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Comportamento

Se você tivesse 1 hora a mais no dia… pesquisa da Amazon revela por que o brasileiro está migrando para comprar online

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A sensação de que o dia não dá conta de tudo virou um termômetro silencioso do consumo. E, quando a rotina aperta, o carrinho do comprar online parece oferecer algo que dinheiro nenhum estica: tempo. É exatamente essa lógica que aparece na pesquisa O Luxo de Ganhar Tempo, realizada pela Amazon Brasil em parceria com a HarrisX, que ouviu 2.015 consumidores brasileiros entre 18 e 24 de dezembro de 2025 para entender como o e-commerce se encaixa no cotidiano.

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O estudo aponta que a rapidez deixou de ser um detalhe técnico e passou a ser parte do valor percebido. Nove em cada dez entrevistados dizem que a entrega rápida — especialmente entrega no mesmo dia ou entrega no dia seguinte — pesa de forma decisiva na hora de comprar. Assim, a promessa não é só “chega logo”, mas “devolve horas” para a vida acontecer fora da lista de tarefas.

O tempo virou moeda: por que a compra online parece “um respiro”

Mais da metade dos entrevistados (55%) afirma se sentir pressionada pela rotina. E, nesse cenário, reduzir o tempo gasto com compras do dia a dia deixa de ser conveniência e vira estratégia de sobrevivência prática. Dessa forma, receber produtos essenciais com agilidade surge como um atalho para recuperar pequenas janelas do dia, especialmente quando o consumidor está tentando equilibrar trabalho, casa, autocuidado e relações pessoais.

Esse efeito aparece também quando o estudo cruza velocidade de entrega com sensação de sobrecarga. Entre quem pede entrega no mesmo dia, 31% relatam pressão pela rotina com mais frequência. Já entre os que escolhem dia seguinte, o índice é parecido: 29%. Ou seja, quanto maior a correria, maior a chance de a pessoa buscar soluções que cortem etapas e reduzam deslocamentos.

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“Se eu tivesse uma hora extra…”: o que o brasileiro faria com esse tempo

Uma das partes mais reveladoras do levantamento é a resposta sobre desejo — e não sobre consumo. Quando perguntados sobre o que fariam com uma hora a mais no dia, 57% disseram que usariam o tempo para relaxar, dormir mais ou estar com pessoas amadas. Isso ajuda a explicar por que economizar tempo tem sido tratado como um “luxo” moderno: ele não está sendo convertido em produtividade, e sim em bem-estar.

Assim, a compra online passa a cumprir um papel emocional discreto: diminuir fricções do cotidiano para que sobrem minutos para o que realmente descansa a cabeça. E isso conversa com um comportamento cada vez mais comum, sobretudo entre quem sente que vive “no limite do relógio”.

O que entra no carrinho: itens essenciais que dominaram as compras em 2025

Ao detalhar os itens essenciais mais vendidos de 2025, o estudo reforça que a urgência não está só em eletrônicos ou presentes, mas em produtos de reposição contínua — aquilo que, quando acaba, desorganiza a casa.

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Em cuidados com bebês, as fraldas concentraram as preferências, com destaque para Turma da Mônica Baby, Huggies Supreme Care Ultra e Pom Pom Protek, o que mostra como categorias de consumo recorrente tendem a migrar para o e-commerce quando a praticidade pesa. Já em limpeza, itens como OMO Lavagem Perfeita (sabão líquido), Cif Cremoso Limpeza Milagrosa Remove 100% da Sujeira 450 ml e Finish Secante para Lava-Louças e Abrilhantador 250 ml aparecem como escolhas que sustentam a manutenção do lar, especialmente quando se busca repor rápido sem “perder um turno” no mercado.

Em beleza e cuidados pessoais, a seleção reforça o comportamento de abastecimento de rotina: Óleo Extraordinário da L’Oréal Paris, Argan Óleo Reparador da Lola Cosmetics, CeraVe Loção Hidratante Corporal com 3 ceramidas e ácido hialurônico e o Sabonete Líquido Óleo de Banho da NIVEA estiveram entre os mais vendidos. É o tipo de compra que, aliás, conversa diretamente com o público de lifestyle: são produtos de autocuidado que entram na vida como hábito e, por isso, ganham força quando a entrega acompanha o ritmo do dia.

Já em alimentos e bebidas, aparecem exemplos claros de “itens que não podem faltar”: Ketchup Heinz Tradicional, Café Orfeu em grão e Café em cápsula Nescafé Dolce Gusto, evidenciando uma procura por produtos cotidianos com reposição prática, sem necessidade de deslocamento.

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A entrega rápida virou prioridade — e a Amazon diz estar acelerando no Brasil

Com a pressão por entrega rápida em alta, a pesquisa também se conecta ao movimento de investimento logístico. A Amazon afirma que, globalmente, mais de 13 bilhões de itens foram entregues no mesmo dia ou no dia seguinte, um aumento de 26% em relação ao ano anterior. Esse tipo de dado ajuda a dimensionar a corrida pela velocidade como tendência consolidada, não como ação pontual.

No Brasil, a empresa diz estar expandindo a infraestrutura para responder à demanda. Clientes de São Paulo e do Rio de Janeiro já contam com a opção de entregas “em horas” para produtos de mais de 30 categorias. Além disso, a companhia informou que inaugurou cem centros logísticos no país no último ano, chegando ao total de 250, e que pretende seguir reduzindo prazos em todos os estados.

O que essa mudança revela sobre consumo em 2026

Quando o consumidor escolhe comprar online para economizar tempo, ele não está apenas trocando o balcão pelo aplicativo. Ele está redefinindo o que considera valor: menos fricção, menos etapas, mais previsibilidade. E isso impacta desde o planejamento doméstico até o jeito de encaixar autocuidado e vida social no intervalo entre obrigações.

Assim, a entrega no mesmo dia deixa de ser “mimo” e vira ferramenta de rotina, principalmente para produtos essenciais e categorias recorrentes. E, se a pesquisa acerta ao chamar isso de “luxo”, é porque o que está em jogo não é só consumo — é a tentativa diária de recuperar tempo para viver.