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Yamaha estreia Tracer 7, R7 e um serviço que pode acabar com o financiamento de moto

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r7 2 Yamaha estreia Tracer 7, R7 e um serviço que pode acabar com o financiamento de moto

A Yamaha escolheu o Festival Interlagos 2026 para dar aquele soco na mesa que o mercado de motos esperava. Duas novidades de peso, a Tracer 7 e a R7, chegam para completar a família 700 cm³ da marca. E não para por aí: a fabricante também lançou a Blustar, sua própria empresa de locação de motos. Se você acompanha o universo automotivo, sabe que dia de lançamento duplo desses não é qualquer dia.

A Tracer 7 finalmente tem preço e data

A Tracer 7 entra para completar o trio bicilíndrico da Yamaha ao lado da Ténéré 700 e da MT-07 Connected. O recado é claro: essa moto nasceu para viagem longa, sem abrir mão de esporte na medida certa. O motor CP2 de 690 cm³ entrega 73,4 cv e torque de 6,9 kgfm, com acelerador eletrônico YCC-T, embreagem deslizante e controle de tração ajustável. Recursos que tornam a pilotagem mais previsível tanto na estrada quanto na cidade.

A suspensão dianteira KYB invertida de 41 mm é ajustável em 18 níveis, e o conjunto de freios com discos duplos de 298 mm na frente garante a segurança que esse tipo de moto exige. O tanque de 18 litros, o para-brisa regulável e o assento ajustável entre 830 mm e 850 mm mostram que a Yamaha pensou em conforto de verdade, não só em ficha técnica bonita.

O painel TFT colorido, a conectividade via Y-Connect, a navegação pelo Garmin StreetCross e o piloto automático completam um pacote tecnológico que coloca a Tracer 7 entre as sport-tourings mais completas da categoria no Brasil. A produção começa em agosto, em Manaus, com chegada às concessionárias em setembro. O preço sugerido é R$ 59.990, com quatro anos de garantia.

A R7 é a moto que os fãs da Yamaha pediam há anos

Se a Tracer 7 é sobre conforto e viagem, a R7 é adrenalina pura. A esportiva chega para ocupar o espaço entre a R3 e as motos de performance superior, trazendo carenagem integral e aquela pilotagem mais agressiva que os apaixonados por moto esportiva tanto gostam. A entrada de ar frontal em formato de “M”, inspirada na YZR-M1 da MotoGP, entrega identidade visual imediata com a família R.

O motor é o mesmo CP2 bicilíndrico que equipa a Tracer 7, mas com calibração e ciclística totalmente voltadas para curva, precisão e estabilidade em velocidade alta. A R7 entrega uma esportiva acessível e afiada, o tipo de moto que faz o motociclista experiente sorrir sozinho dentro do capacete.

Com a chegada da R7 e da Tracer 7, a Yamaha monta agora uma linha de 700 cm³ praticamente completa no Brasil, cobrindo naked, aventureira, sport-touring e supersport. Uma jogada e tanto para quem queria crescer no segmento de motos de maior valor agregado.

Blustar: a Yamaha aposta na moto por assinatura

Enquanto o público de motos grandes celebra as novidades, a Yamaha também mirou em quem quer rodar sem o compromisso da compra. A Blustar é a nova empresa de locação criada em parceria com a rede de concessionárias, e a moto por assinatura resolve uma dor real de quem usa a moto no dia a dia, principalmente entregadores e motociclistas urbanos.

tracer1 Yamaha estreia Tracer 7, R7 e um serviço que pode acabar com o financiamento de moto

O contrato inclui seguro, IPVA, licenciamento, manutenção preventiva, assistência 24 horas, rastreador e itens antifurto. Tudo isso gerenciado pelo aplicativo Blustar, disponível para Android e iOS, onde o cliente faz cadastro, envia documentos, escolhe o plano e define a concessionária para retirada da moto.

Factor 150 abre a operação, mas a meta é ambiciosa

A primeira moto disponível na Blustar é a Factor 150, com identidade visual própria para o serviço. Os planos mensal e anual têm diárias a partir de R$ 49, com pagamentos semanais. Quem optar pelo plano anual ainda pode comprar a moto ao final do contrato, seguindo condições do Banco Yamaha.

A operação estreia em cinco concessionárias espalhadas por três estados, mas a meta da Yamaha é ousada: chegar a 40 unidades participantes até o fim de 2027. O movimento acompanha um crescimento expressivo do setor. Segundo a Yamaha, com base em dados da ABLA no Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos 2026, os emplacamentos de motos para locadoras saltaram de 7.856 unidades em 2021 para 130.751 em 2025. Um salto e tanto, não é mesmo?

Duas apostas, um único recado

A Yamaha está jogando em dois tabuleiros ao mesmo tempo. De um lado, reforça sua imagem entre quem sonha com motos de maior cilindrada e mais tecnologia, como a Tracer 7 e a tão esperada R7. Do outro, abre uma porta de entrada mais democrática com a Blustar, mirando quem precisa de moto para trabalhar e não quer o peso de um financiamento tradicional.

A grande pergunta agora é: será que o modelo de assinatura vai pegar por aqui do jeito que pegou em outros mercados? O motociclista brasileiro está pronto para trocar o “meu” pelo “por assinatura”? A gente já quer saber sua opinião: você compraria a R7 ou prefere testar a Blustar primeiro?