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Vai ter horário de verão em 2026? Entenda por que a medida foi descartada de novo!

O horário de verão não será retomado no Brasil no fim de 2026. A confirmação veio depois que estudos do setor elétrico concluíram que adiantar os relógios não é necessário para garantir a segurança do fornecimento de energia nas condições atuais do país. A população segue com o horário convencional durante toda a temporada 2026/2027.
A decisão está diretamente ligada ao comportamento da geração e do consumo de eletricidade nos horários de maior demanda. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avaliou se seria preciso adotar medidas extras para reforçar o atendimento do sistema, principalmente no início da noite, período mais sensível do dia para a rede elétrica.
O horário de verão chegou a fazer parte do conjunto de alternativas estudadas dentro do planejamento do setor. Os resultados mais recentes mostraram que a mudança nos relógios não resolve o problema de forma estrutural. O governo entende que a medida funciona apenas como um ajuste pontual e não oferece uma resposta permanente às necessidades de potência do sistema elétrico brasileiro.
O que é a rampa de carga e por que ela importa
O conceito que sustenta toda essa discussão é a chamada rampa de carga. Ela acontece quando a quantidade de energia consumida muda rapidamente ao mesmo tempo em que a capacidade de geração também precisa se ajustar. O exemplo mais comum ocorre no fim da tarde: a geração solar cai junto com a luz natural exatamente no momento em que o consumo de energia nas residências começa a subir.
Esse descompasso exige que o sistema conte com fontes capazes de reagir rápido, como termelétricas, hidrelétricas, sistemas de armazenamento e mecanismos de resposta da demanda. A ideia de adiantar os relógios surgiu como uma forma de suavizar esse pico, distribuindo o consumo de forma mais equilibrada ao longo do dia. Os estudos concluíram que essa suavização não é indispensável neste momento.
O planejamento energético foi além do horário de verão
A avaliação sobre o horário de verão fez parte de um documento mais amplo, a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, que reuniu diferentes propostas para aumentar a segurança do fornecimento e ampliar a capacidade de resposta do sistema em períodos críticos. Além do adiantamento dos relógios, o documento incluiu o aumento da disponibilidade de usinas termelétricas, estudos sobre despacho antecipado de geração e a importação de energia de outros países.
A atualização mais recente da agenda incorporou os resultados obtidos ao longo de 2026 e encerrou, por ora, a discussão específica sobre a retomada do horário de verão.
Medidas de reforço já foram usadas neste ano
Entre março e abril, o sistema elétrico recorreu a ações de geração adicional para reduzir a pressão sobre os reservatórios das hidrelétricas. Foram gerados 40.926 MWh extras por termelétricas na região Sul, além da importação de 65.095 MWh de energia. Essas ações ajudaram a preservar o nível dos reservatórios sem comprometer o abastecimento.
Uma nova avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostrou que não há necessidade de repetir esse tipo de reforço no momento, o que reforça a leitura de que o sistema está operando dentro da margem de segurança esperada.
O horário de verão pode voltar no futuro
O descarte da medida para 2026 não fecha a porta para os próximos anos. O Ministério de Minas e Energia mantém o acompanhamento periódico do tema, já que fatores como a transição energética e os efeitos das mudanças climáticas alteram constantemente o comportamento do sistema elétrico. Uma eventual retomada dependeria de novas avaliações sobre geração, consumo, disponibilidade de potência e segurança do Sistema Interligado Nacional.
Um capítulo encerrado em 2019, mas nunca definitivamente fechado
O horário de verão deixou de ser aplicado oficialmente no Brasil em 2019, por meio de decreto federal. Antes disso, a medida havia passado por diferentes formatos e recortes regionais ao longo de décadas. O argumento histórico sempre foi o mesmo: aproveitar melhor a luz natural no fim do dia e reduzir o consumo de energia elétrica no início da noite.
A expansão das fontes solar e eólica na matriz brasileira mudou completamente essa equação. O sistema elétrico atual depende cada vez mais de flexibilidade operacional para lidar com as oscilações entre geração e consumo, e é justamente esse ponto que orienta as decisões mais recentes sobre o horário de verão.

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