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Rugas, manchas e flacidez precoce — o diabetes tem mais a ver com isso do que você imagina

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Colageno Hidrolisado Reducao de Rugas e Linhas de - Rugas, manchas e flacidez precoce — o diabetes tem mais a ver com isso do que você imagina

Você cuida da alimentação, bebe água, usa protetor solar todos os dias, e ainda assim a pele parece estar envelhecendo mais rápido do que deveria. Rugas que apareceram cedo demais, manchas que ninguém consegue explicar direito, flacidez que chegou antes da hora. E se o problema não estiver na sua rotina de skincare, mas no que está acontecendo dentro do seu corpo?

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O diabetes, especialmente quando mal controlado, é um dos fatores que pode sim acelerar o envelhecimento cutâneo. A ciência já sabe disso. Só que essa informação raramente chega de forma clara para quem precisa ouvir.

O que o envelhecimento da pele realmente significa

Antes de conectar os pontos, vale entender o que configura o envelhecimento da pele de fato. A maioria das pessoas pensa imediatamente em rugas, e para por aí. Mas o processo é bem mais amplo.

Manchas, rugas e flacidez formam o trio central do envelhecimento cutâneo. As manchas, inclusive, costumam ser o primeiro sinal visível e são as que mais passam despercebidas, porque as pessoas não as associam diretamente ao envelhecimento. Já a flacidez indica perda de contorno facial, aquela transição entre rosto e pescoço que vai ficando menos definida com o tempo. Tudo isso é progressivo, e tudo isso pode ser acelerado por fatores internos.

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O que a glicose alta faz com a pele

Aqui está o ponto central. Quando os níveis de glicose no sangue ficam elevados por períodos prolongados, o organismo passa por um processo que vai muito além do pâncreas ou do metabolismo. A pele também paga o preço.

Com o excesso de glicose, o corpo produz uma quantidade maior de radicais livres. Essas moléculas instáveis se ligam a estruturas fundamentais como colágeno, gordura e vasos sanguíneos, promovendo degradação progressiva. O colágeno, que é responsável pela firmeza e elasticidade da pele, perde qualidade. A pele fica mais fina, menos resistente, menos capaz de se regenerar.

A dermatologista Paola Pomerantzeff, especialista em dermatologia clínica, já alertou em diversas ocasiões que a hiperglicemia crônica compromete a integridade das fibras de colágeno e elastina, estruturas essenciais para uma pele firme e jovem. Quando essas fibras são degradadas mais rapidamente do que o corpo consegue repor, o envelhecimento aparece antes do esperado.

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Inflamação silenciosa: o inimigo invisível

O que torna esse processo ainda mais preocupante é que ele acontece de forma silenciosa. A hiperglicemia sustentada favorece um estado de inflamação crônica de baixo grau no organismo. Essa inflamação não dói, não aparece em exames simples de rotina, mas corrói os tecidos aos poucos.

O estresse oxidativo gerado por esse estado inflamatório age diretamente sobre as células da pele, acelerando o processo de degradação celular. A pele resseca com mais facilidade, a cicatrização fica mais lenta, e os sinais do tempo aparecem com antecedência.

O endocrinologista Rodrigo Lamounier, referência no tratamento do diabetes tipo 2, reforça que o controle glicêmico rigoroso protege não apenas órgãos vitais como rins e coração, mas também a saúde da pele. O tecido cutâneo é altamente sensível às variações de glicose, e essa relação é frequentemente subestimada nas consultas de rotina.

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O envelhecimento é multifatorial, mas o diabetes pesa na balança

Genética, exposição solar sem proteção, tabagismo, estresse e privação de sono também envelhecem a pele. Ninguém chega aos 50 anos com rugas culpando só um fator. O envelhecimento é mesmo multifatorial.

O que muda quando o diabetes entra nessa equação é a intensidade e a precocidade com que esses sinais aparecem. Uma pessoa com diabetes descontrolado carrega um fator a mais, interno, metabólico e constante, agindo sobre a pele todo dia, a cada refeição fora do controle, a cada noite com glicemia elevada.

Controlar o diabetes não é só uma questão de evitar complicações graves no futuro. É também uma forma concreta de preservar a pele no presente.

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O que dá para fazer agora

A boa notícia é que o cuidado com a pele em quem tem diabetes não precisa ser misterioso. Hidratação diária é inegociável, já que a pele de quem tem glicemia elevada tende à ressecamento. Protetor solar todos os dias, sem exceção. Alimentação com baixo índice glicêmico que, além de ajudar no controle da doença, reduz o pico de radicais livres.

E, claro, manter o acompanhamento médico em dia. Porque a melhor skincare do mundo não vai conseguir compensar o que acontece quando a glicose está fora de controle.