada de maranta-tricolor ou maranta-pav\u00e3o, \u00e9 a mais popular entre elas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/maranta-pavao-1.jpg\" alt=\"tipos de maranta\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suas folhas verde-escuras, marcadas por manchas rosadas e nervuras esbranqui\u00e7adas, formam um dos padr\u00f5es mais fotografados entre as plantas de interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Maranta arundinacea<\/strong>, conhecida como araruta, tem uma particularidade que foge do universo puramente ornamental: seus rizomas produzem um amido comest\u00edvel, usado h\u00e1 s\u00e9culos na culin\u00e1ria e ainda hoje presente na ind\u00fastria aliment\u00edcia. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tipos-de-marantas-2.jpg\" alt=\"tipos de maranta\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: plantropicalnew<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As folhas s\u00e3o verde-claras, com manchas escuras e nervuras claras bem marcadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Maranta bicolor<\/strong>, ou maranta-pena-de-pav\u00e3o, exibe folhas verdes salpicadas de branco e vermelho, um contraste que a torna ideal para vasos suspensos ou como forra\u00e7\u00e3o em arranjos maiores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tipos-de-marantas-3.jpg\" alt=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: ooljee_works<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a <strong>Maranta kerchoveana<\/strong>, apelidada de maranta-rabo-de-macaco, tem folhas verdes com manchas escuras que lembram pegadas e nervuras num tom rosado sutil. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tipos-de-marantas-4.jpg\" alt=\"tipos de maranta\" style=\"width:840px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: <strong>yordan_avd<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 considerada uma das mais resistentes do grupo, o que a torna uma boa porta de entrada para quem est\u00e1 come\u00e7ando a cultivar a esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Luz, \u00e1gua e substrato: o trio que define o sucesso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas essas esp\u00e9cies compartilham exig\u00eancias parecidas, herdadas do ambiente de floresta onde nasceram. Prefira um local claro, mas sem sol direto batendo nas folhas, j\u00e1 que a insola\u00e7\u00e3o forte queima o tecido e desbota as cores que tornam a planta t\u00e3o atraente. Ambientes muito escuros tamb\u00e9m prejudicam, deixando a folhagem opaca e menos vibrante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na rega, o objetivo \u00e9 manter o substrato levemente \u00famido, nunca encharcado. Espere a superf\u00edcie secar antes de regar novamente e evite deixar \u00e1gua acumulada no prato do vaso, o que costuma apodrecer as ra\u00edzes com facilidade. Use \u00e1gua em temperatura ambiente e, se poss\u00edvel, evite molhar diretamente as folhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto ao substrato, um solo rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica e bem drenado faz toda a diferen\u00e7a. Uma mistura de terra vegetal, areia e h\u00famus de minhoca costuma funcionar bem na maioria dos casos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aduba\u00e7\u00e3o e cuidados contra pragas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As marantas n\u00e3o s\u00e3o plantas exigentes em nutrientes, mas respondem bem a uma aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica a cada dois meses, com torta de mamona, farinha de ossos ou h\u00famus de minhoca. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a pragas, fique atenta a cochonilhas, pulg\u00f5es e \u00e1caros, que costumam aparecer em ambientes muito secos. \u00d3leo de neem e sab\u00e3o de coco dilu\u00eddo em \u00e1gua resolvem a maioria dos casos sem precisar recorrer a produtos qu\u00edmicos agressivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Doen\u00e7as f\u00fangicas tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o, principalmente quando o solo fica encharcado por muito tempo. Manter a drenagem em dia e evitar molhar as folhas reduz bastante o risco de manchas e apodrecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim das contas, cultivar maranta \u00e9 acompanhar um pequeno espet\u00e1culo di\u00e1rio dentro de casa. A planta avisa quando est\u00e1 incomodada, comemora quando est\u00e1 bem cuidada e, todas as noites, lembra a quem passa por perto de que existe muito mais movimento no reino vegetal do que os olhos costumam perceber \u00e0 primeira vista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a os principais tipos de maranta, da tricolor \u00e0 araruta, e veja como cultivar essas plantas rezadeiras em casa com poucos cuidados.<\/p>\n","protected":false},"author":990012,"featured_media":40274,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[698],"tags":[],"ppma_author":[395],"class_list":["post-9955","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jardinagem","author-mel-maria"],"authors":[{"term_id":395,"user_id":990012,"is_guest":0,"slug":"mel-maria","display_name":"Mel Maria","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/50961e0508195fe342670c9ee218e6ab1b2463b7a360c03c14a381ba6a4ca049?s=96&d=mm&r=g","author_category":"2","first_name":"","last_name":"","user_url":"","job_title":"","description":"<b>Mel Maria<\/b> \u00e9 uma <b>jardineira e empreendedora<\/b> com mais de <b>10 anos de experi\u00eancia<\/b> no cultivo e com\u00e9rcio de plantas em <b>Curitiba<\/b>. Como propriet\u00e1ria da renomada <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/floriculturamelgarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Mel Garden<\/b><\/a>, ela transformou sua paix\u00e3o em uma autoridade local, especializando-se em <b>flores, suculentas e projetos de paisagismo<\/b>, \u00e1rea na qual atua diariamente.\r\nSua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e <b>altamente confi\u00e1veis<\/b> para o cultivo e o paisagismo."}],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tipos-de-marantas-capa-e1787943437350.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/990012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9955"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54380,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9955\/revisions\/54380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9955"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/ellasmagazine.com.br\/natureza-eco\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=9955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}