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A Bugatti lançou o Mistral “Blanc Éternel”, um one-off exclusivo com detalhes em porcelana e o último motor W16 da marca.

A Bugatti acaba de provar que luxo automotivo e criatividade não têm limite. A marca francesa apresentou o Mistral “Blanc Éternel”, um exemplar único (o famoso one-off) que substitui parte do metal e do carbono por porcelana. Isso mesmo: porcelana. O mesmo material que enfeita a vitrine da sala agora estampa um hipercarro avaliado em milhões de reais.
O nome traduz a proposta com precisão: “Branco Eterno”. E essa criação carrega um peso simbólico enorme. Ela marca a despedida do motor W16, o propulsor que construiu a identidade da Bugatti ao longo de duas décadas de engenharia automotiva de ponta.
Um Projeto de Personalização Que Já Tem História
Esse não é o primeiro encontro da Bugatti com a porcelana. Há 15 anos, a marca já tinha causado o mesmo impacto com o Veyron Grand Sport “L’Or Blanc”, fruto de uma parceria com a tradicional Königliche Porzellan-Manufaktur (KPM), de Berlim — uma das manufaturas de porcelana mais respeitadas da Europa, com histórico que remonta ao século XVIII.
O “Blanc Éternel” reedita essa colaboração e leva a ideia a um novo patamar de sofisticação, com o material aplicado de forma mais integrada ao design do veículo. O modelo faz parte da produção limitada do Mistral, restrita a 99 unidades, e chega através do programa de personalização automotiva mais exclusivo da marca, o Sur Mesure. Aqui, cada detalhe é pensado sob medida, sem qualquer padrão de série.
Onde a Porcelana Aparece (E Por Que Isso Impressiona Tanto)
A porcelana KPM domina pontos estratégicos do carro exclusivo. No exterior, ela está nos emblemas da Bugatti, nas tampas de combustível e óleo, e nas calotas centrais das rodas. No interior, o item mais impactante é a alavanca de câmbio, que carrega a escultura do “elefante dançante”, peça criada originalmente por Rembrandt Bugatti, irmão do fundador da marca, Ettore Bugatti.

Até a cobertura do motor recebe apliques do material, criando um contraste entre a robustez da engenharia mecânica e a delicadeza artesanal da porcelana. É um jogo visual arriscado. E funciona muito bem.
O Fim de Uma Era Mecânica
Sob o capô, o “Blanc Éternel” carrega o motor W16 quadriturbo de 8.0 litros, com 1.600 cavalos de potência. Esse é o último Bugatti de rua equipado com essa motorização, o que transforma a peça em um marco histórico dentro da montadora e em objeto de desejo entre colecionadores de carros de luxo.
A Bugatti mantém o Sur Mesure em ritmo intenso em 2026, com outras edições exclusivas como a “Caroline” e a “La Perle Rare”. A estratégia é clara: enquanto o motor W16 se despede, a marca aproveita para transformar cada unidade remanescente em peça de colecionador, elevando o valor histórico e financeiro de cada exemplar.
O Futuro Já Está Desenhado
Enquanto o Mistral encerra um capítulo, a Bugatti já projeta o próximo. O sucessor do Chiron, batizado de Tourbillon, abandona o W16 e aposta em um sistema híbrido revolucionário. O conjunto combina um motor V16 de 8.3 litros naturalmente aspirado com três motores elétricos, prometendo redefinir o que se espera de um hipercarro no mercado atual.
A pergunta que fica é simples: será que a porcelana também vai aparecer nessa nova geração, ou o “Blanc Éternel” vai ficar marcado como o último capricho de uma era prestes a acabar?
Uma coisa é certa. A Bugatti entregou tudo nesse projeto, e a discussão sobre luxo, engenharia e ousadia estética acabou de ganhar um novo capítulo.







