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Etanol pode passar de 35% na gasolina: governo já sinaliza a mudança

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bomba combustivel 1 Etanol pode passar de 35% na gasolina: governo já sinaliza a mudança

Enquanto você reclama do preço no posto, o governo está lá, calculando decimais de etanol que vão decidir o quanto o seu carro vai consumir daqui pra frente. E a resposta que chegou essa semana é a seguinte: o teto de 35% de etanol na gasolina pode não ser o teto final. O Ministério da Fazenda deixou escapar que discutir um percentual ainda maior está nos planos, e isso muda o jogo pra quem dirige flex no Brasil inteiro.

Só que tem um detalhe que estragou a festa por enquanto: o mesmo governo que fala em ousar no etanol segurou o pé no freio na hora de mexer no subsídio da gasolina. Foi lá fora, no Oriente Médio, que a decisão travou.

O plano era outro, mas o petróleo não colaborou

A ideia do Ministério da Fazenda era anunciar ainda essa semana o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro. Aí o barril de petróleo resolveu subir para US$ 80, puxado pela retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e o plano foi pro modo pausa.

O ministro Dario Durigan foi sincero ao explicar o motivo: cautela. A frase dele resume bem o momento, “temos que ter cautela para retirar o subsídio”, e a decisão final ficou marcada para a próxima semana, podendo ser parcial ou total, dependendo de como o petróleo se comportar.

Vale reconhecer o timing político aqui. Segurar o subsídio agora é jogar para não errar, porque gasolina mais cara pressiona a inflação e encarece o carrinho de compras de qualquer brasileiro, motorista ou não.

O etanol virou a estrela da vez, e não é força de expressão

Enquanto a gasolina brasileira depende de decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância, o etanol aparece como a resposta que o Brasil já tem na manga. A Lei do Combustível do Futuro garante que a mistura de etanol anidro na gasolina pode variar entre 27% e 35%, e o biodiesel já tem meta certa, 20% no diesel fóssil até março de 2030.

Só que Durigan entregou tudo ao afirmar que o governo não descarta discutir percentuais acima desse teto no futuro. Traduzindo, o Brasil pode caminhar para uma gasolina cada vez mais movida a cana e cada vez menos refém de conflito geopolítico, petróleo importado e crise lá fora.

Faz sentido? Total. O país tem escala de produção de etanol que praticamente nenhum outro tem, e não usar essa carta na manga seria desperdiçar uma vantagem competitiva rara.

E o seu carro entra nessa conta como?

Aqui está o ponto que interessa direto no seu bolso, e não é só especulação de Brasília. Mais etanol na mistura muda o consumo médio do carro, principalmente naqueles flex mais antigos, que não foram calibrados pensando numa proporção maior de álcool na composição.

Quem tem um flex mais novo sente menos esse baque, porque os motores atuais já nascem preparados para essa variação. Já quem roda com um carro mais velho vai perceber a diferença no painel, e isso é motivo suficiente para prestar atenção nessa novela toda.

O verdadeiro vilão da história está lá fora

Nada disso depende só do Brasil, e essa é a parte frustrante. A escalada militar entre Estados Unidos e Irã dita o preço do petróleo no mercado internacional, e o Brasil sente o reflexo quase em tempo real. É esse cenário externo que está segurando qualquer decisão mais ousada sobre o fim do subsídio agora.

O governo está de olho no conflito para decidir os próximos passos, e essa espera é estratégica, não é enrolação.

Fica ligado nisso

A decisão sobre o subsídio volta à mesa na próxima semana, e o desfecho depende do que acontecer lá fora nos próximos dias. Se o petróleo recuar, o fim do benefício ganha força. Se a tensão aumentar, o governo segura mais um pouco.

Já a conversa sobre passar dos 35% de etanol na gasolina é jogo de longo prazo, mas é o tipo de mudança que vai bater direto no seu tanque e no seu bolso. Bora acompanhar de perto, porque essa história ainda tem capítulo novo toda semana. E você, sentiria diferença no seu carro se o etanol passasse dos 35%? Conta pra gente nos comentários.

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