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Ferrari lança o primeiro carro elétrico da marca e a China simplesmente enlouqueceu

A Ferrari decidiu fazer o que muita gente jurava que jamais aconteceria: colocar um carro elétrico debaixo do cavalinho amarelo. E o resultado? Uma reviravolta que ninguém via chegando.
O Ferrari Luce, primeiro modelo 100% elétrico da história da montadora italiana, bateu a meta de vendas prevista para o ano inteiro de 2026 em apenas dois meses. Foram quase 500 unidades comercializadas desde o lançamento, no fim de maio, segundo a fonte Financial Times, em reportagem publicada nesta quarta-feira (29). Pera, deixa eu repetir: dois meses para atingir uma meta de doze. É ou não é motivo pra parar tudo e comentar?
Polêmica no visual, sucesso nas vendas
Vamos combinar uma coisa: a chegada do Luce dividiu opiniões antes mesmo de rodar na pista. No ocidente, uma parte dos fãs tradicionais tratou o modelo elétrico como quase um sacrilégio. Ferrari sem motor a combustão soou como traição para o público mais purista. Some a isso um design que foge completamente do esperado para a marca, e você tem a receita perfeita para virar assunto nas redes.

Enquanto o ocidente ainda processava o choque estético, a China deu a resposta que a Ferrari precisava ouvir. O SUV elétrico foi recebido com entusiasmo no mercado de luxo chinês, e os números comprovam essa recepção. Esse tipo de reação dividida entre continentes diferentes é sempre um prato cheio pra entender pra onde o consumo de luxo está migrando.
A Ferrari sabia que estava mexendo em vespeiro. Os diretores da marca já haviam adotado um discurso mais cauteloso após a repercussão inicial do modelo, reconhecendo que a estética “diferentona” do Luce precisaria de tempo para ser digerida pelo público. O mercado chinês pulou essa etapa de digestão e foi direto para o carrinho de compras.
Quanto custa rodar em um Ferrari elétrico
Se você está se perguntando o preço dessa ousadia, prepare o bolso (ou melhor, prepare vários bolsos). Na China, o Luce foi anunciado por 3,98 milhões de yuans, o que passa dos R$ 3 milhões na conversão direta. Dependendo da configuração escolhida pelo comprador, esse valor sobe ainda mais. Luxo de verdade nunca vem com preço fixo.
A Ferrari ainda não quis comentar oficialmente os números de vendas divulgados pelo jornal britânico. A expectativa é que a marca se pronuncie nesta quinta-feira (30), data em que deve apresentar o balanço financeiro do primeiro semestre de 2026. Até lá, é só especulação e ansiedade.
Como é por dentro o Ferrari Luce
Agora, o que faz esse SUV ser tão desejado apesar (ou por causa) de toda a polêmica em volta dele? A ficha técnica ajuda a entender.

O Luce é equipado com quatro motores elétricos que juntos entregam até 1.050 cv de potência e 100,9 kgfm de torque máximo, variando conforme o modo de condução escolhido. Na prática, isso significa que o SUV sai de zero a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Se você for corajoso o suficiente, ele chega aos 200 km/h em 6,6 segundos. Números de hypercar, disfarçados em carroceria de SUV.
Quanto à autonomia, as baterias de 122 kWh, desenvolvidas internamente pela própria Ferrari, garantem até 530 km rodados sem precisar de recarga. Potência absurda com autonomia de verdade, sem aquela pegadinha comum em muitos elétricos de luxo que prometem mundos e fundos e entregam menos da metade na prática.
O que isso diz sobre o futuro do luxo automotivo
O caso do Luce é revelador. Mostra que eletrificação e desejo de consumo caminham juntos, mesmo em um segmento tão tradicional quanto o dos superesportivos. Mostra também que a China virou um território decisivo para definir o sucesso de lançamentos de luxo, com peso cada vez maior sobre o próprio mercado europeu, berço da marca.
A pergunta que fica é simples: será que essa aceitação chinesa vai convencer o público ocidental mais cético a dar uma segunda chance ao Luce? Ou o cavalinho elétrico vai continuar sendo um fenômeno de sucesso só do outro lado do mundo?
A Ferrari acertou em cheio onde talvez menos esperasse. Isso, por si só, já é notícia boa o suficiente pra render meses de comentário.
E você, ficaria à vontade dirigindo um Ferrari sem o ronco do motor a combustão?







