Comportamento
Você nunca desliga do trabalho? Isso pode estar afetando sua saúde mais do que imagina

Vivemos em uma época em que estar sempre disponível virou regra, e o descanso, exceção. Mensagens fora do horário, e-mails à noite, demandas que atravessam o fim de semana e a sensação constante de que é preciso “dar conta de tudo” fazem com que muitas mulheres passem dias — ou até anos — sem realmente se desligar do trabalho. O problema é que essa hiperconexão, muitas vezes vista como comprometimento, cobra um preço alto do corpo e da mente.
Mais do que um capricho, estabelecer limites profissionais é hoje um verdadeiro ato de autocuidado. Ignorar essa necessidade pode levar ao esgotamento físico, emocional e mental, mesmo quando tudo parece “sob controle” por fora.
Quando o trabalho ocupa todos os espaços da vida
A rotina acelerada faz com que o trabalho ultrapasse o expediente e invada momentos que deveriam ser de descanso, lazer ou conexão pessoal. Aos poucos, o cérebro deixa de reconhecer pausas reais, mantendo o corpo em estado constante de alerta. Essa sobrecarga silenciosa se manifesta de várias formas: dificuldade para dormir, irritabilidade, queda de concentração, ansiedade e uma sensação persistente de cansaço.
Muitas mulheres se acostumam a esse ritmo por acreditarem que ele faz parte do sucesso profissional. Entretanto, viver permanentemente conectada não significa ser mais produtiva. Pelo contrário: a ausência de pausas reduz a criatividade, compromete decisões e enfraquece o bem-estar emocional.
Por que se desligar do trabalho é tão difícil?
Um dos maiores desafios está na culpa. Existe a ideia de que descansar é sinal de desleixo ou falta de ambição, especialmente para mulheres que já lidam com múltiplas cobranças sociais. Além disso, o celular transformou o trabalho em algo portátil, eliminando fronteiras físicas entre casa e escritório.
Essa dificuldade em impor limites no trabalho também está ligada ao medo de perder oportunidades, de parecer indisponível ou de não corresponder às expectativas. Contudo, quando tudo é urgente, nada realmente é prioridade — e o corpo acaba pagando essa conta.
O impacto emocional de nunca parar
A longo prazo, a incapacidade de se desligar contribui para quadros de burnout, exaustão emocional e sensação de vazio, mesmo em carreiras consideradas bem-sucedidas. O descanso deixa de ser reparador, pois a mente continua presa às demandas profissionais.
Além disso, a vida pessoal perde espaço. Relações, hobbies, momentos simples de prazer e até o silêncio passam a ser vistos como perda de tempo. Esse desequilíbrio afeta diretamente a autoestima e a percepção de qualidade de vida.
Limites claros também são uma forma de respeito
Aprender a dizer “não agora” ou “isso pode esperar” não é falta de comprometimento, mas uma estratégia de preservação. Estabelecer horários para responder mensagens, evitar checar e-mails fora do expediente e respeitar momentos de pausa ajuda o cérebro a entender que o descanso é legítimo.
Quando os limites profissionais são claros, o trabalho se torna mais sustentável. A mente descansa, o corpo se recupera e a produtividade volta a acontecer de forma mais natural, sem a pressão constante do excesso.
Autocuidado não é desligar tudo — é escolher melhor
Se desligar do trabalho não significa abandonar responsabilidades, mas reconhecer que nenhuma carreira vale a própria saúde. O verdadeiro autocuidado emocional está em entender que descansar também é uma forma de avançar.
Ao respeitar seus limites, você não está sendo menos dedicada. Está sendo consciente. E, em um mundo que exige tanto, aprender a parar pode ser o gesto mais revolucionário — e necessário — da sua rotina.

Maira Morais, é Mãe, Makeup e influenciadora digital que se destaca no universo da beleza por sua criatividade e técnica refinada. No mercado a anos, decidiu compartilhar dicas de maquiagens, beleza, maternidade e demais inspirações para o universo das mulheres.


