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Comprar carro ainda é prioridade para 68% dos brasileiros e o motivo pode te surpreender

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comprando carro Comprar carro ainda é prioridade para 68% dos brasileiros e o motivo pode te surpreender

Gente, vamos falar de um assunto que não é sobre novela nem sobre a última treta de famosos, mas que também mexe com o bolso e o coração de muita gente: carro novo. Um estudo recente da consultoria EY acabou de confirmar o que a maioria de nós já sentia no dia a dia. Mesmo com juros nas alturas e a economia meio instável, comprar um automóvel continua no topo da lista de desejos do brasileiro. O levantamento, chamado de Índice de Mobilidade do Consumidor (MCI), mostra um número e tanto: 68% dos brasileiros dizem ter interesse real em adquirir um carro.

Só que a história tem um plot twist. A vontade de comprar caiu um pouco na comparação com o ano passado, mas o desejo pelo bom e velho carro a combustão voltou com força total. O elétrico perdeu espaço, o motor tradicional reconquistou o consumidor, e isso muda completamente o jogo pra quem está pensando em trocar de veículo em 2026. Vem entender essa virada com a gente.

A vontade de comprar carro ainda é alta, mas já deu uma desacelerada

O estudo revela que o percentual de brasileiros interessados em comprar um veículo segue acima da média das Américas. Ainda assim, a queda de quatro pontos percentuais em relação a 2024 é um sinal que ninguém pode ignorar. Marcelo Frateschi, sócio-líder para o setor automotivo da EY Brasil, resume o cenário com precisão: o índice de 68% continua superior à média regional, mas a retração já apareceu no comparativo anual.

O que chama atenção mesmo é a pressa do consumidor. A maioria não está só sonhando acordada com o carro novo. Ao todo, 64% dos entrevistados pretendem fechar negócio nos próximos 12 meses, e outros 38% projetam a compra do veículo entre 13 e 24 meses. A demanda potencial segue quente, mesmo com todo o cenário de cautela econômica rondando o país.

No restante das Américas, o número de consumidores propensos a comprar carro ficou em 58%, três pontos percentuais abaixo da edição anterior do estudo. O Brasil segue disparado como um dos mercados automotivos mais aquecidos da região. E isso é uma notícia e tanto pra quem trabalha no setor.

Marcas europeias são a queridinha do momento

Enquanto o desejo por carro novo segue firme, a preferência por origem de marca também passou por uma reviravolta e tanto. As montadoras europeias ampliaram a atratividade entre os brasileiros e hoje reúnem 76% da preferência dos entrevistados, independente do tipo de motorização escolhida. É praticamente unanimidade nacional.

As marcas chinesas também estão ganhando terreno rápido. Atualmente, 24% dos consumidores brasileiros já demonstram preferência por esses fabricantes, um reflexo direto da expansão agressiva dessas montadoras no mercado nacional nos últimos anos. A disputa entre a tradição europeia e a ascensão chinesa promete esquentar ainda mais o setor automotivo em 2026. Vale ficar de olho nessa queda de braço.

Concessionária física ainda reina, mas o digital avança rápido

Na hora de fechar o negócio, muita gente ainda aposta no velho e bom showroom. O estudo mostra que 36% dos consumidores preferem concluir a compra do carro presencialmente, com aquele contato direto com o vendedor e o veículo.

O comportamento digital, entretanto, está mudando essa dinâmica em ritmo acelerado. Hoje, 28% dos entrevistados preferem fazer toda a jornada de compra pela internet, e outros 36% escolhem um caminho híbrido, misturando pesquisa online com finalização presencial. A transição de comportamento é clara, mas o showroom segue com peso relevante na decisão final de compra.

Quando o assunto é o que pesa na escolha do veículo, os consumidores brasileiros colocam segurança e recursos de navegação no topo das prioridades. Funcionalidades ligadas a conforto, bem-estar e entretenimento influenciam menos na decisão final. Ou seja, praticidade e proteção vencem o luxo na hora do “sim” para o carro novo.

O carro a combustão está de volta ao pódio

Aqui está o dado mais chamativo de todo o estudo. A participação de brasileiros interessados em veículos a combustão saltou de 35% para 49%. Enquanto isso, o interesse por carros totalmente elétricos permaneceu estável, em apenas 9%. O elétrico estacionou, e o motor tradicional decolou.

Ricardo Assumpção, líder de sustentabilidade e Chief Sustainability Officer da EY para a América Latina, explica esse movimento com uma frase certeira. O elétrico ficou preso entre a urgência climática e a disputa geopolítica, e o consumidor sente essa incerteza na pele.

Esse comportamento não é exclusividade brasileira. O estudo global aponta que metade dos consumidores do mundo pretende comprar um carro a combustão nos próximos 24 meses, um salto de 13 pontos percentuais frente à pesquisa de 2024. A preferência por veículos totalmente elétricos recuou para 14% no cenário mundial. A eletrificação, definitivamente, não está seguindo a linha reta que muita gente esperava.

O Brasil vai trilhar seu próprio caminho rumo à eletrificação

Para Ricardo Assumpção, essa desaceleração do elétrico representa uma nova fase de maturidade do mercado automotivo global. Ele é direto: a eletrificação amadureceu e vai seguir caminhos diferentes em cada país. A China continuará na liderança por ter construído escala, infraestrutura e cadeia produtiva robustas. A Europa seguirá pressionada pelas metas climáticas, mas vai proteger sua indústria local. Os Estados Unidos avançarão quando a eletrificação for associada a emprego americano, bateria americana e soberania americana.

O Brasil seguirá uma rota própria, combinando etanol, híbridos flex, eletrificação de frotas e avanço gradual dos veículos 100% elétricos, sempre que a conta econômica fizer sentido pro bolso do consumidor.

O recado final é claro e direto. O brasileiro quer carro, tem pressa para comprar e está de olho nas marcas europeias. O motor a combustão segue como escolha número um, e isso prova que a corrida pela eletrificação total ainda vai demorar bastante por aqui. E você, já sentiu essa vontade de trocar de carro ou prefere esperar a poeira baixar? Conta pra gente nos comentários.