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Essa scooter custa menos que muita bolsa de grife e ainda entrega tecnologia de moto premium: conheça a Zontes 125X

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Zontes 125X 6 Essa scooter custa menos que muita bolsa de grife e ainda entrega tecnologia de moto premium: conheça a Zontes 125X

Toda vez que uma marca chinesa resolve entrar de vez no jogo, o mercado sente o abalo. E dessa vez quem está tremendo são as gigantes japonesas do segmento de scooters urbanos. A Zontes 125X acaba de ser apresentada na Europa e já entrega o que ninguém esperava: motor de 15 cv, chassi de alumínio e um painel digital que parece ter saído direto de uma moto de categoria superior. Tudo isso por um preço que soa quase injusto com a concorrência.

Ela pode não ter chegado oficialmente ao Brasil, mas já é impossível ignorar. Será que essa é a scooter que vai bagunçar o reinado de Honda PCX e Yamaha NMAX por aqui?

Um scooter de 125 cc com cara de moto grande

A Zontes construiu essa scooter urbana em cima de uma proposta ousada: entregar tecnologia que normalmente aparece só em modelos acima de 300 cilindradas. O motor monocilíndrico de 125 cm³ tem refrigeração líquida, quatro válvulas e injeção eletrônica Bosch. O resultado são 15 cv a 8.700 rpm, praticamente o teto permitido pela categoria na Europa para quem roda com habilitação A1.

O torque de 13 Nm a 6.500 rpm garante puxadas ágeis, e a transmissão automática CVT segue a lógica que todo mundo já conhece nesse tipo de veículo: prática, direta, sem trocas de marcha para se preocupar.

O detalhe que faz diferença de verdade é o peso. A Zontes 125X sai de fábrica com apenas 108 kg a seco, um número baixíssimo para a categoria. Na prática, isso se traduz em arrancadas mais rápidas, manobras facilitadas e aquela sensação de leveza que faz toda diferença no trânsito caótico das grandes cidades.

Chassi de alumínio: a aposta que ninguém fazia nesse segmento

Aqui está o verdadeiro trunfo tecnológico do modelo. Enquanto praticamente toda a concorrência de 125 cc aposta em estruturas tubulares de aço para baratear a produção, a Zontes optou por um chassi em liga de alumínio, com apenas 8,5 kg.

Essa escolha eleva o padrão de rigidez e precisão nas curvas, algo raro de se ver em scooters compactos. O resultado prático é um veículo que responde rápido em corredores, retornos apertados e situações de estacionamento onde agilidade é tudo.

A suspensão dianteira usa garfo telescópico tradicional, enquanto a traseira conta com dois amortecedores reguláveis. O ajuste prioriza estabilidade e agilidade, embora buracos e pavimentos irregulares possam gerar impactos mais secos durante o trajeto.

Consumo baixo e autonomia que impressiona

Com tanque de 11 litros, a Zontes 125X promete consumo médio de 2,6 litros a cada 100 km, o que resulta em uma autonomia teórica que pode ultrapassar 420 quilômetros. Números que colocam o modelo entre os mais econômicos da categoria.

O sistema Start-Stop reforça essa vocação urbana. Ele desliga o motor automaticamente durante paradas prolongadas em semáforos e volta a acioná-lo assim que o condutor acelera, ajudando a economizar combustível nos trajetos do dia a dia.

Painel TFT, controle de tração e a lista de equipamentos que rouba a cena

É aqui que a Zontes 125X mostra toda a sua ambição. O painel TFT colorido de cinco polegadas traz conectividade com o smartphone, sistema de navegação integrado pelo aplicativo da marca, monitoramento de pressão e temperatura dos pneus em tempo real, nível de combustível, autonomia estimada e conta-giros.

O pacote de segurança acompanha o mesmo nível de sofisticação: controle de tração desconectável, freios a disco nas duas rodas e ABS de dois canais. A iluminação é toda em LED, e o sistema de partida sem chave cuida da ignição, da abertura do assento e do acesso ao tanque, tudo sem a necessidade de girar uma chave física.

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Completam a lista entradas USB tipo A e C, comandos retroiluminados e preparação de fábrica para câmeras dianteira e traseira. Essa é uma configuração que a maioria dos concorrentes diretos simplesmente não oferece.

Espaço para dois capacetes e conforto pensado para o uso real

Mesmo compacta, a Zontes 125X guarda sob o banco espaço suficiente para dois capacetes integrais, um detalhe que faz diferença enorme na rotina de quem usa a scooter para ir e voltar do trabalho todos os dias. Ainda há dois porta-objetos na parte dianteira e um gancho para bolsas.

A altura do assento de 770 mm favorece condutores de diferentes estaturas, oferecendo apoio confortável dos pés no chão. As rodas de 14 polegadas na frente e 13 atrás equilibram estabilidade e agilidade nas manobras urbanas.

Pode a Zontes 125X incomodar PCX e NMAX?

O segmento de scooters de médio porte no Brasil é dominado há anos por Honda PCX 160 e Yamaha NMAX 160. A Zontes 125X ataca esse mercado com um argumento difícil de ignorar: tecnologia de moto premium por um preço muito mais acessível.

Na Espanha, o valor divulgado gira em torno de 2.688 euros, e em Portugal a faixa fica próxima de 2.850 euros. Em conversão direta, sem impostos ou custos de importação, isso equivale a cerca de R$ 17 mil. Esse valor não representa o que o modelo custaria se fosse produzido ou importado para o Brasil, mas já dá uma ideia do quanto a marca está disposta a competir por preço.

A fabricante ainda não confirmou lançamento oficial no mercado brasileiro. Até aqui, a Zontes mantém o catálogo nacional concentrado nos modelos de 350 cilindradas.

Ainda assim, marcas japonesas seguem levando vantagem em pontos que pesam na decisão de compra: rede de concessionárias, disponibilidade de peças, histórico de confiabilidade e valor de revenda. São fatores construídos ao longo de décadas e que nenhuma novidade tecnológica resolve da noite para o dia.

A Zontes 125X prova como as fabricantes chinesas avançam em ritmo acelerado, entregando pacotes de equipamentos que forçam toda a indústria a repensar o que é considerado padrão em uma scooter de entrada. Se chegar ao Brasil com um preço competitivo, o modelo tem tudo para virar dor de cabeça para quem lidera o segmento hoje.

E você, trocaria seu scooter atual por essa novidade chinesa?